quarta-feira, março 01, 2006

LOCAL: Câmara quer privados para aeródromo

O município admite atribuir a concessão, construção e exploração do aeródromo da Figueira a privados. O modelo necessita, porém, de luz verde por parte do governo.
O tempo tem voado e com ele o prazo de conclusão do aeródromo da Figueira da Foz.

Desprovido de capacidade financeira, o município procura parcerias com privados que se predisponham a terminar as obras que faltam. “Estamos a ver se encontramos uma forma de fazer uma parceria em que a câmara continue envolvida”, afirmou ao DIÁRIO AS BEIRAS o presidente da câmara.

Duarte Silva adiantou que a solução poderá passar por “um modelo de concessão, construção e exploração que permita avançar com o projecto”. Apesar de admitir que “já existiram alguns contactos”, o autarca escusou–se a avançar com outros pormenores.

Refira–se que, para a concretização deste antigo anseio figueirense, foi cortado o coberto florestal de uma mancha de 20 hectares, tendo a madeira sido vendida pela empresa municipal Figueira Grande Turismo. Desde 2003 até ao momento, o município da Figueira investiu “186 mil euros” nos trabalhos de desflorestação, terraplanagem, nivelamento e compactação. Parte desta empreitada, recorde–se, foi realizada pelo Regimento de Engenharia N.º 3.

“Boa vontade do governo”

Para o vereador que tem seguido de perto este processo, “a solução passa por uma boa vontade do governo”. Lídio Lopes escusou–se, no entanto, a avançar com mais explicações, mas este dado não será alheio ao facto do aeródromo municipal, localizado na freguesia de Lavos, estar em terrenos do Estado.

A pista de aviação, com 800 metros de comprimento, encontra–se neste momento em terra batida. Conforme o tempo vai passando a pista começa a deteriora–se, sobretudo, por causa das chuvas.

A primeira fase da obra está concluída, ou seja, “a terraplanagem às cotas necessárias para se iniciarem os trabalhos de construção da pista”, adiantou Lídio Lopes. Terá agora de ser feita uma caixa que permita receber o peso das aeronaves, bem como as infra–estruturas, como sejam, uma pequena torre de controle, um hangar e uma estrutura de restauração.

“Um perigo visto do céu”

Pedro Macedo é o presidente do Aeroclube da Figueira da Foz e chama a atenção para o perigo que representa, para a aviação, a existência de uma pista não terminada. O Aeroclube tem solicitado - até agora sem êxito - encontros com a câmara, fundamentalmente para “alertar sobre o perigo que constitui para a aviação. Dos céus, a visão que se tem é de um espaço livre e que pode induzir os pilotos a aterrarem”, sublinhou.

Solicitado a comentar a solução que a câmara aponta, Pedro Macedo começou por dizer que soube desta pretensão “por mera casualidade” e confessou ter ficado “estupefacto” pelo facto do município não ter contactado com o Aeroclube.

“Não queremos dinheiro, não queremos nada, só queremos participar com o nosso conhecimento”, que, frisou, é grande, quer a nível nacional quer internacional.

Pedro Macedo concretizou: “Dos contactos que já estabelecemos, haveria a possibilidade de colocar uma bomba de combustível para aviões, que poderia tornar esta pista num local de passagem e paragem”.

O mesmo interesse, garantiu, foi recolhido ao nível da “indústria de aeronaves, na construção de hangares, e até, na área da restauração”. Por tudo isto Pedro Macedo lamenta que o município não encare o Aeroclube como “um parceiro estratégico” nesta matéria.

in Diário As Beiras

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