segunda-feira, fevereiro 27, 2006

DESPORTO: Naval com a Mira afinada


Os figueirenses triunfaram com todo o merecimento na estreia de Fernando Mira à frente da equipa. Muita personalidade, muito sofrimento e três pontos importantes para a formação navalista.

A Naval disputava neste encontro mais uma das 11 finais que a separam na permanência no campeonato onde esta época se estreou. A precisar de pontos como de pão para a boca, este confronto com os azuis de Belém, apresentava-se, à partida, como etapa extremamente difícil para a decisiva caminhada da equipa figueirense.

Os navalistas vinham de uma derrota doméstica, frente ao Sporting de Braga, e faziam o seu primeiro jogo após a “chicotada” que afastou Álvaro Magalhães do comando da equipa, regressando ao banco o eterno substituto, Fernando Mira, agora a estrear-se na principal Liga. Por seu turno, os homens do Restelo vinham de um precioso triunfo no difícil campo da Reboleira, onde defrontaram a formação do Estrela, orientada por um antigo treinador da turma navalista.

Assim, ingredientes q.b. para se assistir a um desafio com largos motivos de interesse num dos mais bonitos estádios do país.

Poucas alterações na equipa figueirense, senão as forçadas devido aos castigos de Gilmar e Franco, e, como novidade, o regresso de Taborda à baliza, recuperado da lesão que o afastara.

A Naval começou o jogo com o sistema de 4x1x4x1, um tanto cauteloso, e os azuis, que entraram melhor, desperdiçaram a sua primeira e única oportunidade na primeira parte, quando Meyong, a cruzamento de Rui Jorge, obrigou Taborda a uma defesa extraordinária, para canto. O camaronês era o jogador mais perigoso na linha dianteira dos locais, bem secundado por Djurdjevic.

Naval marca dois

O jogo, contudo, apresentava características de equilíbrio, embora com alguma tendência ofensiva dos anfitriões.

Num dos primeiros contra-ataques da equipa de Mira, esta esteve, igualmente, muito próxima do golo. Saulo cruzou, do flanco esquerdo, para Fogaça, mas este teve uma perdida incrível, atirando ao lado do poste esquerdo da baliza de Pedro Alves.

Os figueirenses começavam a surgir com frequência na zona defensiva dos homens do Restelo e, aos 26 minutos, Lito assistiu Tiago Fraga, e este estreou-se a marcar. O Belenenses jogava muito adiantado no terreno e a Naval aproveitava. Os locais acusaram nitidamente o tento e dez minutos volvidos, Fajardo cruzou para Saulo e este, na cara de Pedro Alves, não hesitou. Alguma surpresa no Restelo e Fernando Mira a dar bons indícios no comando da equipa. A partir daí os figueirenses controlaram, mas viriam ainda a apanhar um forte susto, já que o Belenenses reduziu, aos 74 minutos, através de um auto-golo de Nelson Veiga.

Durou pouco tempo a euforia dos visitados, porque, três minutos transcorridos, Lito, na sequência de um livre cobrado por Fajardo, voltou a dilatar a vantagem.
O final foi, de algum modo, dramático, já que o árbitro assinalou uma grande penalidade contra os figueirenses, por alegada mão de Fernando (absolutamente involuntária), e o golo, de Meyong voltou a animar as hostes dos da casa. A Naval ficou reduzida a dez, por expulsão do capitão Fernando, mas o jogo acabaria pouco depois com o justo triunfo dos visitantes.

A arbitragem pareceu-nos ter errado na grande penalidade e consequente expulsão de Fernando.

Cabo Mondego tem de ser respeitado como Monumento Nacional

O deputado da Assembleia da República do PSD Miguel Almeida apresentou uma “recomendação” ao Governo para que este determine que o ICN (Instituto da Conservação da Natureza) proceda ao envio do processo de classificação do Cabo Mondego «aos órgãos competentes, como Monumento Nacional». Mas aconselha igualmente a que, através do Ministério da Economia, «seja reavaliado o licenciamento das actividades extractivas em vigor, atribuído à empresa CIMPOR».

No documento a que o nosso Jornal teve acesso, o deputado figueirense recorda que o Cabo Mondego «constitui um dos mais representativos “ex libris” geológicos, ambientais e paisagísticos», a nível nacional e internacional, focando os diversos estudos efectuados, pela comunidade científica portuguesa e estrangeira.

Miguel Almeida salienta que o Cabo Mondego «permite identificar alguns dos principais acontecimentos da História da Terra, num intervalo de tempo entre os 185 e os 140 milhões de anos», e evoca a classificação dada pela UNESCO ao Cabo Mondego em 1994, como Padrão Internacional de Evolução.

Sustentando que o PDM (Plano Director Municipal) classifica a «quase totalidade da Serra da Boa Viagem» como Espaço Natural de Protecção I e II, integrando a Reserva Ecológica Nacional e a Rede Natura 2000, o deputado fala na fabricação de cal e cimento, uma actividade que, ao longo dos anos «resultou na destruição do solo e da paisagem locais, colocando hoje em risco de desaparecimento total este Património Geológico e Natural reconhecidamente único a nível mundial».

Além disso, sustenta que o PDM de 1994 determinava, já nessa altura, que «toda esta zona afecta à actividade industrial deveria ser objecto de reconversão, mediante a elaboração e aprovação de um Plano de Pormenor».

Evocando os estudos científicos efectuados, que contribuíram para que, a Câmara e Assembleia Municipal classificassem o sítio como “Monumento Natural”, e a Universidade de Coimbra que «tem vindo a afirmar a sua voz avalizada em defesa deste inestimável património», o deputado considera que as actividades industriais tornam «irreversíveis, ao longo do tempo, alguns danos graves que vão sendo provocados neste acidente natural».

Miguel Almeida recorda ainda que foi o próprio ICN que propôs ao Governo a classificação do Cabo Mondego como Monumento Natural, através de Decreto Regulamentar, mas que, para tornar possível a publicação e a entrada em vigor desse diploma, que estabelece condicionamentos e interdições, o Instituto tem de remeter todo o processo ao Ministério do Ambiente, o que se aguarda «há três anos e meio».

Pede ainda a intervenção urgente do Ministério da Economia, «no sentido de ser reavaliado o licenciamento em vigor para essa actividade, relativamente à delimitação das áreas afectas aos planos de lavra».

in Diário de Coimbra

LOCAL: Sol, muito frio e algum Carnaval…

A Avenida do Brasil encheu-se de público para assistir ao desfile de Carnaval na Figueira da Foz. Sol radiante, muito frio, vento e algum Carnaval… animaram os milhares de pessoas que presenciavam o corso.

A anunciada chuva felizmente não apareceu para estragar o Carnaval da Figueira e o público compareceu em número bastante satisfatório. Com ligeiros minutos de atraso, o desfile arrancou mas progrediu com muita lentidão, o que quase fez desesperar o público.

A primeira Escola de Samba “A Rainha”, que abria o desfile, demorou hora e meia para percorrer os primeiros 300 metros até chegar à tribuna, com a particularidade de irem muito dispersos e sem o apoio da “bateria”. Valeu-lhes o colorido dos fatos, das plumas e das penas, dos corpos esbeltos e belos das jovens, para tornar menos monótono o desfile.

No final do corso, a escola de samba “Unidos do Mato Grosso” apresentava-se muito mais compacta, com um efeito visual muito agradável, só pecou por manter uma distância enorme (mais de 250 metros do grupo da frente) e como estava frio, muita gente abandonou o recinto e já não esperou pela escola nem pelos “reis”.

A partir do grupo “El Dorado” até ao carro da Junta de Freguesia de Buarcos, o corso decorreu com regularidade, sem grandes espaços, muita simplicidade, alegria e criatividade. Crítica social era visível no carro “Emergir Portugal”, com o conhecido Alexandrino “Firme e Hirto” à cabeça do grupo.

Dos recados deixados destacamos um: A ponte dos Arcos/Cumpriu a sua missa/Agora é o entrave/Prá sua circulação. Depois mais um outro apontamento num ou noutro carro, mas os tons “abrasileirados” dominavam o desfile.

Estiveram envolvidos mais de 700 foliões distribuídos por 11 carros e 7 grupos que, a exemplo duas últimas edições, o desfile faz-se no sentido nascente-ponte (Ponte Galante-Buarcos), na faixa do lado do mar, abrindo com a escola de Samba “A Rainha”, com o tema “as 1001 noites”, seguindo-se os grupos/carros “El Dorado, Feitiços/Os Feiticeiros do Samba, Emergir Portugal, Periferiaactiva, Cabaret, Os Loucos Anos Vinte, A Vida na Idade da Pedra/Lavos na Idade da Pedra, O Lago das Libelinhas, O Berço das Promessas, Quando for grande… vou ser ministro, Junta de Freguesia de Buarcos, Escola de Samba Unidos do Mato Grosso, com o tema “Jesus de Nazaré”, Foliões e o carro dos reis”.

Não há prémios monetários, apenas troféus, para os melhores carros e grupos, cujos resultados só são divulgados pelo júri (Lina Cação, José Elísio e Carlos Moço) no final do desfile de amanhã, que é igual excepto, no começo que abre com a Escola de Samba “Unidos do Mato Grosso” com o tema “Jesus de Nazaré” e fecha com a Escola de Samba A Rainha.

in Diário de Coimbra

DESPORTO: Salvé Naval... por onde tens andado?

Tal como outrora os Reis Magos se dirigiram a Belém à procura da sua estrela, desta feita foram os navalistas que vieram à procura da vitória. E, no mínimo, o que se pode dizer é que foi justa. Os instantes finais foram de arrasar mas quem lutou tão abnegadamente merecia sem dúvida a ventura de sair vencedor.

Após uma semana plena de atribulações, cujo expoente foi a mudança de comando técnico na equipa, a partida frente ao histórico Belenenses era encarada com alguma expectativa. Primeiro, questionava-se como reagiria a equipa navalista a toda esta situação. Depois, o aproximar do final do campeonato, obriga a que os figueirenses procurem os 40 pontos na tabela classificativa, numero que em princípio poderá significar a manutenção.

Por outro lado, o Belenenses, mesmo posicionado no 9.º lugar, não pode descansar sobre os 28 pontos alcançados, já que, no deve e haver das diferenças, a formação azul apenas tem vantagem no confronto directo sobre o Paços de Ferreira. Face a tais condimentos, a vitória era o único resultado que servia ao interesse dos dois conjuntos.

Fernando Mira não efectuou alterações profundas na equipa. O regresso de Taborda à baliza foi uma das mudanças. Na linha média, e face à ausência do castigado Gilmar, o técnico lançou uma linha de quatro médios de tendência ofensiva, deixando nas suas costas apenas um “trinco”: Solimar.

Dois golos nos primeiros 45 minutos foram o símbolo de qualidade do melhor futebol praticado no Restelo. Salvé Naval, por onde tens andado? Esta era a questão que se colocava no recinto lisboeta. De facto, os navalistas foram sem qualquer dúvida a melhor equipa no terreno de jogo apostando num futebol muito apoiado e com excelente transição defesa-ataque. A evolução ofensiva, através dos corredores laterais e com sistemáticas mudanças de flanco, confundiram completamente os lisboetas.

A primeira ocasião de perigo – aos oito minutos – pertenceu ao Belenenses. Meyong quis surpreender Taborda, mas este respondeu com grande defesa. A partir daí, a partida entrou em sentido único e foi o Belenenses que se viu em grandes dificuldades para travar o fluxo ofensivo da turma navalista.

Tanto domínio tinha de dar frutos. Primeiro, uma mudança de flanco de Lito permitiu uma execução perfeita a Tiago que não enjeitou a inauguração do marcador. Aos 36 minutos, e após uma jogada ao primeiro toque, a defensiva azul foi apanhada em contra-pé. Estes ainda pediram o fora-de-jogo mas Fajardo atento fez o passe de morte e Saulo, à boca da baliza, encostou para o segundo golo.

Já com cheiro a intervalo, o terceiro golo só não aconteceu porque o guardião da casa negou esse objectivo a Fogaça.

Marcar e sofrer

Com dois golos de vantagem, a formação navalista apresentou-se mais cautelosa. Afinal, era ao Belenenses que competia assumir as despesas do jogo. A turma figueirense fez da concentração e do colectivo a sua principal arma. Diga-se, entretanto, que para que tal acontecesse não foi necessário colocar nenhum autocarro diante da baliza de Taborda. Obviamente, a iniciativa de jogo passou para os donos da casa, contudo diga-se, foi um domínio mais consentido do que conseguido.

Só que esta estratégia oferecia perigo e, de facto, o perigo saiu de um lance de infortúnio de Nelson Veiga que apontou um auto-golo. Pensou-se o pior. Mas, quatro minutos volvidos, a verdade do jogo foi reposta com uma grande jogada entre Fajardo e Lito onde o internacional cabo-verdiano marcou e sentenciou a partida.

Com muita gente já fora do estádio, Cosme Machado quis dar um interesse extra à partida e, numa jogada confusa no interior da área navalista, a bola foi à mão de Fernando. O “Collina” de Braga assim não entendeu e apontou a marca de grande-penalidade. Meyong cobrou e marcou.

O minuto que faltava, mais os seis que o juíz concedeu, foram impróprios para cardíacos. No entanto estava escrito esta vitória ninguém a tiraria aos figueirenses.

in Diário As Beiras

Doze escolas poderão encerrar no concelho

Se a lista enviada à DREC for cumprida, no próximo ano lectivo encerram doze escolas do 1.º ciclo. Três pertencem a Alhadas.

Por solicitação da Direcção Regional de Educação do Centro (DREC), os agrupamentos escolares elaboraram a lista de escolas do 1.º ciclo com menos de 10 alunos. O resultado do levantamento ditou que uma dúzia de escolas do concelho poderão ser encerradas no próximo ano lectivo.

A lista em causa poderá fazer com que a freguesia de Alhadas perca três escolas: Carvalhal, Broeiras e Esperança. Mas a esperança é a última coisa a morrer. “Até ao último momento antes da decisão ser tomada, vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para evitar essa possibilidade”, promete o presidente da junta, Jorge Oliveira.

As escolas do 1.º ciclo do ensino básico da Serra da Boa Viagem, Quiaios; de Fontela, Vila Verde; de Carritos, Tavarede, de Cunhos, Moinhos da Gândara; de Negrote, Alqueidão; de Porto Godinho, Borda do Campo; de Cabecinhos, Lavos; e de Morros, Bom Sucesso, também estão na lista “negra”. Os alunos serão transferidos para as escolas mais próximas.

No concelho existem 55 escolas e 2.400 alunos do 1.º ciclo. Entretanto, os pais e encarregados de educação de Porto Godinho e Serra da Boa Viagem já fizeram pré-matrículas suficientes para evitar o encerramento. A DREC, por sua vez, indicou aos agrupamentos para as aceitarem até à sua concretização.

Acelerar processos

A Carta Educativa do município prevê a construção de três centros escolares, em S. Julião, Tavarede e S. Pedro. O último contempla ensino integrado, do pré-escolar ao 3.º ciclo. A vereadora da Educação admite adiantar o processo de S. Julião, “uma vez que as escolas do Viso e das Abadias se encontram sobrelotadas”.

Teresa Machado também não descarta a possibilidade que as escolas com 2.º e 3.º ciclos de Buarcos e Alhada possam vir a receber, no próximo ano lectivo, crianças do 1.º ciclo. Nestes casos, o ensino integrado acelera-se porque o número de alunos daqueles estabelecimentos encontra-se “muito aquém da sua capacidade”.

in Diário As Beiras

POLITICA: Cidade de luto pela morte de Natércia Crisanto

Natércia Crisanto faleceu durante a manhã de sábado, vítima de doença prolongada. O concelho perdeu um dos seus mais respeitados e admirados munícipes.

Vítima de doença prolongada e que se agravou nas últimas semanas, Natércia Crisanto faleceu cerca das 08H00 de sábado, aos 58 anos de idade, no Hospital Distrital da Figueira da Foz, onde se encontrava internada há cerca de um mês. A antiga vereadora e deputada municipal do PS lutou contra a doença que lhe provocou a morte durante um ano e meio.

Apesar do seu estado de saúde, Natércia Crisanto não abandonou a actividade política. E não desistiu de prosseguir o seu trabalho a favor dos mais carenciados e de prestar apoio a imigrantes, através da associação Viver em Alegria, entrega que encarava como missão. Humanista por excelência e profundamente ligada à família, era uma pessoa de fortes convicções e dotada de invulgar sensibilidade para a solidariedade social, causas públicas, associativismo e cultura.

A morte de Natércia Crisanto deixou o concelho consternado. E muitos figueirenses perderam a vontade de se juntar ao corso carnavalesco. A autarquia, por seu turno, decretou dois dias de luto municipal, sábado e domingo. O funeral realizou–se ontem da igreja de Santo António para o cemitério Oriental.

Um exemplo a seguir

Para Duarte Silva, presidente da câmara, Natércia Crisanto foi “um exemplo para todos nós, pela sua postura a favor da democracia, preocupação com os mais carenciados e trabalho a favor da comunidade”. Destaca, ainda, a “coragem, fé e esperança” que investiu na luta contra a doença que acabaria por lhe retirar a vida. “Foi uma grande perda para os figueirenses”, concluiu.

O presidente da Assembleia Municipal, Victor Pais, eleito nas listas do PSD, bem como Silvina Queirós, deputada municipal da CDU, também destacam as qualidades humanas, a amizade, a honestidade, a capacidade de trabalho e o exercício de cidadania de Natércia Crisanto. Que, de resto, fazem eco nas palavras de João Carlos Paulo, deputado municipal independente eleito pelo Bloco de Esquerda, e da vereadora do PSD, Teresa Machado.

As declarações de Victor Cunha, presidente da Concelhia do PS; de Victor Sarmento, vereador socialista; e de João Portugal, deputado do PS à Assembleia da República, mantêm o registo. Que é subscrito, aliás, por Carlos Monteiro, presidente do conselho executivo da Escola Secundária Joaquim de Carvalho. Natércia Crisanto leccionou nesta escola, tendo–se aposentado há dois anos.

UMA VIDA PREENSHIDA

Laurinda Natércia de Albergaria Pereira Crisanto, nasceu em Luanda a 8 de Setembro de 1947. Vivia na Figueira há 39 anos. Era professora de História com pós–graduação em Ciências da Educação. Leccionou nos 1º, 2º e 3º Ciclos e no Secundário. E foi formadora dos professores do 1º Ciclo e orientadora de estágio da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Fez parte do conselho executivo da Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho.

Dinamizou diversos projectos pedagógicos e foi co–autora de vários manuais de História. Em 1999 fundou a Associação Viver em Alegria, foi presidente da assembleia geral da Sociedade Filarmónica Figueirense, vice–presidente do Lions Clube da Figueira da Foz e coordenadora da Universidade Sénior da Figueira da Foz.

Colaborou com vários jornais locais. Na sua actividade política, foi mandatária concelhia nas duas candidaturas de Jorge Sampaio e vereadora entre 1998 e 2005. Foi, também, candidata a deputada pelo círculo de Coimbra, nas últimas legislativas, e liderou a lista do PS à Assembleia Municipal, órgão onde ocupava o lugar de deputada.

in Diário As Beiras

Chuva deu tréguas e o Carnaval brilhou na Avenida do Brasil

A chuva não se juntou ao corso, dando lugar ao sol, que espalhou momentos de brilho e alegria entre o público e os foliões.

Não passou de uma ameaça, confirmando que as previsões meteorológicas não são uma ciência certa. Apesar disso, por ter sido dada como certa, a chuva, embora ausente, poderá ter afastado visitantes. É que a moldura humana era menor que em 2005. Mesmo assim, milhares de pessoas celebraram o Carnaval na Avenida do Brasil.

Quando a escola de Samba "A Rainha" - inaugurou o desfile - se aproximava do júri, um elemento do público, que ouvia o relato no rádio portátil, anunciava o primeiro golo da Naval. Pouco tempo depois, a aproximação do carro "El Dourado" do mesmo local anunciava a segunda entrada da bola na baliza do Belenenses. Infelizmente para os adeptos da figueirenses o número de golos da sua equipa não coincidiu com o número de carros e grupos que desfilaram na tarde ontem.

Os dez carros, os sete grupos e as dezenas de foliões não defraudaram a suas "claques", que torciam pela festa no "sambódromo" de Buarcos. E os reis do Carnaval (os actores Joana Duarte e Tiago Aldeia), fizeram as delícias do público, sobretudo dos mais novos, deixando no ar "sabor" a morangos com açúcar. Amanhã, a partir das 15H00, há mais.

Entre os melhores

"O principal objectivo foi cumprido, que era trazer mais pessoas à Figueira", afirma Nuno Encarnação, da Figueira Grande Turismo (FGT). Por outro lado, acrescenta, tivemos mais um carro e dezenas de foliões que no ano passado". E por menos 75 mil euros. "Mas a redução do orçamento não alterou a qualidade", ressalva.

Este ano, a empresa municipal de turismo investiu 150 mil euros na festa carnavalesca. Porém, para Nuno Encarnação, "o Carnaval da Figueira da Foz continua a ser um dos melhores do país". Isto "porque as pessoas que participam no desfile e o público querem que continue a ser um cartaz turístico do concelho".

in Diário As Beiras

"Morangos" arrastam milhares de pessoas

Milhares de pessoas assistiram ontem ao Carnaval da Figueira da Foz, na Avenida do Brasil, com os "reis" Joana Duarte e Tiago Aldeia, a "Matilde" e o "Rodas" da telenovela "Morangos com Açúcar", da TVI.

Muitos admitiram estar presentes pelos incansáveis "reis" que, ao longo da tarde, se desdobraram em beijos, fotografias e autógrafos. "São mais giros ao vivo do que na telenovela", dizia uma adolescente.

O bom tempo, com sol, que se fez sentir durante a tarde ajudou à festa, mas não ao negócio. "Estamos no fim do mês e as pessoas", lamentou Henrique Ribeiro, vendedor de fogaças de Santa Maria da Feira.

in Jornal de Notícias

sábado, fevereiro 25, 2006

POLÍCIA: Dois homens atingidos com tiros de caçadeira

Dois homens que se encontravam numa viatura sofreram ferimentos ao serem atingidos por um tiro de caçadeira sexta-feira à noite, cerca das 20 horas, na Vila Robim, em Tavarede.

Segundo a fonte da PSP da Figueira da Foz, o agressor terá partido o vidro da viatura e disparou para o seu interior, atingindo um dos homens numa perna e causando ferimentos ligeiros no outro ocupante.

Motivos passionais terão estado na origem do acto. Um morador daquela zona disse, à FOZ DO MONDEGO, que o alegado agressor “anda desconfiado que a mulher o traira com outro individuo”.

O presumível agressor, um motorista de 46 anos, foi ouvido este sábado no Tribunal da Figueira da Foz, que decretou como medida de coação a prisão domiciliária.

Ao que a FOZ DO MONDEGO apurou, o ferido mais grave continua internado nos Serviços de Ortopedia, do Hospital Distrital da Figueira da Foz. Segundo fonte hospitalar o estado de saúde da vítima “está estabilizado, não oferecendo cuidados de maior”. O ferido ligeiro já teve entretanto alta.

in FOZ DO MONDEGO RÁDIO

LOCAL:Paranova adquire e recupera casas devolutas na baixa da cidade

O governo pretende dar novo fôlego à questão das casas devolutas espalhadas pelo país e que, em muitos casos, colocam em risco a saúde pública.
Anunciou ainda o governo liderado por José Sócrates que as casas desocupadas que não ultrapassem determinado consumo de água e luz durante mais de um ano, vão passar a pagar o dobro da taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI).
Isto numa altura em que a Figueira Paranova já adquiriu quatro imóveis devolutos, abandonados, para recuperação, e posterior venda.

A empresa municipal Figueira Paranova já adquiriu quatro prédios “em avançado estado de degradação”, todos eles na chamada zona velha da cidade, caso das ruas Dr. Santos Rocha, Combatentes da Grande Guerra, entre outros.
Teresa Machado, responsável pela Paranova, disse a O Figueirense que neste processo de reabilitação de casas devolutas foram já contactados cerca de 200 proprietários, estando uns receptivos à medida. Outros, nem as querem reabilitar, nem fazer obras. E neste caso, segundo apurou o nosso jornal, o departamento de Urbanismo, atendendo ao perigo de colapso evidente, poderá accionar meios coersivos obrigando os proprietários dos imóveis a realizar obras de benfeitorias.

ler mais em O Figueirense

Faleceu a antiga vereadora do PS Natércia Crisanto

A antiga vereadora do PS na Câmara da Figueira Natércia Crisanto faleceu, este sábado, aos 58 anos, vítima de doença prolongada, indicou fonte do partido socialista à FOZ DO MONDEGO.

Natércia Crisanto[na foto], que nasceu em 1947, licenciou-se pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, tendo um longo historial como professora de história, autarca e dirigente associativa.

Foi mandatária concelhia nas duas candidaturas do Presidente Jorge Sampaio à Presidência da República e vereadora da Câmara Municipal da Figueira da Foz entre 1998 – 2005.

Desenvolveu um trabalho notável nas áreas cultural, social e Associativa. Actualmente, Deputada Municipal pelo Partido Socialista, tendo sido candidata a Presidente da Assembleia.

Natércia Crisanto é tida como uma “mulher exemplar e de coragem”.

O funeral da antiga vereadora realiza-se este domingo, às 15h00, no Convento de Santo António, na Figueira, para o Cemitério Oriental da cidade.

DESPORTO: Naval - Dar a volta por cima

Após a saída de Álvaro Magalhães do comando técnico, os figueirenses pretendem mostrar que a manutenção ainda é possível. A resposta será dada amanhã, em Belém.

Belenenses e Naval defrontam–se amanhã no Estádio do Restelo. O encontro, inserido na 24.ª jornada da Liga, tem início às 16H00 e será dirigida pelo árbitro bracarense Cosme Machado.

Depois de uma semana de alguma turbulência interna, e que culminou com o despedimento de Álvaro Magalhães, questiona–se a forma como o grupo de trabalho irá resistir a todos estes acontecimentos.

Isto numa altura em que a concentração tem de ser total, pois há no mínimo 20 pontos para conquistar e ninguém pode ter a veleidade de pensar que eles terão de ser conquistados só nos jogos em casa.

O “central” e “capitão” Fernando já passou por algumas situações idênticas. Segundo o atleta, “o plantel, como profissional que é, tem mantido os problemas existentes fora do balneário.

Confesso que sentimos o problema e sentimos alguma tristeza, pois alguém deixou o grupo, mas temos de olhar para o nosso trabalho, para o clube e a vida tem de continuar já que temos um objectivo a atingir”, finalizou.

Quanto à partida com o Belenenses, o “capitão” navalista perspectiva uma partida de grandes dificuldades. “Vai ser contra uma equipa muito bem montada e muito bem orientada”, referiu e acrescentou: “Agora temos as nossas ideias e preocupações. Sabemos que necessitamos de chegar aos 40 pontos. Como os vamos conquistar ou onde não sabemos, não nos interessa. Sabemos é que tal objectivo tem de ser conseguido”, concluiu.

Aliás, união e motivação não faltam dentro do grupo de trabalho. “Fernando Mira é agora o técnico e todos juntos estamos na luta pelo objectivo. Não é o momento de grandes alterações, embora cada técnico tenha a sua metodologia de trabalho e nós tentamos assimilá–las o mais rapidamente possível.

Fernando Mira não chegou hoje à Naval. Conhecemos a sua forma de trabalhar e de pensar. Daí penso haver uma mímica positiva para que, em conjunto, possamos atingir os nossos objectivos”, referiu.

Pedido um prognóstico ao “capitão”, a resposta não tardou. “Espero que a Naval vença, nem que seja por meio a zero”, sorriu.

José Carlos regressou

José Carlos regressou ontem ao trabalho coadjuvando Fernando Mira no treino realizado.
O técnico–adjunto, afastado por Álvaro Magalhães, está de volta ao grupo de trabalho profissional navalista, pelo que a sua presença foi bastante saudada por todo o plantel.

Refira–se que José Carlos tinha sido afastado a seguir ao jogo realizado no Bessa, com o anterior técnico a declarar à comunicação social que José Carlos era apenas funcionário do clube e nunca fora adjunto da equipa técnica. A resposta foi ontem dada pelos responsáveis do clube figueirense.

À margem dessas questões, Pedro Santos integrou o treino, pelo que poderá ser uma das opções de Fernando Mira.

in Diário as Beiras

Faleceu Natércia Crisanto

Faleceu esta manhã, no Hospital Distrital da Figueira da Foz, após prolongada doença do foro oncológico, Natércia Crisanto.

Professora reformada, distinguiu-se também na vida política e civil figueirense, como vereadora eleita pelo Partido Socialista à Câmara Municipal da Figueira da Foz, presidente da Associação Viver em Alegria, presidente da Assembleia Geral da Sociedade Filarmónica Figueirense, membro do Lions Clube da Figueira da Foz e membro da Comissão Directiva Regional da Associação de Professores de História, sendo ainda co-autora de manuais de História há 15 anos.

Foi ainda coordenadora do projecto da Universidade Sénior da Figueira da Foz.
Natural de Luanda, Laurinda Natércia de Albergaria Pereira Crisanto, vivia há 40 anos na Figueira da Foz. Era licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e. pós graduada em Ciências da Educação, especialidade de Orientação Pedagógica, pela Universidade de Aveiro.

Foi professora de História da Escola Secundária com 3º Ciclo do Ensino Básico Dr. Joaquim de Carvalho, na Figueira da Foz. Leccionou no 1º Ciclo, no início da sua carreira (Curso do Magistério Primário). Leccionou no 2º e 3º Ciclos e Ensino Secundário, bem como no Ano Zero do Curso de Gestão e Administração de Empresas da Universidade Católica, Pólo da Figueira da Foz. Foi formadora dos professores do 1º Ciclo, orientadora de estágio do Ramo Educacional da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Natércia Crisanto concorreu nas últimas eleições autárquicas à presidência da Assembleia Municipal, já debilitada pela doença que lhe minava o corpo mas não o espírito.

O seu corpo repousa na Capela de Santo António/ Misericórdia-Obra da Figueira. O funeral realiza-se amanhã, pelas 15h00, para o cemitério oriental.

in O Figueirense

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

DESPORTO: Rogério Gonçalves por horas

Depois de gorada a transferência de Diamantino Miranda, a Naval pretende contratar o antigo treinador do Leixões, Rogério Gonçalves, para substituir Álvaro Magalhães, algo que deverá acontecer nas próximas horas.

Confrontado com esta notícia, o presidente da Naval, Aprígio Santos, que acompanhou de perto o treino de ontem da equipa, recusou-se a confirmar a transferência, guardando para os próximos dias uma tomada de decisão.

O processo está, no entanto, bem encaminhado, esperando-se que até final desta semana Rogério Gonçalves possa assumir a direcção técnica da equipa. Fernando Mira, com quem Aprígio Santos trocou algumas palavras, irá, no entanto, sentar-se no banco na partida com o Belenenses, tendo testado ontem o onze que vai jogar, depois de amanhã, com os azuis.

Destaque para Saulo, que alinhou pelos prováveis titulares e marcou dois golos. Sufrim, Bessa, Cazarine e Aurélio não participaram na sessão de trabalho, por estarem lesionados, enquanto Pedro Santos se limitou a fazer corrida no relvado.

in A Bola

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«Mira treinador ante Belenenses»

Passou-se mais um dia sem que se alterasse o panorama no que concerne à contratação de um novo técnico para render Álvaro Magalhães no comando da Naval.

Tudo leva a crer, pois, que será Fernando Mira, o eterno substituto, a estar no banco, no Restelo, para orientar a equipa, que continua a lutar desesperadamente pela permanência, uma luta difícil que os figueirenses vão travar nestas derradeiras 11 jornadas.

O presidente do clube, Aprígio Santos, contactado pelo nosso jornal no decorrer do treino vespertino de ontem, no Rosa Náutica, foi parco nas palavras, limitando-se a dizer que a equipa “está entregue ao Mira” e que “se eu estivesse em conversações com os treinadores que foram noticiados, já estava aqui um novo técnico, pelo que tudo o que se tem dito não passa duma miragem”. E rematou: “A Naval precisa é de paz.”

Por sua vez, Fernando Mira, que orientou a sessão sem a presença de qualquer adjunto, também não se alongou em declarações, limitando-se a dizer: “Estou tranquilo.”

Sempre adjunto

Recorde-se que Mira (Fernando Manuel Mendes Mira, de 43 anos) chegou à Naval em 1997, como adjunto de José Dinis, depois de, como jogador, ter passado pelo Desportivo do Cartaxo (localidade de onde é natural), União de Santarém, União de Almeirim, Estarreja, Torres Novas e Sporting de Pombal.

in Record

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«Ainda não há técnico»

Dois dias após a saída de Álvaro Magalhães, continuam a não existir novidades quanto ao seu sucessor, ficando a contratação de um novo treinador adiada para a próxima semana. Depois de falhadas as negociações com Diamantino Miranda, ontem ficou-se a saber que será Fernando Mira a orientar a equipa no Restelo, "a não ser que fique doente", como afirmou o presidente Aprígio Santos.

O líder do clube assistiu à derradeira meia hora do treino de ontem, sem prestar grandes esclarecimentos no final. Com um semblante algo carregado e visivelmente desanimado pelos últimos acontecimentos, Aprígio fez um apelo aos jornalistas. "A Naval precisa de paz", disse.

Quanto ao novo treinador, o presidente não prestou quaisquer esclarecimentos, referindo que "aquilo que se tem escrito é miragem", neste caso referindo-se aos nomes de Rogério Gonçalves, Carlos Carvalhal e Luís Campos, ontem veículados por alguma imprensa.

Fernando Mira, por seu lado, optou igualmente pelo silêncio, pois apenas deverá falar amanhã, na antevisão do jogo. O técnico interino apenas deixou escapar duas curtas palavras, de encontro ao pedido de Aprígio Santos. "Estou tranquilo", confessou Mira.

Entretanto, Álvaro Magalhães ainda se encontrava ontem na Figueira da Foz e foi visto nas instalações do clube tanto de manhã como de tarde. Presumivelmente para tratar dos últimos pormenores relativos à sua desvinculação.

in O Jogo

LOCAL: Praia de Quiaios desespera por falta de luz

Os empresários da restauração da Praia de Quiaios estão cansados de ficar sem luz, sempre que há chuva ou vento forte. A EDP fala em “condições atmosféricas adversas”.

Sempre que há um pequeno temporal, a zona onde se concentram os restaurantes, os cafés e os bares, na Praia de Quiaios, fica privada do fornecimento de energia eléctrica. “Esta zona é sempre afectada”, afirmou ao DIÁRIO AS BEIRAS o proprietário de um restaurante.

O empresário já apresentou “prejuízos avultados à EDP e eles dizem que eu é que tenho de estar preparado para estas eventualidades”, ou seja, “ter um gerador”. O empresário da restauração entende que, se estivesse em causa “uma catástrofe, nada reclamava, mas o que se passa é que basta vir um pouco de vento e chuva para ficar sem fornecimento de energia eléctrica”.

“Não há motor de máquina frigorífica que não tenha queimado já duas vezes, porque, quando a luz regressa, vem, por vezes apenas uma fase”, lamentou um empresário, que diz que por diversas vezes foi obrigado a “deitar para o lixo os produtos alimentares”. Há 13 anos que estas deficiências se fazem sentir na povoação, garante quem lá vive.

EDP responsabiliza mau tempo

Os proprietários das casas comerciais daquela povoação com forte cariz turístico salientam que, quando falta a luz, “não é por pouco tempo”. E dão exemplos: “Em finais de Agosto do ano passado ficámos quase meio dia sem luz e já chegou a faltar por 48 horas”.

Na noite do passado sábado, o fornecimento de energia falhou a partir das 17H45 e só regressou às 00H30. Os prejudicados com esta situação não conseguem explicar por que razão estes cortes acontecem, tanto mais quando, sublinham “há cerca de dois anos foi montado um novo posto de transformação”.

Confrontada com todos estes factos a EDP limitou–se a dizer que a interrupção de energia ocorrida no passado fim–de–semana “deveu–se à ocorrência de condições atmosféricas adversas, chuva, vento forte e trovoada que provocaram estragos, tanto na nossa rede eléctrica de distribuição como em outras infraestruturas”.

Sobre a repetição destas interrupções no fornecimento, a EDP afirma concluir que, “embora tenham sido cumpridos os valores a que nos obriga o regulamento da qualidade de serviço, para a referida zona - sem o que os clientes teriam direito a receber compensações - tudo faremos para que a qualidade de serviço melhore de forma continuada”.

Os empresários da Praia de Quiaios garantem que aquela povoação fica privada de energia eléctrica quatro ou cinco vezes por ano.

in Diário As Beiras

ANIMAÇÃO: Centenas de foliões



A entidade organizadora do Carnaval de Buarcos 2006 garante fazer melhor com menos dinheiro. Os reis da folia "saem" do ecrã da TVI para a Avenida do Brasil.

A Figueira Grande Turismo (FGT), entidade organizadora do corso carnavalesco 2006, dispõe de menos dinheiro para fazer a folia (150 mil euros, contra os 225 mil do ano passado). Mesmo assim, a administração da empresa municipal promete "fazer uma omelete igual ou melhor com menos ovos".

No próximo domingo e terça-feira sai para a Avenida do Brasil o corso carnavalesco de 2006. No desfile apresentar-se--ão 11 carros alegóricos, que chegam das freguesias de Buarcos, de S. Julião, de Tavarede e de Lavos.

No domingo, a Escola de Samba "A Rainha" lidera o corso com 145 elementos. O tema escolhido por este grupo tem a ver com as “1001 Noites?!”. Na terça-feira, as honras de abertura serão assumidas pela outra escola de samba do concelho: A "Unidos do Mato Grosso", com 125 participantes, apresenta-se com o tema Jesus de Nazaré.
"El Dourado", "Feitiços", "Emergir Portugal", "Periferia Activa", Cabaret", "A vida na Idade da Pedra" de Lavos, "O Lago das Libelinhas", de Buarcos e "O Berço das Promessas" são alguns dos temas que os grupos escolheram ilustrar no Carnaval deste ano.

Entre os grupos participantes e os foliões, a organização espera colocar na Avenida do Brasil mais de 700 pessoas.

Actores de "Morangos com Açúcar" serão reis

A actriz Joana Duarte (Matilde) e o actor Tiago Aldeia (Rodas) da série televisiva "Morangos com Açúcar" serão as figuras principais do Carnaval de Buarcos.

Com a concepção dos carros a cargo de Jorge da Costa e os fatos do casal real criados por Lina Cação, o corso vai cumprir o mesmo trajecto dos últimos anos, ou seja: sai da Rotunda da Ponte Galante em direcção à Rotunda do Pescador. Com início previsto para as 15H00, o preço dos bilhetes mantém-se nos três euros e meio para maiores de 12 anos.

in Diário As Beiras

POLITICA: Carvalheiro corre pelo PS

O antigo vereador do PS na Câmara da Figueira da Foz, Rui Carvalheiro [na foto], anunciou ontem a sua candidatura à presidência local do partido nas próximas eleições concelhias, a realizar em Março.

“Penso ter a sensibilidade e o bom senso para o melhor desempenho desse cargo e para ajudar a recuperar o orgulho em ser do PS”, justificou em conferência de imprensa, aquele socialista, protagonista da segunda candidatura, até ao momento, àquele órgão político concelhio.

in Rádio Clube Foz do Mondego

POLITICA: PS critica política para a Sociedade Figueira Praia

Os deputados do PS na Figueira da Foz protestaram, ontem, contra o "desinvestimento" da Sociedade Figueira Praia (SFP), concessionária de jogo na cidade, durante a Assembleia Municipal. Em causa está a eventual venda e encerramento das instalações do Health Club Portugal (HCP), propriedade da SFP, e o progressivo desinvestimento no parque hoteleiro local.

De acordo com uma cláusula incluída nos contratos da zona de jogo, em 1981, e que em 2001 prorrogou a concessão até 2020, a concessionária estava obrigava a "assegurar a exploração, por si ou subconcessionária, por todo o período que dure a concessão, das instalações ". Só que, em Agosto de 2002, o Conselho de Ministros aprovou um decreto regulamentar que revogou a citada cláusula. "Com a lamentável cumplicidade do Governo de então e do executivo municipal, ambos PSD, a Figueira deixou de ter a possibilidade de exigir à SFP e ao Grupo Amorim novos investimentos para a cidade", protestou Nuno Biscaia (PS).

"Continuaremos a fazer pressão sobre a SFP para manter aberto o HCP e outras edificações da sua propriedade (Casino Oceano) em funcionamento", garantiu o presidente da Câmara, Duarte Silva (PSD).

in Jornal de Notícias

AMBIENTE: Classificação do cabo Mondego está “em fase conclusiva”

Instituto de Conservação da Natureza justifica atrasos na classificação como resultado das constantes alterações do Governo.

O processo de classificação do jurássico do cabo Mondego como monumento natural está “em fase conclusiva” e deverá em breve ser enviado para a tutela, tendo em vista a sua aprovação. A garantia foi dada pelo próprio Instituto de Conservação da Natureza (ICN), que justifica os atrasos no processo de classificação com as sucessivas mudanças de ministros e secretários de Estado no Ministério do Ambiente e na própria presidência do instituto.

Respondendo ao processo movido pela autarquia da Figueira da Foz, que visava a “urgente condenação do ICN por não desencadear todos os procedimentos necessários para a classificação do cabo Mondego”, responsáveis do instituto declararam não entender a petição do município, na medida em que “têm sido desencadeados todos os procedimentos administrativos necessários para a publicação” do decreto de classificação do cabo Mondego, desde que a autarquia enviou uma exposição sobre o assunto, em 2002.

ICN reconhece arrastamento

O ICN reconhece, no entanto, o arrastamento do processo ao longo dos últimos quatro anos e justifica os atrasos com as “sucessivas alterações governamentais da tutela do ICN”. “Desde 2002 até 2004, existiram cinco secretários de Estado e quatro ministros.

O próprio ICN foi objecto de mudanças na sua presidência, facto que dificultou o normal processo de classificação”, justifica o texto. Realçando o valor dos elementos fósseis do período jurássico que existem no local, os técnicos do ICN consideram que o “geomonumento do cabo Mondego encerra um enorme valor patrimonial, que não deverá ser ignorado”.

“O jurássico do cabo Mondego apresenta excepcionais condições de observação e invulgar continuidade de registos sedimentares de um importante espólio de associações fósseis. Esta série expressa de uma forma notável, e com grande relevância internacional, alguns dos principais acontecimentos ocorridos entre os 185 e os 140 milhões de anos”, declara um parecer técnico enviado ao Tribunal Administrativo de Coimbra no âmbito do mesmo processo.

Plano para a Rede Natura 2000

O reconhecimento do valor patrimonial do cabo Mondego está também registado no Plano Sectorial para a Rede Natura 2000, igualmente da autoria do ICN. Estes planos, que se encontram em discussão pública e ainda não têm data prevista para aprovação, irão constituir instrumentos de gestão territorial, fornecendo orientações e normas programáticas vinculativas da actuação da administração pública.

O Plano Sectorial para a zona das Dunas de Mira, Gândara e Gafanhas salienta “a importância do cabo Mondego (Figueira da Foz), em termos geológicos e geomorfológicos, destacando o facto de conter “um dos poucos estratotipos do jurássico (único em Portugal, por apresentar toda a série)”.

Nas orientações para a gestão da zona, o Instituto de Conservação da Natureza defende a salvaguarda da faixa litoral, destacando “os habitats dunares, a flora associada e ainda as escarpas da zona do cabo Mondego” como elementos a proteger.

O PÚBLICO tentou, sem sucesso, falar sobre o assunto com o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz.

Cimpor preserva fósseis no interior da pedreira

A Cimpor, empresa que gere a pedreira e a Fábrica de Cal do Cabo Mondego, “reconhece a existência de zonas de valor geológico” no local e afirma que tem “autolimitado” a exploração de forma a salvaguardar alguns elementos fósseis.

Apesar de não negar que a actividade extractiva implica a destruição de alguns elementos, responsáveis da empresa de cimentos garantem que têm permitido o acesso à pedreira de especialistas e estudiosos de modo a avaliar o património geológico do cabo Mondego. Dentro da propriedade da pedreira, a Cimpor preserva mesmo quatro maciços rochosos “de importante valor geológico” que, segundo a empresa, “não serão explorados”.

in Publico

POLITICA: Paulo Pereira Coelho defende objectivos

Paulo Pereira Coelho [na foto] não encontra resultados consentâneos com o prestígio de alguns elementos da administração da empresa que gere a zona industrial. “Não há novos projectos nem investimentos, apesar dos gurus e figuras de proa de várias áreas (que fazem parte da administração)”, frisou o vereador.

O lapso de tempo que serviu como referência para o autarca social-democrata foi a central eléctrica de ciclo combinado da Iberdrola. O investimento que a multinacional espanhola pretende fazer na Figueira foi, recorde-se, captado pelo próprio Pereira Coelho, há cerca de dois anos. Também a oposição socialista manifestou pretender saber mais sobre a política industrial do concelho.

Nesse sentido, defende a elaboração de um plano estratégico. Proposta que, de resto, retoma pela segunda vez no espaço de um mês. A Paraindústria é maioritariamente comparticipada pela autarquia. Afim de esclarecer a opinião pública acerca das suas actividades, o vereador da maioria advoga a realização de uma reunião de câmara extraordinária.

Pereira Coelho falava na reunião do executivo municipal, segunda-feira. No mesmo dia em que votou a favor de uma auditoria à FGT e defendeu um debate sobre a Figueira Domus (ver edição de ontem). A sua intervenção veio a propósito de uma empresa do sector de transformação de madeira que optou por instalara-se em Pampilhosa, Mealhada, em detrimento da Figueira.

Apesar do interesse ter partido dos investidores. O presidente da câmara adiantou que a empresa não encontrou vantagens em instalar a unidade perto da Celbi e da Soporcel. Que, acrescentou, utilizam a mesma matéria-prima. “Parece-me um pouco estranho, já que o contacto que foi feito pelos investidores apontava, precisamente, em sentido contrário...”, observou Pereira Coelho.

in Diário as Beiras

REGRESSO

O InfoFigueira está de regresso às bancas da Internet, depois de quase dois anos de paragem. Aqui encontra toda a informação que interessa... à Figueira da Foz.

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Imobiliárias tentam escoar casas a custos controlados

A Empresa Municipal de Gestão de Habitação da Figueira da Foz, Figueira Domus (FD), terá entregue um número indeterminado de apartamentos de habitação social, construídos a custos controlados com fundos do Instituto Nacional de Habitação (INH), a diversas agências imobiliárias do concelho, visto ter "dificuldades" em vender os imóveis.

A decisão foi criticada pelo vereador da maioria PSD na Câmara Municipal, Paulo Pereira Coelho, que considerou que a FD andou, nos últimos anos, a construir "desalmadamente" habitação social. "As casas a custos controlados, na Figueira da Foz, são umas novas SCUT. Ninguém as compra e quem as acaba por pagar são todos os contribuintes do concelho", disse, ao JN, o antigo vice-presidente da Autarquia.

A habitação de cariz social começou a ser construída na Figueira da Foz durante o mandato de Pedro Santana Lopes. A Edilidade, com o objectivo de proceder a uma "adequada política de habitação no concelho", decidiu criar, em 26 de Julho de 2000, a Figueira Domus. Desde então e até hoje, foram construídos 12 empreendimentos, num total de 660 habitações.

Segundo fonte da administração da FD, existem, neste momento, quatro apartamentos devolutos e faltam vender 80 imóveis (24 no Bairro do Hospital, na Gala, e 56 na Fonte Nova, em Brenha).

"A Câmara, através da FD, andou a construir habitação social numa lógica desmedida e o número de apartamentos por vender é duplamente mau. Primeiro, porque não se vendem e, segundo, porque face à situação financeira da Autarquia é um desastre do ponto de vista monetário", criticou o vereador.

"Se as casas não forem vendidas em tempo útil será a FD que terá que pagar os empréstimos à banca, contraídos para a construção, acrescidos dos juros que caem na conta corrente da empresa", rematou.

O vereador quer, por isso, debater uma estratégia para a empresa e levantou dúvidas quanto à actual gestão. "Questiono se estamos a construir para quem mais precisa, ou se estamos a concorrer com o mercado. Acção social não é estar no mercado, antes suprir as carências às quais o mercado normal não responde", concluiu.

Paulo Pereira Coelho solicitou ao presidente , Duarte Silva, no decorrer da última reunião do Executivo, uma reunião extraordinária para discutir uma estratégia para aquela empresa municipal. "Há casas sociais de sobra e as contas vão começar a pesar no bolso da Autarquia", avisou o autarca.

Por seu lado, Duarte Silva apontou para o próximo mês a realização de um debate sobre a empresa, já que será nessa altura que terá lugar a assembleia geral da Figueira Domus.

Ao JN, Teresa Machado, da administração da empresa, confirmou que a Autarquia colocou "diversos" apartamentos à venda em imobiliárias. "Não é por haver falta de procura. O que sucede é que depois as pessoas não têm capacidade financeira para adquirir os imóveis, porque os bancos não lhes oferecem garantias de financiamento", justificou.

Ao que o JN apurou, a venda das habitações através de agências "não acresce no preço final". As agências receberam por venda comissões de "2% a 5%".

"Actuação estranha"

Mário Frota, da Assoc. direito do consumo:

"A actuação da empresa municipal é, neste caso, no mínimo estranha, pois poderia dispor de outros meios para fazer a promoção e venda dos apartamentos, nomeadamente, em anúncios na comunicação social local ou regional ou ainda nas juntas de freguesias onde estão localizados esses empreendimentos.

A Autarquia, através da Figueira Domus, não deveria usar o mercado para vender os imóveis. Não há qualquer norma de carácter administrativo que esteja a ser violada com este procedimento, mas eticamente a actuação é condenável. Ao recorrer ao mercado, a actuação da Autarquia está à mercê de críticas.

O sector público não deve confundir a sua actuação com o privado. O procedimento da empresa de habitação terá ainda consequências financeiras para os cofres da Câmarapois uma parte da receita da venda dos imóveis municipais será afectada com a comissão a pagar aos intermediários imobiliários".

in Jornal de Notícias

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

POLITICA: “Eu teria votado a favor da auditoria”


O antigo presidente da Figueira Grande Turismo e actual deputado, Miguel Almeida, afirma que teria votado a favor da auditoria à empresa municipal.

Miguel Almeida, antigo vereador do Turismo da Câmara da Figueira, no mandato de Santana Lopes, concorda com a auditoria externa à Figueira Grande Turismo (FGT). O deputado à Assembleia da República considera que “é bom que se faça, para acabar com a permanente desconfiança em relação à FGT”.

O parlamentar do PSD presidiu à empresa municipal entre Janeiro de 2000 e Dezembro de 2001, no mesmo período de tempo em que o vereador Lídio Lopes foi administrador-delegado. A auditoria, proposta pelo PS, foi aprovada com a abstenção de quatro vereadores do PSD, com um a votar ao lado dos socialistas [ver edição de ontem]. “Se eu lá estivesse, teria votado a favor”, afirma Miguel Almeida.

Para Miguel Almeida, “as guerras entre vereadores só prejudicam a imagem da FGT e da Figueira”. Por outro lado, não poupa críticas aos socialistas. “Enquanto figueirense, eu não admito que o PS utilize a FGT para guerras políticas e para lançar desconfiança sobre as pessoas”. E vai mais longe: “Os vereadores do PS não são mais sérios do que os outros. Se calhar também devíamos pedir uma auditoria aos lugares onde eles estiveram...”.

Um caso de estudo

Nos dias 11, 12 e 13 de Maio próximo, realiza-se no Centro de Artes e Espectáculos o “III Seminário Nacional da Associação Portuguesa das Empresas Municipais”. O último painel debruça-se sobre a FGT, apontada como um caso de estudo.

Miguel Almeida aproveita a oportunidade para frisar que “vereadores de várias câmaras do país pedem reuniões com a administração da FGT afim de se informarem acerca da sua dinâmica e modelo de gestão”. E conclui: “Enquanto o resto do país lhe reconhece valor, na Figueira tenta-se denegrir a sua imagem!”.

in Diário As Beiras

250 mil euros para sair do Atlântico


A Câmara Municipal da Figueira da Foz (CMFF) vai receber uma indemnização da Sociedade Figueira Praia (SFP) para deixar as instalações que ocupa no Aparthotel Atlântico, na Figueira da Foz.

O imóvel, adquirido pelo grupo Sabir Hotéis à SFP, em Janeiro de 2003, apresenta sinais de extrema degradação da fachada, pelo que o proprietário já foi notificado pela autarquia para proceder a obras. Contudo, no edifício funcionam, ao abrigo da concessão de jogo, e protocolado com a SFP, as instalações da empresa municipal Figueira Grande Turismo (FGT) e da Rádio Clube Foz do Mondego. Agora, as duas entidades deverão abandonar o edifício.

De acordo com o presidente da Câmara, Duarte Silva, o valor da compensação a pagar pela SFP à autarquia será de "250 mil euros" para que o município "liberte" as instalações onde funcionavam parte dos serviços da FGT, entretanto, já transferidos para o Centro de Artes e Espectáculos da cidade. "Encetamos negociações com a SFP, logo após a venda do imóvel, mas só agora chegamos a um acordo. Dificilmente obteremos uma melhor proposta", afirmou Duarte Silva.

Ao que o JN apurou, a autarquia figueirense, que ao abrigo da concessão de jogo ocuparia as instalações até 2020, pretendia cerca de 300 mil euros para deixar as mesmas. A SFP, que oferecia 200 mil euros, não concordou com esse montante e solicitou uma avaliação aos espaços imobiliários a um grupo financeiro. O valor final (250 mil euros) da compensação "agradou" à autarquia.

O Aparthotel Atlântico, localizado na Avenida 25 de Abril, junto à praia do Relógio, na Figueira da Foz receberá, para além da fachada, obras nos 75 apartamentos, distribuídos pelos 18 andares da unidade hoteleira. Um restaurante, bar e salas de reuniões, entre outros equipamentos, fazem parte do projecto a entregar ao município. Só as obras de recuperação da fachada rondarão os 2,5 milhões de euros.

Mais complicada será agora a situação da rádio local. A solução poderá passar pela cedência de instalações na Universidade Internacional da Figueira da Foz, ao abrigo de um protocolo a celebrar entre as duas instituições.

in Jornal de Notícias

Aterro em Maiorca sofre contestação

A Comissão Anti-Aterro Industrial do Baixo Mondego (CAAIBM), que contesta a instalação de um aterro de resíduos industriais banais (RIB) na freguesia de Maiorca, Figueira da Foz, afirma que o processo de construção daquela estrutura esconde "aspectos obscuros e tortuosos".

"Não se compreende e aceita que venham invocar permanentemente a validade processual do projecto do aterro industrial de Maiorca quando o processo tem tantos aspectos obscuros e tortuosos não conformes com a lei", acusou a CAAIBM, numa nota de Imprensa. "Acima de tudo, porque está em causa a afectação e a sobrevivência de todo um vasto e fértil território, do seu património ambiental, da saúde pública e da sustentabilidade de actividades tão importantes como a agricultura, o turismo, ou a pesca", reforçam.

Em causa estão as recentes declarações do secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa que, na Assembleia da República, reafirmou a intenção da construção de um aterro RIB no local. O governante terá defendido que aquela infra-estrutura "obedece a todos os requisitos legais para poder entrar em funcionamento".

A postura de Humberto Rosa é contestada pela comissão.

"Regista-se que os poucos que ainda insistem na defesa do projecto, fazem-no de uma forma vazia, sem convicção, com argumentos burocráticos e tentando escamotear a segurança das populações", acusam.

Entretanto, a população do Baixo Mondego poderá regressar às ruas da Figueira da Foz para contestar o aterro como admitiu, ao JN, José Ligeiro, presidente da comissão.

in Jornal de Notícias

Naval despede Álvaro Magalhães

O treinador Álvaro Magalhães é a oitava vítima de chicotada psicológica no que vai de campeonato. Foi despedido da Naval 1.º de Maio, ele que ocupava o cargo havia dois meses, em substituição de Manuel Cajuda. Fernando Mira assume, interinamente, o comando técnico da equipa, enquanto a Direcção do clube tenta encontrar novo treinador. Diamantino Miranda, actualmente ao serviço do Portimonense, e Rogério Gonçalves, que, também ontem, se despediu do Leixões, são os mais desejados.

A curta passagem de Álvaro Magalhães pelo clube da Figueira da Foz durou da 14.ª à 23.ª jornada da liga. Em dez jogos, conseguiu apenas dez pontos (seis derrotas, três vitórias, um empate), deixando a equipa na penúltima posição, com 21 pontos em 23 jornadas.

As recentes declarações do ex-adjunto de Geovanni Trapattoni no no Benfica, que se referiu a "coisas estranhas" em volta dos resultados da Naval e à alegada instabilidade no balneário, poderão ter pesado e apressado a decisão de rescisão. "Em Roma sê romano", limitou-se a dizer, à Antena 1, Aprígio Santos, presidente da Naval 1.º de Maio.

in Jornal de Notícias

Gaivotas mortas inquietam opinião pública

Três gaivotas foram encontradas mortas, segunda–feira. As autoridades sanitárias afirmam não haver motivos para alarme, em relação à gripe aviária.

Com a ameaça da gripe aviária a instalar–se na Península Ibérica, Espanha, cada vez que uma ave é encontrada morta, dispara o alarme na opinião pública. Segundo fonte da capitania, na passada segunda–feira, foram encontradas três gaivotas mortas- uma na Praia da Claridade e outras duas no porto de pesca. Contudo, os Bombeiros Municipais apenas foram chamados para recolher a primeira.

Em declarações aos DIÁRIO AS BEIRAS, o veterinário da câmara, José Romano, afirma que "não há motivo para alarme". Contudo, recomenda que "os munícipes não devem tocar nas aves que encontrarem mortas, mas sim alertar as autoridades mais próximas, ou os bombeiros". De salientar que as freguesias junto aos estuário são consideradas zonas de risco.

Desde que as autoridades de saúde nacionais tomaram medidas preventivas, no segundo semestre de 2005, foram enviadas para análises laboratoriais seis aves encontradas mortas no concelho. Mas nenhuma delas era portadora da gripe das aves. Aguarda–se, entretanto, pelos resultados das análises feitas às gaivotas encontradas segunda–feira. Enquanto isso, os serviços municipais de Protecção Civil continuam atentos a qualquer suspeita.

Tudo a postos

Enquanto o plano nacional de prevenção vigorar, continua proibida a venda de aves em espaços ao ar livre em Maiorca e Alqueidão. E na feira de Ferreira–a–Nova, a venda realiza–se num pavilhão. A Figueira, saliente–se, é uma zona frequentada por aves migratórias.

Se for detectada uma ave com gripe, sobretudo com a estirpe mais perigosa, H5N1, é imediatamente delimitada uma zona com um raio de três quilómetros. Dentro desse perímetro, todas as aves serão abatidas, incluindo as de capoeira. "Na Figueira, está tudo preparado para uma situação mais extrema, em coordenação com as autoridades sanitárias nacionais", garante José Romano.

Nas juntas de freguesia do concelho, encontram–se boletins com informação sobre os procedimentos a tomar por populares. E fichas de preenchimento facultativo para quem tiver aves. A base de dados sobre a população aviária poderá ser consultada no pior dos cenários.

in Diário As Beiras

domingo, fevereiro 19, 2006

LOCAL: Futuro do sal figueirense dependente da certificação

A produção de sal já foi uma das principais actividades económicas do concelho da Figueira da Foz, mas a exploração das salinas está em declínio. Das cerca de três centenas de marinhas que compõem o salgado figueirense somente 53 estão em funcionamento. A crise não se deve à falta de sal, mas ao escasso escoamento. Há muitas toneladas de produto que se acumulam em armazéns.

Só no ano passado, a meia centena de marinhas que estiveram a funcionar produziram mais de 5000 toneladas. O bom tempo que se fez sentir entre Maio e Setembro foi decisivo. "Foi uma boa safra", admitiu, ao JN, Carlos Mendes, marnoto e vice-presidente da Associação de Produtores de Sal e Peixe da Figueira (FOZSAL). "Não conseguimos comercializar nem uma milésima parte do que aqui temos", revela..

Com um sorriso que esconde as dificuldades de uma vida dedicada ao sal, Manuel Pereira, de 72 anos, apontou o dedo à concorrência. "A nossa desgraça é o sal que vem diariamente da Tunísia e do sul de França. É vendido mais barato e ainda enganam o consumidor a dizer que é sal português", protestou o marnoto da marinha da Rua das Craveiras.

Com as mãos gretadas do frio e rosto avermelhado, queimado pelo sol, Fernando Aranha, de 65 anos, afina pelo mesmo diapasão. "A concorrência estrangeira é muita e, mais cedo ou mais tarde, o sal da Figueira está condenado", disse.

É com saudosismo que Carlos Mendes, aos 78 anos, recordou "outros tempos" quando "era rara a casa da zona onde não haviam marnotos". "Isto era uma indústria que dava trabalho a mais de 2000 pessoas e onde se ganhava bom dinheiro. Hoje trabalham aqui meia dúzia de indivíduos", explica.

Faltam apoios

Em altura de "descanso das salinas", os marnotos recuperam da "dura temporada". Em época de defeso lamentam a falta de mão-de-obra. "Ninguém quer matar o corpo. Quem é que quer trabalhar sábados e domingos para, depois, não receber quase nada?" questiona Manuel Pereira.

"Por cada duas horas de serviço as mulheres que contratamos pedem-nos 25 euros. É uma despesa incomportável para nós e por isso não temos pessoal para trabalhar", rematou José Silva, de 68 anos, com uma salina na Rua Venturas de Baixo.

Entristecidos com a "morte lenta" do sector, os marnotos criticam ainda a ausência de apoios do Estado. "Como é que consigo governar-me a vender sal a nove cêntimos o quilo?", protesta Fernando Aranha.

O futuro do salgado figueirense é uma "incógnita". "Estamos condenados! Só um milagre poderia inverter a situação", lamentou Carlos Mendes.

Um "milagre" é o que os produtores esperam que aconteça hoje, no auditório do Museu Municipal da Figueira da Foz, durante "I Encontro Nacional de Produtores de Sal Marinho Artesanal", que visa debater a problemática do ramo. Em cima da mesa estão também a eventual certificação do produto "sal marinho artesanal" e o quadro legal, a ser analisado por um grupo de trabalho liderado pela Direcção Geral das Pescas.

"A certificação do sal, especialmente, o da Figueira da Foz, ajudará a fazer escoar o produto e afastará esta crise", afirmou Carlos Mendes, da FOZSAL, que, em conjunto com a autarquia e com a Associação de Produtores de Sal Marinho Tradicional do Sotavento Algarvio (TradiSal) promovem a iniciativa.

Pretende-se o reconhecimento da actividade como "pertencente ao domínio agrícola - ao contrário da situação actual que não diferencia nenhum tipo de sal, considerando-o como produto industrial na sua globalidade".

Encontro nacional de produtores

A Figueira da Foz recebe hoje o "I Encontro Nacional de Produtores de Sal Marinho Artesanal". O acontecimento é tido como "histórico" pela organização, já que, pela primeira vez, juntará os produtores de sal marinho artesanal dos diferentes salgados portugueses para discutirem os problemas que o afectam o sector. A iniciativa, integrada numa "estratégia concertada dos vários produtores do espaço Atlântico, envolvidos no Projecto INTERREG SAL, como a França, a Espanha e Portugal, servirá ainda para constituir um dossiê comum a apresentar às autoridades comunitárias até ao final de 2006.

in Jornal de Noticias