quarta-feira, março 01, 2006

AMBIENTE: Cabo Mondego


Câmara fala em "desastre ambiental" no Cabo Mondego

O presidente da Câmara da Figueira da Foz, Duarte Silva, quer que o Instituto de Conversação da Natureza (ICN) passe das palavras "aos actos" e, "de uma vez por todas", acabe com o "desastre ambiental" a que tem sido votado o Cabo Mondego, na serra da Boa Viagem.

"O importante é passar das intenções e das boas vontades aos actos e pôr termo àquele atentado ambiental. Este processo já leva tantos anos que já estou como S. Tomé quero ver para acreditar", disse, ao JN, o autarca, reagindo às recentes declarações de responsáveis do ICN que asseguraram que o processos de classificação do Jurássico do Cabo Mondego como monumento natural estará "em fase conclusiva".

De acordo com responsáveis do ICN, o processo, que há muito se arrasta pelos gabinetes daquele Instituto, está "em fase conclusiva", devendo, em breve, ser enviado para a tutela, a fim de ser aprovado. "Lamento que o processo ainda não esteja concluído porque a delapidação daquele património é irreversível", protestou o autarca figueirense.

A demora do Instituto de Conservação da Natureza merece duras críticas da Câmara Municipal da Figueira da Foz, que, em 2002, moveu um processo judicial que visava a "urgente condenação do ICN por não desencadear todos os procedimentos necessários para a classificação do Cabo Mondego". Aquele Instituto reconheceu os atrasos e justifica-os com as "sucessivas mudanças de ministros e secretários de Estado no Ministério do Ambiente e na própria presidência do ICN".

in Jornal de Notícias

EDUCAÇÃO: Doze escolas à beira do fim

A vereadora da Educação na Câmara da Figueira da Foz quer que a Direcção Regional de Educação do Centro (DREC) faça uma avaliação "caso a caso"das 12 escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico (CEB) que estão na iminência de encerrar no concelho, em virtude de terem menos de dez alunos inscritos.

"Enquanto docente, concordo com esta proposta da tutela, na intenção de combater o isolamento e o insucesso escolar", disse a autarca.

As escolas do 1º CEB no Negrote, Porto Godinho, Fontela, Cunhos, Cabecinhos, Carritos, Serra da Boa Viagem, Carvalhal, Boeiras, Esperança e Morros integram a lista dos estabelecimentos que, sob proposta da DREC, podem fechar as portas já no próximo ano lectivo.

Entretanto, os pais e encarregados de educação das escolas da Serra da Boa Viagem, em Quiaios, e Porto Godinho, na freguesia de Borda do Campo, fizeram chegar à autarquia as preocupações relativas à transferência das crianças para as escolas mais próximas.

"A escola de Cabecinhos, em Lavos, a da Boa Viagem e a de Porto Godinho vão poder receber matrículas condicionadas, já que, no próximo ano lectivo, está prevista a inscrição de um número de alunos que poderá não justificar o seu encerramento", adiantou a vereadora, explicando que "se não se verificar o número de alunos previstos, então as crianças serão deslocadas para as escolas mais próximas".

in Jornal de Notícias

“Figueirenses devem mobilizar-se a favor do Cabo Mondego”

O deputado Miguel Almeida defende uma mobilização popular em torno do Cabo Mondego. Entretanto, leva a efeito iniciativas parlamentares na defesa do geomonumento.

Miguel Almeida apresentou na Assembleia da República (AR) um projecto de resolução em defesa do Cabo Mondego. Em síntese, e de acordo com o documento que fez chegar às redacções, o deputado figueirense, eleito pelo PSD, no círculo de Coimbra, advoga a rápida classificação do geomonumento. O processo encontra–se há cerca de três anos e meio no Instituto da Conservação da Natureza (ICN), que teve a iniciativa de o desencadear.

O que está a acontecer no Cabo Mondego “é um crime ambiental”, afirma o parlamentar. Por isso, aduz, “é minha obrigação apresentar no Parlamento iniciativas que visem a sua preservação”. E para “que o Governo se aperceba da importância e urgência da sua classificação”, explica. Lembra, por outro lado, que a luta já se arrasta desde os tempos em que era vereador da Câmara da Figueira, entre 1997 e 2001.

Para Miguel Almeida, “há negligência por parte do INC”, no moroso processo de classificação. E adianta: “Se o projecto de resolução não for aprovado, vou fazer um requerimento ao ministro do Ambiente, para que este apresente explicações sobre o assunto e peça responsabilidades ao ICN”.

Explicar para sensibilizar

Helena Henriques, professora da Universidade de Coimbra, é quem mais tem feito pela defesa do Cabo Mondego, diz Miguel Almeida. Sem, no entanto, subestimar “o trabalho inexcedível” do presidente do edil da Figueira, Duarte Silva. Todavia, defende uma maior informação aos figueirenses, “porque muitos deles ainda não se aperceberam da importância deste geomonumento único no mundo”.

“Acho que os figueirenses devem mobilizar–se a favor do seu património, até porque o Cabo Mondego não pode continuar a ser destruído”, advoga o deputado do PSD. Por outro lado, não poupa nas críticas à Cimpor, que explora cal hidráulica no local. “Não deve estar muito preocupada com os postos de trabalho e com a própria fábrica, caso contrário não pedia em troca a aprovação de uma urbanização. De qualquer forma, [a cimenteira] faz o que lhe permitem fazer”, conclui.

in Diário As Beiras

LOCAL: Câmara quer privados para aeródromo

O município admite atribuir a concessão, construção e exploração do aeródromo da Figueira a privados. O modelo necessita, porém, de luz verde por parte do governo.
O tempo tem voado e com ele o prazo de conclusão do aeródromo da Figueira da Foz.

Desprovido de capacidade financeira, o município procura parcerias com privados que se predisponham a terminar as obras que faltam. “Estamos a ver se encontramos uma forma de fazer uma parceria em que a câmara continue envolvida”, afirmou ao DIÁRIO AS BEIRAS o presidente da câmara.

Duarte Silva adiantou que a solução poderá passar por “um modelo de concessão, construção e exploração que permita avançar com o projecto”. Apesar de admitir que “já existiram alguns contactos”, o autarca escusou–se a avançar com outros pormenores.

Refira–se que, para a concretização deste antigo anseio figueirense, foi cortado o coberto florestal de uma mancha de 20 hectares, tendo a madeira sido vendida pela empresa municipal Figueira Grande Turismo. Desde 2003 até ao momento, o município da Figueira investiu “186 mil euros” nos trabalhos de desflorestação, terraplanagem, nivelamento e compactação. Parte desta empreitada, recorde–se, foi realizada pelo Regimento de Engenharia N.º 3.

“Boa vontade do governo”

Para o vereador que tem seguido de perto este processo, “a solução passa por uma boa vontade do governo”. Lídio Lopes escusou–se, no entanto, a avançar com mais explicações, mas este dado não será alheio ao facto do aeródromo municipal, localizado na freguesia de Lavos, estar em terrenos do Estado.

A pista de aviação, com 800 metros de comprimento, encontra–se neste momento em terra batida. Conforme o tempo vai passando a pista começa a deteriora–se, sobretudo, por causa das chuvas.

A primeira fase da obra está concluída, ou seja, “a terraplanagem às cotas necessárias para se iniciarem os trabalhos de construção da pista”, adiantou Lídio Lopes. Terá agora de ser feita uma caixa que permita receber o peso das aeronaves, bem como as infra–estruturas, como sejam, uma pequena torre de controle, um hangar e uma estrutura de restauração.

“Um perigo visto do céu”

Pedro Macedo é o presidente do Aeroclube da Figueira da Foz e chama a atenção para o perigo que representa, para a aviação, a existência de uma pista não terminada. O Aeroclube tem solicitado - até agora sem êxito - encontros com a câmara, fundamentalmente para “alertar sobre o perigo que constitui para a aviação. Dos céus, a visão que se tem é de um espaço livre e que pode induzir os pilotos a aterrarem”, sublinhou.

Solicitado a comentar a solução que a câmara aponta, Pedro Macedo começou por dizer que soube desta pretensão “por mera casualidade” e confessou ter ficado “estupefacto” pelo facto do município não ter contactado com o Aeroclube.

“Não queremos dinheiro, não queremos nada, só queremos participar com o nosso conhecimento”, que, frisou, é grande, quer a nível nacional quer internacional.

Pedro Macedo concretizou: “Dos contactos que já estabelecemos, haveria a possibilidade de colocar uma bomba de combustível para aviões, que poderia tornar esta pista num local de passagem e paragem”.

O mesmo interesse, garantiu, foi recolhido ao nível da “indústria de aeronaves, na construção de hangares, e até, na área da restauração”. Por tudo isto Pedro Macedo lamenta que o município não encare o Aeroclube como “um parceiro estratégico” nesta matéria.

in Diário As Beiras

LOCAL: Lavos conquistou Carnaval de Buarcos

A única freguesia rural do concelho ganhou o prémio de melhor grupo e melhor carro. O sol brilhou e, segundo a organização, esteve mais gente do que no passado domingo.

Com o atraso de uma hora, o corso carnavalesco de Buarcos aproveitou o sol e brilhou na Avenida do Brasil. No que diz respeito às presenças, Tavarede foi a rainha deste ano, uma vez que se apresentou com três carros e outros tantos grupos, num total de 150 elementos. A sede do concelho esteve representada por dois conjuntos alegóricos e Buarcos com um.

Lavos salvou a honra das freguesias não urbanas e fez mais: chamou a si os primeiros lugares dos grupos e dos carros. Aquela freguesia do sul do concelho conseguiu ainda o terceiro lugar no “melhor traje”, o segundo no requisito “criatividade” e o primeiro na “alegria do grupo”.

Na classificação geral dos grupos, o segundo lugar foi para “Buarcos: Oásis de libelinhas” e o terceiro para “El Dourado”, de Tavarede. Nos carros, o segundo lugar foi conquistado por “El Dourado” e o terceiro por “Emergir Portugal”, de S. Julião. Estas foram as escolhas do júri constituído por Carlos Moço, presidente da Junta de Freguesia de Buarcos, por Lina Cação, estilista e pelo vereador José Elísio.

Mais gente do que no domingo

A concurso inscreveram-se sete grupos e sete carros. Curiosamente todos eles se ficaram pelos 50 participantes, o número mínimo exigido pela organização. As duas escolas de samba do concelho da Figueira da Foz assumiram o lado mais brasileiro deste Carnaval, já por si, muito carioca.

No final do corso de ontem, o presidente da câmara classificou a edição deste ano de “animada” e a tarde de “gloriosa”. Duarte Silva sublinhou a presença de “muita gente” a assistir ao Carnaval de Buarcos. O autarca expressou a “vontade de manter” esta iniciativa e questionado sobre a existência de algumas – poucas – “bocas” políticas e sociais, Duarte Silva foi igual a si próprio: “quanto mais bocas melhor”, defendeu.

À frente da organização do Carnaval de Buarcos está Nuno Encarnação. O administrador delegado da empresa municipal Figueira Grande Turismo considerou que este evento registou “uma evolução positiva de domingo para terça (ontem)”, referindo-se ao número de público. Assim sendo, prosseguiu, “provou-se que vale a pena manter este cartaz turístico, que resulta de um esforço da câmara e da FGT”, vincou.

Ao contrário do passado domingo, o calor fez-se sentir na Avenida do Brasil, com o sol forte e o vento quase inexistente.

in Diário As Beiras

POLICIA: Cadáver dá à praia da Orbitur

Ao princípio da tarde de ontem [segunda-feira] o cadáver de uma mulher, aparentando os 30 anos de idade, apareceu no areal na praia da Orbitur, freguesia de S. Pedro.
Não mostrava sinais exteriores de ferimentos ou agressões, e estava sem qualquer tipo de identificação.

O cadáver, em avançado estado de decomposição, foi removido para o Gabinete de Medicina Legal da Figueira da Foz para feitura da necessária autópsia.
A Polícia Judiciária de Coimbra tomou conta da ocorrência.

in O Figueirense

LOCAL: Milhares de pessoas na Avenida

Muitos milhares de pessoas estiveram ontem à tarde na Avenida do Brasil, a ver o corso de Carnaval. Uma tarde quente e soalheira, muita música e alegria, foram os ingredientes para o certame deste ano, que teve como grandes vencedores os participantes de Lavos.

Com uma tarde esplêndida de sol, ninguém se importou com o atraso no início do cortejo, até porque, depois de começar, tudo correu da melhor forma, num ritmo certo e alegre, que os muitos milhares de pessoas (ainda não há número estimado, mas as presenças superaram as de domingo) apreciavam, sem contudo, participarem.

A abrir e a encerrar o cortejo (antes do carro dos reis), a beleza e ritmos fortes do Brasil imprimidos pelas escolas de samba “Unidos do Mato Grosso” com o tema “Jesus de Nazaré” e “A Rainha” com “As 1001 noites”, e pelo meio, sete carros e igual número de grupos, além do carro da junta de Buarcos e vários “espontâneos” em grupo ou isolados, arrancavam alegres gargalhadas a quem estava a assistir, como o grupo da “Gripe das Aves”, com dicas bastante “picantes”, mas como era Carnaval, «ninguém leva a mal».

No final do desfile, que teve este ano como reis os actores da novela “Morangos com açúcar” Joana Duarte e Tiago Almeida, que deixavam transparecer algum cansaço, pois os autógrafos foram aos milhares, o presidente da câmara manifestava-se satisfeito, porque o Carnaval esteve «animado, com muita gente, numa tarde gloriosa». Duarte Silva enalteceu ainda o facto de se manter «a participação e a vontade de manter vivo o Carnaval» e garantiu que não se importou com as (poucas) críticas que lhe fizeram, afirmando que «quanto mais bocas, melhor».

Também o administrador da Figueira Grande Turismo (FGT) enalteceu a «evolução positiva de domingo para terça- feira, com muita gente e tempo convidativo». Nuno Encarnação considerou ainda que assim, «provou-se que vale a pena continuar, o Carnaval é um cartaz turístico, apesar do esforço da câmara e FGT, mas tem a adesão popular que é o que se pretende». De facto, já noite dentro, a Figueira da Foz ainda tinha um movimento intenso, de pessoas e viaturas, o que contribuiu também para animar o sector da restauração.

in Diário de Coimbra

DESPORTO: Rogério Gonçalves regressa à Naval


Rogério Gonçalves [na foto] regressa ao comando técnico da Naval nove meses depois de ter deixado a equipa na liga profissional de futebol

Confirmaram-se as previsões que tínhamos avançado e Rogério Gonçalves, o treinador que levou a equipa figueirense ao principal escalão do futebol nacional, regressa ao comando da equipa após ter rescindido com o Leixões, e já orienta os “verde-e-brancos” no treino marcado para esta manhã (10h00) no Centro de Estágio Rosa Náutica, na Praia de Quiaios.


A notícia foi confirmada ao nosso jornal pelo director desportivo do clube, Pedro Falcão, adiantando que Rogério vem acompanhado do seu adjunto, Manuel José.

A equipa navalista que, provisoriamente, após a saída de Álvaro Magalhães, foi orientada pelo técnico-adjunto Fernando Mira, deu, no domingo, um passo importante na luta para a fuga à despromoção, vencendo o Belenenses fora de portas e recebe, no próximo sábado, no Bento Pessoa, o Marítimo, onde vai procurar inverter o resultado da primeira volta, que se saldou por uma derrota por 1-2 (foi a primeira vitória do Marítimo no campeonato).

A formação figueirense já pode contar com Gilmar (autor do tento solitário nos Barreiros) e com o reforço de Inverno, o central Franco, já que ambos, no desafio com o Belenenses, cumpriram um jogo de castigo. Em contrapartida, volta a estar de fora o capitão Fernando. O central foi duplamente amarelado no Restelo, quando decorria o minuto 88, provocando uma grande penalidade que resultou no segundo golo dos anfitriões.

in Diário de Coimbra