terça-feira, dezembro 30, 2003

Avenças polémicas chegam à IGAT


Duarte Silva sob mira do PS
fotos in O Figueirense

O Partido Socialista [PS] da Figueira da Foz vai, hoje, requerer à Inspecção Geral da Administração do Território [IGAT] um inquérito urgente para verificação da legalidade do contrato de avença, outorgado pelo presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz [CMFF], Duarte Silva [PSD], com José Elísio de Oliveira, presidente da Comissão Política do PSD local, em 1 de Março de 2002. Os socialistas vão ainda enviar o contrato de avença ao Tribunal de Contas para que este “afira a sua legalidade”.

Em causa está a contratação de José Elísio, líder da concelhia do PSD e assessor na CMFF que, recentemente, passou a assessorar o presidente da Câmara nas Obras Municipais, recebendo “a choruda quantia mensal de 2936,99 euros/mês para realizar tarefas pouco consentâneas com um vulgar contrato de avença entre uma Autarquia e um Profissional”. “A contratação de José Elísio por ajuste directo, viola os preceitos legais previstos na lei” alegou, ontem, Vítor Cunha, líder da concelhia do PS, fundamentado em pareceres jurídicos.

Segundo os socialistas “existem dezenas de funcionários da autarquia com competências para desempenhar as funções para as quais José Elísio foi contratado” pelo que o PS considera que tudo não passa “do pagamento de favores políticos”. “Pretenderá com isto Duarte Silva pagar alguns favores políticos ou não confia no trabalho dos seus vereadores e funcionários municipais” questionou Vítor Cunha que defendeu que José Elísio desempenha funções “que não se articulam com o objecto do seu contrato de avença”.

O PS pede “transparência” no tratamento deste processo uma vez que, “em tempo de contenção”, a autarquia “esbanja cerca de um milhão de euros por ano em contratos de avença de pessoas com funções algo discutíveis”. “Meia centena de avençados desempenham funções, muitas das quais podiam e deviam ser exercidas pelos vereadores e restantes quadros municipais, constituindo um atentado ao erário público” referiu Vítor Cunha.

Em declarações ao JN, José Elísio refutou as acusações socialistas e garantiu que “não há nenhuma irregularidade” com o seu contrato. “Estou de consciência tranquila. Temos pareceres objectivos que apontam que não existem irregularidades com o contrato” referiu o social-democrata.

segunda-feira, dezembro 29, 2003

José Elísio reconduzido no PSD


José Elísio e Lídio Lopes
foto in O Figueirense

José Elísio foi, ontem, reconduzido na presidência da Comissão Política Concelhia do PSD com a lista “A”, que encabeçava, com 410 votos contra 235 da lista “B” de David Azenha.

O acto eleitoral, presume-se ter sido o mais concorrido de sempre no PSD da Figueira da Foz. Num universo de 1.026 eleitores, votaram 609 militantes, com a adesão a atingir praticamente os 60% de adesão às urnas.

José Elísio considerou a vitória “expressiva” e mostrou-se agradado pelo facto de “alguns militantes e históricos do partido que olhavam com uma certa desconfiança” – José Elísio que já foi militante do PS- terem dado o seu apoio nestas eleições.

Polémico, José Elísio, deixou ainda um recado aos dissidentes que “depois de terem declarado sobre compromisso de honra”, que apoiava a sua lista passaram para a lista “B” de David Azenha.

PS analisa contractos

O Partido Socialista da Figueira da Foz tem vindo a analisar nos últimos tempos diversos documentos relativos a contractos celebrados entre a Câmara Municipal da Figueira da Foz com membros do PSD e outros.

Em nota enviada à comunicação social, o PS refere que esses documentos já foram analisados juridicamente. Entendem os socialistas, que a legalidade e enquadramento dos referidos contractos “não estarem de acordo com a lei vigente”.

Lembre que alguns destes casos estão relacionados com o actual líder da concelhia José Elísio que para além de líder da concelhia do PSD ocupa ainda o cargo de assessor na Câmara Municipal e tem “incumbências” delegadas na pasta das Obras Municipais.

sexta-feira, dezembro 26, 2003

Destruição de Cruzeiro azeda relações entre junta e igreja de Ferreira

A junta de freguesia e a igreja de Ferreira-a-Nova, Figueira da Foz, estão de relações cortadas depois do padre Alberto, pároco naquela freguesia, ter mandado deitar abaixo um cruzeiro existente num terreno pertencente à Comissão Fabriqueira da Igreja local.

O cruzeiro centenário era um dos poucos monumentos históricos da freguesia mas, há uma semana atrás, foi “destruído” e não passa agora de um monte de pedras. “A junta está indignada com a atitude da Igreja, porque deviam ter dado conhecimento à população e à junta e não destruir um monumento tão importante como aquele” disse, ao JN, Euclides Frade, presidente da junta local.

O autarca, reconheceu que o cruzeiro apresentava “alguns sinais de degradação” mas sustentou que a Igreja deveria “reconstruí-lo”. “A solução era fazer uma reconstrução e não uma destruí-lo” disse Frade que vai agora apresentar o caso às entidades competentes afim de apurar responsabilidades sobre o sucedido.

Para o padre Alberto tudo não passa de uma “perseguição da junta à igreja” e o pároco reconheceu ter-se “precipitado” na decisão de mandar deitar abaixo o monumento. “Foi a junta e a Câmara Municipal que, ao alcatroarem a estrada junto ao cruzeiro, provocaram a sua degradação” afirmou, ao JN, o padre que promete, em breve, “apresentar, à Câmara, um projecto para o novo cruzeiro”.

Segundo o padre Alberto, a “única intenção” da paróquia era substituir o monumento “que apresentava sinais de degradação” e “salvaguardar a segurança das pessoas”. “Nas condições em que o cruzeiro estava podia até matar alguém que por ali passasse” concluiu o pároco.

Caras com 150 mil euros de prejuízo

Cento e cinquenta mil euros são para já os prejuízos apurados do incêndio que destruíram parte do cine-teatro do Grupo Caras Direitas, em Buarcos, Figueira da Foz. O incêndio, do passado dia 18, eclodiu na zona do palco da sala de espectáculos, por causas ainda por apurar, e propagaram-se aos cenários, ao equipamento de cinema e ao material técnico de teatro e espectáculos.

Os danos colaterais do sinistro foram “grandes” tendo sido atingidos, entre outros, o tabuado do palco, pelos que os prejuízos “não deverão ficar por aqui”. “Este valor é uma estimativa apurada junto de empresas que fornecem este tipo de materiais” afirmou, ontem, José Gaspar, presidente do Caras.

O dirigente admite que para que tudo volte “à normalidade” sejam precisos cerca de 250 mil euros, já que o novo palco “tem que obedecer às novas regras de segurança exigidas por lei”.

“Ainda não sabemos como vamos ultrapassar esta situação” desabafou Gaspar que se mostrou no entanto “satisfeito” com as diversas manifestações de solidariedade para com o Grupo que entretanto abriu uma conta de solidariedade.

terça-feira, dezembro 23, 2003

GNR sofre tentativa de atropelamento

Um militar da GNR foi, ontem de madrugada, vítima de uma tentativa de atropelamento, na sequência de uma fuga de alguns quilómetros na zona das Alhadas, Maiorca, Figueira da Foz.
Segundo a edição desta terça-feira do Jornal de Notícia (JN), a tentativa de atropelamento deu-se durante uma acção da GNR de Cantanhede estava a desenvolver, desde quinta-feira, uma acção de fiscalização na região, quando interceptou um carro conduzido por um indivíduo que já lhes fugira na quinta-feira.

Ontem, eram cerca das 4 horas da madrugada foi dada ordem de paragem a um carro conduzido pelo mesmo sujeito. O automobilista não respeitou a ordem dos militares e durante a perseguição que lhe foi movida acabaria por tentar atropelar um dos efectivos da GNR.

Ainda segundo o JN, os agentes tentaram parar a viatura através de alguns disparos, o que acabariam por conseguir. No momento da detenção, o sujeito ainda agrediu dois dos militares. No interior da viatura onde seguia foi encontrada alguma droga.

Os dois ocupantes do carro, ambos com cerca de 20 anos, foram, ontem, ouvidos pelo Tribunal da Figueira da Foz.

CDU levanta "reservas" na adesão à Área Metropolitana de Coimbra

A CDU levantou “sérias reservas” à integração do município da Figueira da Foz à área metropolitana de Coimbra. O comunista, Nelson Fernandes, ontem, no decorrer da Assembleia Municipal, sustentou que a extensão de Área Metropolitana às pequenas cidades “é uma ficção legislativa”.

“Uma ficção legislativa que nada vem resolver e vai lançar para as calendas gregas, a regionalização” sustentou Nelson Fernandes da CDU.

O comunista disse ainda que o documento elaborado sobre a Área Metropolitana de Coimbra é “omisso” em certos aspectos como por exemplo “nos meios financeiros”. “A Figueira da Foz não irá beneficiar com esta adesão à Área Metropolitana de Coimbra” concluíram os comunistas.

Nelson Fernandes alertou ainda para o facto “das dificuldades ao nível do apoios comunitários” que os municípios não aderentes a esta Área poderão sentir no futuro.

Também o deputado do PSD, Pereira da Costa manifestou dúvidas sobre as vantagens da adesão. O deputado municipal dos sociais-democratas disse ter “suspeições” sobre “aquilo que Coimbra tem para dar à Figueira”, uma vez que é a Figueira “quem tem o Casino, a praia, a serra, o rio e, no futuro, o golfe”.

“Espero que a Figueira ganhe uma posição condizente com a sua expressão no distrito” referiu Pereira da Costa.

Por seu lado, o presidente da Câmara Municipal, Duarte Silva (PSD) sustentou que “não se trata de nenhum projecto de regionalização”, antes “um trabalho conjunto que afirme uma posição desta Área dentro da Região Centro”. “É preciso trabalhar em conjunto. Existem, neste momento, vozes a mais e uma dispersão grande dos decisores políticos na região” considerou o autarca.

O PS lamentou, através do deputado municipal Pedro Jorge, “o erro crasso de não estarem contemplados concelhos do interior como Tábua e Pampilhosa”.

Candidato denuncia “pressões” no PSD

A uma semana das eleições para a Comissão Política Concelhia do PSD da Figueira da Foz a polémica está instalada entre as duas listas concorrentes ao sufrágio. O candidato da Lista B, David Azenha, presidente da junta de freguesia do Bom Sucesso, revelou existirem “fortes pressões da Lista A (liderada pelo actual presidente da concelhia José Elísio)” para que os militantes não apoiem a lista B. David Azenha foi mais longe ao referir que em troca desses apoios à lista A existem “promessas de emprego”.

“Muitos militantes tem medo do que possa acontecer, por isso, essas pressões são intoleráveis dentro de um partido democrático como o PSD” afirmou David Azenha.

Outras das denúncias de David Azenha prende-se com “pressões” aos presidentes de junta de freguesia. José Elísio desempenha as funções de presidente da Concelhia PSD, de assessor na Câmara Municipal e, recentemente, foram-lhe atribuídas competências na pasta das Obras Municipais pelo presidente da autarquia figueirense, Duarte Silva.

Alegadamente, é enquanto “mandatário político” para as Obras Municipais que terão surgido tais “pressões”. “Eu sei que isso é verdade, e como presidente de junta que sou, sei que há obras e outras coisas para fazer, por isso não vou comentar essas pressões sobre os presidentes de junta para que apoiem José Elísio” disse, ao JN, David Azenha.

O candidato criticou a posição de José Elísio que “enquanto líder da concelhia desempenha também funções na Câmara Municipal”. “Não há isenção no desempenho dessas funções” disse o candidato da lista B.

Em declarações ao JN, José Elísio, candidato da lista A, considerou “ridículas e falsas” as acusações de David Azenha. “Essas afirmações são ridículas e dão para rir” disse Elísio que exortou os presidentes de junta do PSD a “disserem se existe pressões sobre eles”.

Bom Sucesso inaugura ETAR a pensar no golfe

A freguesia do Bom Sucesso, na Figueira da Foz, viu, este fim-de-semana, serem inaugurados dois equipamentos de “extrema importância” para o “aumento da qualidade de vida” naquela freguesia a norte do concelho. O primeiro foi a inauguração da ETAR do Bom Sucesso, uma empreitada que orçou cerca de 460 mil euros – 75% comparticipados pela Águas da Figueira, 25% pela Câmara Municipal da cidade.

A ETAR, localizada a jusante da Lagoa da Vela, vai efectuar o tratamento dos afluentes domésticos provenientes dos aglomerados entre os lugares de Castanheiro e de Camarção. “Este é um equipamento essencial para o desenvolvimento económico sustentado da freguesia” afirmou Duarte Silva, presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz.

Para o autarca, os investimentos realizados no saneamento naquela freguesia “são indispensáveis para concretizar o projecto do golfe”, previsto para a Lagoa da Vela. “Esse processo foi retomado e esperamos, em breve, poderemos lançar a 1º pedra do golfe” revelou Duarte Silva que afirmou que
“2004 será o ano do Bom Sucesso”.

Para David Azenha, presidente da junta do Bom Sucesso, “esta é uma obra há muito esperada pela população”. O autarca aproveitou ainda para deixar um recado à edilidade figueirense. “Espero que a segunda fase do saneamento, prevista para 2004, na demore tanto tempo a concretizar como esta primeira” disse Azenha anunciando que para 2004 está previsto o arranque do saneamento nos lugares de Morros, Loureiros e no Castanheiro, todos no Bom Sucesso, obras que orçarão o milhão de euros.

O novo pavimento do recinto da feira do Bom Sucesso, cujo as obras orçaram os 650 mil euros, foi também inaugurado. O “renovado espaço da feira é composto por um moinho de vento, 30 bancados, quatro talhos, uma sapataria e dois restaurantes. “Este é um equipamento que vai contribuir para o desenvolvimento económico da freguesia” afirmou David Azenha.

O autarca espera que o local “vá ao encontro das necessidades dos gandareses e de toda a população do concelho da Figueira da Foz”.

Para o presidente da Câmara, Duarte Silva, este equipamento “representa uma melhoria na economia da freguesia”. “Espero que venha permitir uma dinamização da actividade económica da freguesia” disse o autarca.

sexta-feira, dezembro 19, 2003

Espólio do Paço envolve Câmara Municipal em polémica

Revoltado, indignado e lesado. Este é o sentimento expresso por António Caetano, um conimbricense de 76 anos que, no ano passado, doou à Câmara Municipal da Figueira da Foz (CMFF) um espólio avaliado em cerca de meio milhão de euros para que o mesmo “servisse de recheio” ao Paço de Maiorca, adquirido, em 1999, pela autarquia figueirense, na altura presidida por Pedro Santana Lopes.

Recentemente, o executivo municipal, liderado pelo social-democrata Duarte Silva aprovou por maioria, com os votos contra do PS, a transmissão do Paço de Maiorca e anexos da CMFF para a empresa municipal Figueira Grande Turismo (FGT). Duarte Silva justificou a sua decisão pela criação, no Paço de Maiorca, de um “Hotel de Charme”, com 25 quartos de luxo e restaurante.

O problema começa quanto, António Caetano tomou conhecimento da decisão da autarquia “por terceiros”, não tendo sido informado das intenções da Câmara figueirense. “Não fui avisado de propósito para não prejudicar o andamento dessas negociações” adiantou, ao JN, António Caetano.

O conimbricense está “indignado” com a atitude da autarquia. “É vergonhoso. Sinto que estão a abusar da minha boa fé e estou magoado com o que fizeram comigo” disse o septuagenário que revelou já ter entregue o caso a uma advogada. Para António Caetano tudo não passa de uma questão “moral” e, em último caso, manda “retirar o espólio doado ao Paço de Maiorca”.

Em Julho de 1999, a autarquia figueirense comprou o Paço de Maiorca por 800 mil euros numa aposta “de descentralizar os investimentos do concelho”. “A Figueira precisa de enriquecer o seu roteiro turístico-cultural” justificou, na altura, Santana Lopes que reservou aquele espaço “somente à utilização cultural e serviço aos munícipes”.

Na escritura de doação de bens imóveis, assinada a 22 de Julho de 2002, entre António Caetano e Duarte Silva, pode ler-se que “os bens objecto desta escritura são doados com o intuito de integrarem o património do Paço de Maiorca”. “Eu não ia dar aquilo que dei para porem num hotel, mas sim num espaço para ser visto por toda a gente” desabafou António Caetano.

“Escorpiana vocação figueirense”

A transmissão do Paço e anexos para a FGT servirá para a constituição da Sociedade do Paço de Maiorca que terás fins hoteleiros. Duarte Silva explicou a decisão da autarquia pela “necessidade de encontrar uma solução para evitar a degradação do Paço e assim fazer a sua manutenção”.

Sobre a polémica gerada com o espólio, o autarca garante que “a Câmara falará na altura própria com o proprietário para lhe explicar a intenção do projecto” até porque, sublinha, “ainda não está definido se no Paço nascerá um hotel”. “É a típica escorpiana vocação figueirense. O escorpião não resiste a ferrar-se a ele próprio e é o que se passa na Figueira” disse, ao JN, Duarte Silva .

O edil garante que, com a solução encontrada, o espólio será “visto por mais pessoas” mas, se o próprietário “não estiver de acordo é obvio que tem todos os seus direitos em retirar o espólio do Paço”.

O argumentos do autarca não convenceram o PS. “O Paço de Maiorca deveria ser um núcleo museológico e um pólo cultural que para tal foi adquirido” defendeu, na altura, a socialista Natércia Crisanto.

Ao JN, o socialista Rui Carvalheiro sugeriu como “alternativa” que a construção do hotel fosse no Palácio Conselheiro Branco, também, propriedade da Câmara Municipal. “Aquele espaço (Paço) ao transformar-se numa unidade hoteleira, deixa de ser um espaço que possa ser visto e usufruído por todos, para ser apenas por alguns” defendem os socialistas que temem que o novo equipamento “seja extremamente elitista”.

"Edifício Notável"

Distinta construção do século XVIII, outrora propriedade dos viscondes de Maiorca, O Paço é considerado um dos mais “notáveis edifícios de carácter do Baixo Mondego”. O imóvel, datado do século XVIII, contém no seu interior uma valiosa colecção de azulejos do Séc. XVIII, uma cozinha original do Séc. XIV, sobrevivente de uma anterior casa e , ainda, uma pequena capela com um retábulo do séc. XVI.
Numa área total de catorze o terreno, onde se situa o Paço, é flaqueado por jardins que se enquadram em agradáveis passeios de lazer e encontro com a natureza.

Do espólio doado por António Caetano, avaliado em meio milhão de euros, fazem parte mais de 700 peças, entre louças (por exemplo, porcelanas da Companhia das Índias), vidros, cristais e lustres. Vinte peças de escultura de arte religiosa aumentam o valor do património ao qual se juntam algumas armas de fogo do Séc. XVIII. Para apreciar há também muitas colchas de Castelo Branco, num valor incalculável.

quinta-feira, dezembro 18, 2003

Naval é "tomba gigantes"!

A Naval segue em frente na Taça de Portugal e escreve mais uma página na história do clube depois de, ontem, a equipa figueirense ter vencido o Vitória de guimarães por 2-0, na quinta elinimatória da Taça.
Baha com dois golos acabou por ser o homem do jogo. No final e em declarações à Maiorca FM o jogador enalteceu “o esforço de toda a equipa” e revelou-se “feliz”.
O treinador navalista, Tony Oliveira considerou a vitória da Naval “justa” numa partida difícil e aplaudiu os adeptos navalistas que ontem, em grande número, se deslocaram ao “novo” Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães.
O sorteio dos oitavos de final são já na próxima segunda-feira, em Lisboa.

Pescadores solidários com vítimas dos incêndios

“Quem dá aos pobres, empresta a Deus”. A afirmação partiu António Lé, presidente da Centro Litoral OP – Organização de Produtores de peixe que entregou o seu donativo a favor das vítimas dos incêndios que, no verão passado, fustigaram Portugal. Cerca de sete mil euros foi a verba conseguida pelas embarcações de pesca que operam no porto da Figueira da Foz.

“Os pescadores figueirenses quiseram desta forma partilhar o sofrimento daqueles que foram afectados pelos incêndios” afirmou António Lé.

A viverem tempos difíceis, os pescadores não quiseram esquecer “quem mais precisa” e desde Agosto que parte da verba obtida com a venda do peixe no porto de pesca reverteu para uma conta bancária a favor das vítimas. “Esta foi uma primeira iniciativa. Ajudaremos e apoiaremos outras iniciativas que surjam no campo da solidariedade” garantiu António Lé.

À verba conseguida pelos pescadores juntam-se mais 350 euros doados pela DOCAPESCA da Figueira da Foz. “Foi uma verba obtida com as taxas da vendagem do pescado” explicou Carlos Veloso, administrador da DOCAPESCA – delegação da Figueira.

Segundo o Governador Civil do distrito de Coimbra, Fernando Antunes, o donativo dos pescadores vai para a população do concelho de Pampilhosa da Serra. “A verba será vocacionada para pequenos apoios de casas já em fase de conclusão e para a ajudar um produtor agrícola que, empregava várias pessoas e era um polo de desenvolvimento da região, e ficou sem nada devido aos incêndios” revelou Fernando Antunes que considerou “exemplar” a ajuda da Figueira da Foz.

Para o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz “os pescadores figueirenses souberam ser solidários”. “Nesta altura de materialismo é bom ver que há solidariedade numa actividade de muito risco como é a pesca” afirmou Duarte Silva.

terça-feira, dezembro 16, 2003

Cemitério de automóveis preocupa Junta

O número “excessivo” de veículos ligeiros abandonados na zona central da freguesia ribeirinha de Vila Verde, na Figueira da Foz, está a deixar preocupado João Carronda, presidente da junta de freguesia local.
Cerca de dezena e meia de viaturas estão votadas ao abandono junto à Quinta das Recolhidas, uma zona habitacional. “É um verdadeiro cemitério de carros e um atentado visual. Quem chega ali tem a ideia que está no Texas” afirmou, ao JN, João Carronda.

O cenário é, de facto, “degradante” com autênticas “sucatas” sem pneus, com vidros partidos e “mais o que se possa imaginar”. “Há um dos carros que até serve de capoeira a patos” contou o autarca.
Ao “aspecto pouco dignificante” que a situação traz para a freguesia, João Carronda junta ainda outras preocupações como “a inoperência da polícia que nada faz para alterar a situação”. “Vêm os automóveis em cima dos passeios e não tomam uma atitude. Deviam ser mais actuantes” defendeu Carronda.

A situação arrasta-se à pelo menos seis meses e na junta de freguesia “chovem” queixas de moradores que vêm os seus veículos ficaram sem lugar “devido à concentração de viaturas abandonadas no local”.
A junta é, no entanto, “impotente” para resolver esta questão, uma vez que “não tem poder legislativo, nem meios logísticos para remover os veículos”.

Confrontado com as queixas dos populares, João Carronda alertou a Câmara Municipal para a situação, contudo, “continua na mesma”. “Já passou tempo mais do que suficiente para retirarem dali os carros” alegou Carronda.

Contactado pelo JN, Martins de Oliveira, vereador do Trânsito, explicou que “o assunto está a ser tratado”. “A autarquia accionou os mecanismos legais para proceder à remoção, a qual será feita depois de acabado o prazo legal (30 dias) da notificação aos proprietários” garantiu Martins de Oliveira.

Arquivo fotográfico com novo rosto

Quarenta mil fotografias digitalizadas do concelho da Figueira da Foz é o que pode encontrar no novo arquivo fotográfico municipal, ontem, inaugurado no complexo edifício da Biblioteca/Museu Municipais da cidade.

Previamente pensado para a antiga sede da junta de freguesia de Buarcos, o “novo” arquivo, obra do arquitecto Rui Silva, orçada em 50 mil euros, mostra “um arquivo fotográfico de qualidade”. “Temos um património que não é muito vulgar fora dos grandes centros urbanos” afirmou Duarte Silva, presidente da Câmara figueirense.

A criação do Arquivo Fotográfico Municipal começou a ser pensada em 2000 e pretende “conservar e preservar as colecções fotográficas” da Figueira da Foz. O novo espaço vai permitir “à comunidade estudantil, investigadores e a toda a comunidade, o fácil acesso ao banco de imagens”.

“É mais uma melhoria para o serviço público prestado pela Câmara” afirmou Duarte Silva que revelou a autarquia está a tentar adquirir “património neste âmbito” junto de cidadãos.

Ciclovia intermunicipal avança em 2004

O próximo ano será decisivo para a viabilização da Ciclovia do Mondego, um percurso de 40 quilómetros entre Coimbra e a Figueira da Foz, passando por Montemor-o-Velho.
Contudo, existem dificuldades para a realização deste projecto, uma vez que, grande parte da obra hidráulica do Mondego, gerida pelo Instituto Nacional da Água (INAG) é atravessada pelas bicicletas. "Espero que não haja grandes problemas com o INAG" disse Duarte Silva, presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz.

Na cidade, junto ao Porto comercial, existem algumas "áreas de conflito" junto ao rio Mondego ue, no entanto, "são facilmente ultrapassaveis".

Mas para que o projecto avance os apoios são “essenciais”. A indisponibilidade financeira, dos três municípios, para sustentar toda a obra vai levar ao recurso aos fundos comentários. "Ainda há um grande percurso a pedalar pelo que as verbas comunitárias serão determinantes para este projecto intermunicipal" disse duarte Silva.

Estado de degradação do Hospital preocupam ex-ministra da Saúde

A ex-ministra da Saúde, a socialista Maria de Belém esteve, ontem, no Hospital Distrital da Figueira da Foz, numa visita inserida nas Jornadas Parlamentares do PS que decorrem em Coimbra.
A ex-tutelar da pasta da Saúde mostrou-se preocupada com o estado de "degradação da unidade hospitalar". "O exterior precisa de uma alindamento por fora e de obras internas que permitam uma reorganização dos seus serviços" disse a ex-governante.
Contudo, Maria de Belém levou a promessa da administração que "o capital social do hospital será destinado à beneficiação do mesmo".

Outra das promessas da administração refere-se "à manutenção do serviço de maternidade no hospital figueirense". "Apesar do reduzido número de partos, pensam (o hospital) que vão conseguir manter essa valência" referiu a socialista, ministra da saúde no Governo de António Guterres.

Questionada pela Maiorca FM quanto ao Hospital Pediátrico de Coimbra, Maria de Belém defendeu que este deve ser uma “prioridade do actual Governo”. "Essa situação vai ter de ser resolvida e deve ser uma prioridade deste Governo" defendeu Maria de Belém.

segunda-feira, dezembro 15, 2003

Centro Geriátrico "parado" à espera da Segurança Social


foto in O Figueirense

O futuro Centro Geriátrico “Luís Viegas Nascimento” localizado na antiga colónia balnear da Fundação Bissaya Barreto, na Gala, Figueira da Foz, está “há alguns meses” parado à espera de um parecer do Centro Distrital da Segurança Social de Coimbra. A Fundação Bissaya Barreto aguarda que seja feita a emissão do parecer sobre o edifício central do empreendimento, que alberga a parte logística (cozinhas, economato, lavandarias e restaurantes) que permitirá “fazer funcionar todo o complexo”.

“Já diligenciei para perceber o que é que se passa. Aparentemente não existe nenhuma razão para este atraso, dado que o próprio Estado português já apoiou a primeira fase com um milhão de euros” explicou Viegas do Nascimento, presidente do Conselho de Administração da Fundação Bissaya Barreto, sediada em Coimbra.

O projecto da obra, orçada em três milhões de euros –50% já gastos - é composto por três fases, sendo que a primeira (94 quartos individuais e suites) já está completa, dividindo-se por dois edifícios recuperados.

Neste momento para que o centro inicie as suas funções de apoio é necessário o pavilhão central, a segunda fase do projecto. “Estamos todos a perder tempo e a oportunidade de já estar a apoiar quem mais necessita deste tipo de serviços” lamentou Viegas do Nascimento.

A terceira fase do Centro será a construção de “uma banda” de apartamentos tipologia T1. “É direccionada para pessoas mais independentes, menos delimitadas e com um modo de deslocação mais fácil” explicou o presidente da Bissaya Barreto.

O processo do Centro complicou-se há cerca de dois anos quando a empresa a quem foi adjudicada a primeira fase do projecto “não correspondeu ao estipulado no contrato”, sendo necessária uma segunda adjudicação da obra para “complementar a primeira fase”.

Contactado pelo JN, o director do Centro Regional de Segurança Social de Coimbra, Oliveira Alves, referiu que este é um assunto “que está a ser tratado”.

Contudo, aqui que começa outro problema. Oliveira Alves sustenta que a Segurança Social “julga que este parecer não é da sua competência, antes das autoridades sanitárias ou das actividades económicas”. “Há aqui um vazio que não esclarece quem deve emitir o parecer” disse, ao JN, Oliveira Alves.

No entanto, e apesar do parecer solicitado “ser facultativo”, a Segurança Social “vai emitir uma orientação à Câmara Municipal da Figueira da Foz”, entidade que solicitou o parecer.

Após a emissão do referido parecer e da consequente licença de construção, a segunda fase deverá estar concluída no prazo de seis meses, altura em que a Fundação já pode dar início ao Centro.

Ginásio perde frente ao FC Porto

O Ginásio Clube Figueirense desceu para a 7ª posição da Liga Profissional de Basquetebol, ao perder, ontem, frente ao FC Porto por 71-79, em jogo da 12ª jornada do campeonato.
No encontro disputado no pavilhão Galamba Marques na Figueira da Foz, os pupilos de Orlando Simões sucumbiram à superioridade ofensiva do líder da Liga.

A derrota "não desmotivou" os jogadores figueirenses que começam já a preparar o encontro da próxima jornada frente ao Benfica. "Temos um ciclo de jogos dificeis pela frente, mas queremos inverter esta sequência de derrotas" disse Orlando Simões.

Com a vitória, ontem, os pupilos de Orlando Simões somam 41,67% de eficácia: 12 jogos, 5 vitórias e 7 derrotas.

Naval chega à liderança da Liga de Honra

No futebol, a Naval 1º de Maio chegou à liderança da Liga de Honra ao vencer a Ovarense, ontem, por 1-2, em partida da 14ª jornada da Liga. A jogar frente a uma Ovarense motivada, os navalistas mostraram todo o seu futebol e dominaram em toda a partida.

No final e em declarações à Maiorca FM, o treinador Tony Oliveira, mostrou-se contente com o “empenho e sofrimento” dos seus jogadores. "A equipa foi igual a si própria e foi grande" disse o técnico.

Binho foi considerado, pela Maiorca FM, o melhor em campo no Ovarense–Naval. O jogador diz que toda a equipa "está motivada com esta vitória" e já pensa no encontro de quarta-feira frente ao Vitória de Guimarães para a 5ª eliminatória da Taça de Portugal. "A naval não tem nada a perder" afirmou Binho.

Com os três pontos conquistados, ontem, a Naval subiu ao primeiro posto da Liga, lugar que divide com o Varzim, ambas com 28 pontos.

ParaNova avança em Janeiro

A nova empresa para a reabilitação do parque urbano da cidade, a Figueira ParaNova”, vai celebrar a escritura de constituição já em Janeiro. Depois de alguma contestação dos empresários do sector imobiliário da Figueira da Foz, a constituição da empresa navega em águas tranquilas.

O presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz anunciou que a escritura "está marcada para o dia 7 de Janeiro".

Duarte Silva revelou a intenção desta empresa em adquirir "algumas habitações quer actualmente pertencem ao IGAPHE - Instituto de Gestão e Alienação do Património Habitacional do Estado, para as transformar em habitação social". "Uma forma de dar vida aos centros urbanos, cada vez mais desertificados e degradados" disse o autarca.

A oposição não manifestou descontentamento com as pretensões da autarquia. Quanto ao papel desempenhado pela Figueira Dómus, José Iglésias, vereador do PS, defendeu mesmo a “criação uma bolsa de terrenos que perspective o futuro da empresa municipal Figueira Dómus".

Associação Académica da Internacional vai a votos

A Associação Académica da Universidade Internacional da Figueira da Foz vai hoje a votos.
Paulo Santarém, o actual presidente deste órgão é o único candidato ao sufrágio.
Em declarações à Maiorca FM, o líder da academia figueirense traçou um balanço "positivo" do seu mandato de onde destacou "a aproximação dos alunos à vida da Internacional".

O ano passado a adesão às urnas cifrou-se na ordem dos 50%, um dos melhores resultados na Internacional da Figueira. Este ano, apenas com uma lista, esse nível de adesão "será complicado de atingir". "Espero que os estudantes exerçam o direito de voto" apelou Paulo Santarém.

"Exigir uma maior evolução a nível pedagógico, e que os cursos de direito e Gestão não tenha como directores docentes da Internacional de Lisboa" são objectivos para o próximo mandato de Paulo Santarém. "A Universidade Internacional de Lisboa e da Figueira tem realidades diferentes, não faz sentido que direito e Gestão, na Figueira, tenham como directores docentes de Lisboa" disse.

As eleições para a Associação Académica da Universidade Internacional da Figueira da Foz decorrem até às 21h00.

Autarquia vai adquirir Casa do Paço

A Câmara Municipal da Figueira da Foz (CMFF) poderá em 2004 comprar a Casa do Paço, actualmente propriedade da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF). A autarquia figueirense vai, já em Janeiro, apresentar essa proposta em sessão do executivo, existindo nesse sentido uma verba de inscrita no orçamento do município para o próximo ano. “Essa proposta está a ser negociada com a ACIFF” revelou Duarte Silva presidente da CMFF.

Para já a autarquia não revelou qual o destino que vai dar à Casa do Paço. Contudo, as negociações para a aquisição parecem estar bem encaminhas uma vez que, Duarte Silva revelou que a compra “representa um investimento de um milhão de euros que serão pagos em quatro anos”.

Em declarações ao JN, a vereadora socialista Natércia Crisanto levantou algumas “reservas” sobre este negócio. “Queremos saber quais as pretensões da autarquia para aqueles espaço e as condições do negócio” avisa Natércia Crisanto.

Os socialistas mostram-se “preocupados” com o uso que a autarquia dará ao imóvel que, esperam, “possa ser visitado por todos os figueirenses e turistas que visitam o concelho”.

A Casa do Paço, situada no Largo Prof. Vítor Guerra, na Figueira da Foz, é um espaço arquitectónico com especial destaque para a fachada e torreão virados para o rio Mondego. O seu interior apresenta uma excelente colecção de azulejos de origem holandesa, possivelmente da região de Delft, datados do final do século XVII.

domingo, dezembro 14, 2003

Tribunal absolve empresa municipal de Turismo

O tribunal da Figueira da Foz absolveu, sexta-feira, a empresa municipal Figueira Grande Turismo (FGT) do crime de “dano qualificado do património público” de que era acusada pelo Direcção Regional de Agricultura da Beira Litoral (DRABL).

O caso remonta a 2001, quando a FGT substituiu uma rotunda, sob jurisdição da DRABL, por um parque de estacionamento após as obras de requalificação do restaurante Abrigo da Montanha.
Ontem, na leitura da sentença, a juíza do tribunal figueirense absolveu os antigos administradores da FGT, visto “não encontrar elementos suficientes para a condenação”. “Não se prova que os arguidos tivessem o objectivo de destruir o património público” disse a juíza.

Aida Cardoso, na altura responsável da DRABL mandou levantar o auto mas, curiosamente, enquanto vereadora do PS votou favoravelmente a requalificação do espaço. “Aida Cardoso e o PS deviam era pedir desculpas públicas por todo o incomodo que causaram” disse, ao JN, Lídio Lopes, um dos arguidos.

Hotel "de charme" nasce no Paço de Maiorca

O Paço de Maiorca, imóvel camarário, vai dar lugar a um “hotel de charme” composto por 25 quartos “de luxo” e um restaurante. A revelação foi feita, sexta-feira, pelo presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Duarte Silva no decorrer da reunião do executivo municipal.

A transmissão do Paço de Maiorca e anexos para a empresa municipal Figueira Grande Turismo (FGT) foi aprovada por maioria com três votos contra do PS.

Duarte Silva explicou a decisão da autarquia pela “necessidade de encontrar uma solução para evitar a degradação do Paço e assim fazer a sua manutenção”.

Para que o projecto hoteleiro, para o qual já existem contactos, avance é necessário que o Paço transite da autarquia para a FGT “pois a empresa municipal está ligada à área do turismo”. “Não há perda de propriedade para o município” garantiu Duarte Silva.

O investimento realizado rondará 1,5 milhões de euros, suportado pela empresa concessionária, com o objectivo de “recuperar e dar animação” ao imóvel datado do século XVIII.

O argumentos da maioria PSD não convenceram o PS. “O Paço de Maiorca deveria ser um núcleo museológico e um pólo cultural que para tal foi adquirido” defendeu a socialista Natércia Crisanto.

Cruz Vermelha compra ambulância

A Cruz Vermelha Portuguesa - delegação da Figueira da Foz vai adquirir uma nova ambulância com condições próprias para efectuar os transporte de doentes “incapacitados”. A compra do novo veículo, orçado em 30 mil euros, surge da necessidade de “melhorar a qualidade” do serviço de transporte da instituição que, sexta-feira, assinou um protocolo de cooperação com a Fundação Bissaya Barreto, sediada em Coimbra e vocacionada para prestar e desenvolver assistência - nas suas mais diversas modalidades - em toda a Beira Litoral.

O documento a assinar entre as duas instituições visa “proporcionar um melhor transporte dos doentes” da Fundação quando estes necessitarem de se deslocar aos centros médicos ou a unidades hospitalares. “Para que o acordo seja posto em prática com melhor qualidade, a CVP figueirense vai adquirir essa ambulância própria”, revelou, ao JN, Carlos Cachulo, presidente da delegação local da CVP.

O custo total do veículo será pago pela CVP da Figueira mas, Carlos Cachulo acredita que a Bissaya Barreto “possa contribuir com alguma parte dessa verba”. “Ainda não temos a garantia mas, esperamos que a Fundação comparticipe no custo da ambulância” disse Carlos Cachulo.

O acordo a assinar hoje entre as duas instituições terá a duração de um ano sendo renovável por iguais períodos de tempo e poderá “abrir portas” a outro tipo de prestação de serviços. “Estamos a iniciar este protocolo e esta parceira que pode, no futuro, ser renovável e extensível a outros serviços prestados pela Cruz Vermelha, se realmente acharmos por bem” concluiu o presidente da CVP.

quinta-feira, dezembro 11, 2003

Governo avança com plano para definir necessidades formativas

O Secretário de Estado do Trabalho, Luís Pais Antunes anunciou, ontem, na Figueira da Foz, que o Governo deverá lançar no primeiro semestre de 2004 um Plano Plurianual de Desenvolvimento de Formação Profissional com o objectivo de “fazer um levantamento das necessidades no área da formação profissionalizante em Portugal”.

O governante, que falava no encerramento do Congresso Internacional de Educação/Formação, no âmbito do programa SER PRO, defendeu que é preciso que o país ultrapasse a “estagnação” das últimas décadas e “defina com antecedência” quais as reais necessidades na formação dos trabalhadores. “É necessário que com antecedência se defina o que queremos, que rumo devemos seguir e quais as nossas necessidades” disse Pais Antunes.

No último ano as empresas em geral queixam-se de “não conseguirem encontrar trabalhadores qualificados para os postos de trabalho que se vão libertando”, uma situação que o Governo quer “evitar e ultrapassar” nos próximos dois a três anos. “É preciso aprofundar o conhecimento, sectorialmente e regionalmente, das necessidades da formação profissional” disse Pais Antunes que teme pela “competitividade” do país face ao alargamento da União Europeia já em Maio do próximo ano.

“O mercado procura qualificações que não existem e a oferta disponível não resolve os problemas da competitividade do país” afirmou o governante para quem essa situação "é até, a termo curto, um gerador de problemas sociais e de exclusão social no país”.

quarta-feira, dezembro 10, 2003

Governo preocupado com abandono escolar

O abandono escolar e a saída precoce dos jovens portugueses do sistema de ensino estão a preocupar o Governo que, no início de 2004, vai apostar num plano de prevenção do abandono escolar que passará pelo ensino médio.

O cenário actual é “preocupante” com Portugal a registar “a mais elevada taxa de saída precoce do sistema de ensino” (45%) e, no quadro europeu, o país tem a “mais alta taxa de abandono escolar na escolaridade obrigatória”, ou seja, “um em cada dois portugueses não concluem a escolaridade mínima obrigatória”.

“É um quadro muito preocupante e uma situação intolerável que queremos mudar em pouco tempo” disse, ontem, David Justino, ministro da Educação que falava aos jornalistas após a sessão de abertura do Congresso Internacional de Educação/Formação, no âmbito do programa SER PRO que, hoje, termina na Figueira da Foz.

David Justino defendeu ainda Segundo o tutelar da pasta da Educação, é “preciso aumentar a oferta de ensino profissionalizante”, de forma a preparar o país para o alargamento da União Europeia. “Temos que relançar o ensino profissionalizante em novos moldes porque os tempos também são outros” defendeu o governante que, momentos antes, na sessão inaugural do congresso defendeu que “foi um assassínio ter acabado com o ensino técnico” a seguir ao 25 de Abril de 1974.

“Os novos desafios” europeus com que Portugal se defrontará, com a entrada de dez países na União Europeia, tornam necessário reinvestir na qualificação dos jovens. Os novos estados membros com uma “estrutura salarial mais baixa” e com “formação técnico-profissional mais apetrechada» do que a portuguesa causam “preocupação” no Ministro do Trabalho, Bagão Félix. “É um factor de preocupação e ao mesmo tempo de desafio que temos de vencer», defendeu, ontem, o ministro.

Bagão Félix apelou, ainda, à “mudança de mentalidade” dos empresários para a valorização do mérito social e profissional da formação profissional.
“Não há decreto lei que sobreviva, não há recursos financeiros que sejam rendíveis, nem discurso que perdure se a isso não estiver associada uma genuína vontade de mudar e de enfrentar os importantes desafios que temos à nossa frente” concluiu Bagão Félix.

Idoso ganha 300 mil euros


O "novo" milionário
foto in O Figueirense

Avelino Fulgêncio, natural do Porto, mas “cidadão de Montemor-o-Velho e da Figueira da Foz” viu a sorte bater-lhe à porta aos 82 anos e, de um dia para o outro, tornou-se milionário. Ganhou nada mais, nada menos do que 300 mil euros em libras de ouro, no sorteio das “Selecções do Readers Digest”. “Nem queria acreditar, foi Deus que me acudiu” confessou, ontem, Avelino Fulgêncio, após receber o seu prémio na Câmara Municipal da Figueira da Foz.

Dividiu a sua vida entre Porto, Lisboa e a zona centro do país, sempre à procura das “melhores condições de vida”. Foi alfaiate, carpinteiro, carvoeiro e lavrador. Viveu em Montemor mais de 50 anos e, hoje, é o utente mais “rico” do lar de Residencial do Alqueidão, na Figueira da Foz.

Quanto ao dinheiro que recebeu, o idoso já sabe qual o destino a dar-lhe. “Vou guardá-lo na Caixa de Crédito Agrícola em Montemor e vou dar uma prenda de Natal, de mil contos (5 mil euros), à minha família que vou visitar ao Porto” disse com um sorriso nos lábios.

Na sua vida pouco irá mudar. Na saúde terá “mais alguns cuidados” e promete descansar mais. “Dantes a vida era só trabalho, agora vou descansar mais” garantiu Fulgêncio.
O octogenário diz só ter acreditado quando viu os papéis que teve que assinar. “Pensei que fosse mais um truque que, às vezes, acontecem” desabafou.

A cerimónia de entrega do prémio ao octogenário decorreu nas autarquias de Montemor e Figueira da Foz, onde foram também agraciadas algumas escolas e instituições com “pacotes” de bibliotecas e cheques na quantia de 2500 euros, oferta da “Readers Digest” que pela 50ª vez, em 35 anos, realiza este tipo de ofertas.

Para o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Duarte Silva, este tipo de acções “são importantes”. “Tanto para o enriquecimento cultural das escolas e o apoio directo às duas instituições humanitárias da cidade” disse, ao JN, o autarca.

O Presidente do Conselho de Administração das Selecções do Readers Digest, Jaime Guarita sustentou, ao JN, este tipo de iniciativas visa “promover o gosto pela leitura e pela cultura” junto das escolas e comunidade em geral onde o premiado está inserido.

Problema numa subestação da EDP deixa cidade sem luz

A Figueira da Foz esteve, ontem, sem electricidade, entre as 12h00 e as 14h00, devido a um problema numa subestação da EDP localizada a montante do concelho. Segundo Lídio Lopes revelou, ao JN, Lídio Lopes da Protecção Civil da Figueira da Foz. A falha de energia provocou “diversas dificuldades na comunicação entre os bombeiros na central e no terreno”.

O mau tempo que se fez sentir, com rajadas de vento muito forte, provocou, pelo concelho, a queda de árvores para a via pública, de andaimes e de um telhado de uma empresa.
A norte do concelho, na freguesia do Bom Sucesso, a queda de algumas árvores obrigou “ao condicionamento do trânsito”. Ainda e segundo Lídio Lopes registou-se a queda de uma grua que “condicionou a circulação na EN 111, bem como no acesso à A14.

O mau tempo obrigou ainda ao encerramento, cerca das 13h00, da barra do porto da Figueira da Foz. “Decidimos encerrar a barra para garantir a segurança de toda a navegação, uma vez que a barra estava perigosa devido ao estado do mar” disse, ao JN, Fidalgo de Oliveira, comandante da Capitania figueirense.

segunda-feira, dezembro 08, 2003

Jogadores sofrem queimaduras

Nove jogadores dos iniciados sofreram queimaduras, ao que tudo indica, devido à cal utilizada na marcação do campo de treinos do estádio municipal da Figueira da Foz.
Anteontem, durante um jogo de infantis, quatro atletas da Naval 1º de Maio e cinco de Buarcos sofreram ferimentos, tendo sido assistidos no centro de saúde local e no hospital distrital.

Ao que a Maiorca FM apurou as marcações são da responsabilidade da Câmara mas o material é o mesmo que sempre utilizaram, pelo que os dirigentes navalistas não encontram explicações para o sucedido.

Aurélio Bugalho, das camadas jovens do Buarcos relembrou, à Maiorca FM, que há legislação que "proibe o uso de cal viva para as marcações dos terrenos de jogo".

Segundo aquele dirigente "dois dos feridos inspiram maiores preocupações" devido à gravidade das queimaduras..

Esta não é a primeira vez que se registam casos idênticos nos pelados no Estádio municipal.
A autarquia interditou já o recinto e vai pedir ao delegado de saúde que proceda a uma análise à cal utilizada na marcação do campo de futebol.

Baixa da cidade preocupa bombeiros

A falta de abastecimento de água, canalizações inadequadas, imóveis antigos e uma elevada carga térmica na baixa da Figueira da Foz são motivos para grandes dores de cabeça dos bombeiros da cidade.
Ainda bem frescas na memória dos figueirenses estão as imagens do incêndio que, no verão de 1997, devastou a sede da centenária Associação Naval 1º de Maio e colocou em perigo toda a baixa da cidade, uma zona que vive dos serviços e do comércio tradicional.

“Temo que a situação vivida com o incêndio na sede da Naval se possa repetir e certamente teremos dificuldades no abastecimento de água” afirmou João Mota, comandante dos Bombeiros Voluntários da Figueira.

João Mota sustentou que “as canalizações de abastecimento de águas não fornecem os caudais suficientes para combate a incêndio de grande envergadura”. “Os melhoramentos que a empresa “Águas da Figueira” tem feito na rede de condutas da zona velha da cidade não são, ainda, suficientes para colmatar a falha” disse o soldado da paz.

A diversidade de comércio e a presença de empresas com material “altamente inflamável” causam uma “elevada carga térmica”, que se transformam numa preocupação para os bombeiros. “Uma solução para resolver estas situações passa por uma legislação que obrigue a uma maior fiscalização e uma participação, maior também, dos bombeiros como agentes de segurança da Protecção Civil” defendeu João Mota.

O rápido crescimento urbano da Figueira da Foz “não foi acompanhado com alguns aspectos ligados à segurança” e também algumas zonas novas da cidade carecem, especialmente, de acessos que facilitem o trabalho dos bombeiros em caso de incêndio. “Há que ter consciência de que há zonas perigosas na Figueira”, admite o comandante dos Voluntários.

“Figueira Folia” reedita Carnaval da Bahia

O Carnaval da Bahia, no Brasil, veio para ficar na Figueira da Foz. Depois de dois anos de Portugal Eléctrico na cidade, aquela que é a segunda edição do “Figueira Folia”, a realizar de 4 a 8 de Agosto do próximo ano, tem como grande novidade o alargamento do evento de dois para cinco dias.

Para além do típico trio-eléctrico, o certame vai contar com palcos para bandas portuguesas e brasileiras, novos talentos e um intercâmbio cultural com a actuação de ranchos folclóricos dos dois países. O típico trio-eléctrico – camião com 17 metros de comprimento, 4,6 metros de largura, com palco, iluminação cénica, com uma capacidade sonora de 80 mil watts – é a grande atracção do evento e à imagem das anteriores edições passará por um percurso limitado e fechado, com cerca de dois quilómetros, na Avenida do Brasil.

Já em Janeiro, a organização a cargo da Mundo do Espectáculo vai montar um secretariado na Figueira com o intuito de “trabalhar com as pessoas da terra”. “Vamos ter a Bahia dentro da Figueira” referiu Alexandre Pinto, da Mundo do Espectáculo.

A organização acredita que “mais de 100 mil pessoas” passem pelo evento nos quatro dias de espectáculos. Quanto aos artistas convidados, não há ainda bandas confirmadas, devendo estas ser anunciadas no próximo mês de Janeiro.

Fábrica cria cinquenta de postos de trabalho

A instalação de uma filial da Gialmar, empresa de indústria conserveira, sediada em Tondela, no parque industrial da Figueira da Foz vai criar trinta novos postos de trabalho que, numa segunda fase ascenderão à meia centena. O polo de intervenção da Figueira, cujo investimento ronda os três milhões de euros, foi, ontem, inaugurado na presença do Ministro da Agricultura e Pescas, Sevinate Pinto que enalteceu as condições na nova unidade fabril. “Esta é uma grande contribuição para a melhoria da qualidade no sector das pescas em Portugal” referiu o governante.

Sevinate Pinto aludindo às “constantes pressões” que se vive no sector das pescas no país, mostrou-se “satisfeito” pela aposta de expansão da Gialmar. “Simboliza um sentimento de confiança no futuro do sector e é um passo importante para a qualidade e a competitividade do país” disse o Ministro.

Gilberto Coimbra, administrador da empresa, quer que a empresa enalteceu “se aproxime da comunidade em que está inserida”. “Espero que esta fábrica saiba responder às necessidades das organizações de produtores locais e ajude a melhorar as condições de vida dos pescadores” afirmou o empresário.

Para o presidente da Câmara municipal, Duarte Silva, o investimento da empresa “é importante para a Figueira e vem dar um valor acrescentado ao produto nacional”. “Com esta fábrica, a Figueira da Foz reforça a marca na actividade da pesca”, disse o autarca.

Piscina de Mar com talassoterapia em 2005

A empresa municipal Figueira Grande Turismo (FGT) e a Building Strategies, Investimentos Mobiliários e Imobiliários, S.A., sediada em Coimbra, já formalizaram o contrato de concessão de exploração do complexo Piscina de Mar.
A Building Strategies, empresa vencedora do concurso público internacional de concessão de exploração daquele complexo, já recebeu as chaves do imóvel onde, até ao primeiro trimestre de 2005, deverá construir uma unidade de talassoterapia, vinte e dois quartos de categoria superior (quatro estrelas), onde se incluem duas suites juniores e um quarto estruturado para receber deficientes motores. A empresa sediada em Coimbra vai ainda explorar, por um prazo de 25 anos, a piscina e os bares de apoio, bem como o restaurante.

Atendendo ao “estado crítico, em virtude das obras de que foi alvo”, o novo projecto do edifício considerado de interesse público, como uma referência do modernismo português, pretende “oferecer qualidade e dotar a Figueira de uma melhor oferta turística”. “O projecto foi pensado tendo em consideração as carências hoteleiras da Figueira” referiu Fernando Cruz da Building.

Este edifício, após alguns anos de inactividade, foi alvo de obras com base num projecto que não foi concluído e que tinha por base um programa semelhante àquele que agora a Building se propõe a fazer. Agora, e segundo o projectista, Pedro Santos, o novo rosto do complexo “é moderno e contemporâneo”, sendo complementado com “a prestação de serviços de alto nível”.

O investimento da Building Strategies será na ordem dos cinco milhões de euros e deverá estar pronto a funcionar durante o primeiro trimestre de 2005. Para o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Duarte Silva, o investimento “é significativo e vem ocupar uma posição que fazia falta na cidade”. “O tipo de turismo que procura a talassoterapia é cada vez mais e é um turismo mais maduro” disse o autarca lamentando que o equipamento “não esteja em funcionamento a tempo do Europeu de Futebol” do próximo ano.

O crescente mercado dos tratamentos corporais com águas salgadas e outros produtos naturais, talassoterapia, veio adicionar um novo potencial para a solução a dar aquele espaço. “Com este espaço, a Figueira saí mais rica e preparada para a sua própria sustentabilidade” concluiu Duarte Silva.

quinta-feira, dezembro 04, 2003

Autarquia pede estudo ambiental sobre aterro de Maiorca

O Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Coimbra vai elaborar um Estudo de Impacte Ambiental (EIA) sobre o aterro de resíduos industriais banais previsto para Maiorca.
A decisão foi revelada no decorrer na última sessão do executivo camarário pelo presidente, Duarte Silva, que quer “dissipar todas as dúvidas” quanto à possível instalação do aterro naquela localidade. A licença de obra continua embargada pela autarquia e assim deverá continuar até que sejam divulgados os resultados do EIA. “Temos reservas e queremos ter todas as garantias de que não haverá consequências negativas para o ambiente e para as populações com a instalação do aterro” afirmou Duarte Silva.

Segundo o social-democrata, a autarquia “não tem condições para licenciar as obras no aterro”, pelo que os resultados do estudo “vão ser determinantes” na tomada de posição da edilidade figueirense.
O custo do estudo, 22 mil euros, será suportado pela autarquia. O autarca lembrou que inicialmente, o Secretário de Estado do Ambiente, José Eduardo Moniz mostrou-se favorável à realização do estudo, tendo, posteriormente, “mudado de posição”.

A proposta da maioria PSD foi aplaudida pelos vereadores do PS que sustentam “ele (estudo de impacte ambiental) é que irá demostrar se é possível a instalação do aterro”. “Estamos satisfeito com este pedido e louvamos a atitude da Câmara para resolver este problema que já há muito se prolonga” disse a socialista Natércia Crisanto.
Por seu lado, A Comissão Anti-Aterro do Baixo Mondego está “satisfeita” com a decisão da autarquia mas promete “continuar atenta ao desenrolar de todo o processo”.

Eleições internas dividem PSD

As diferentes sensibilidades existentes dentro do Partido Social Democrata (PSD) da Figueira da Foz parecem estar a vir À tona de água e podem estar a dividir os mais de um milhar de militantes que, no próximo dia 28, vão ser chamados às urnas para escolherem a próxima Comissão Política Concelhia (CPC) do PSD local.

Depois da apresentação da candidatura do actual presidente da CPC, José Elísio, o JN apurou que existe mais uma candidatura ao sufrágio. David Azenha, presidente da junta de freguesia do Bom Sucesso resolveu avançar com uma candidatura “alternativa” à do actual lider “laranja”. “Sou candidato à concelhia” adiantou, ao JN, David Azenha que revelou já ter “um significativo número de apoiantes”.

Quanto às razões que levam o social-democrata a concorrer, o JN sabe que David Azenha pretendia que um dos vice-presidentes da próxima concelhia PSD fosse um presidente de junta mas, essa pretensão, não foi bem aceite por José Elísio.

Ao JN, David Azenha justificou o aparecimento da sua lista para dar voz ao militantes “descontentes e que não se revêm na lista e na candidatura do actual presidente da concelhia”. “Há muitos militantes que não estão contentes com a actual presidência da concelhia” disse o candidato que “em breve” apresentará oficialmente a sua candidatura.

David Azenha não teme que a sua candidatura venha a ser prejudicial ao partido nesta altura, em que a estrutura partidária já pensa nas autárquicas de 2005. “A minha lista quer oferecer estabilidade e serenidade à Câmara no tempo que ainda falta para terminar o actual mandato” sublinhou Azenha que pretende “dar um novo rumo ao PSD” local.

Por seu lado, José Elísio não teme o surgimento desta segunda candidatura e revela-se convicto da vitória. “Qualquer lista que apareça será bem-vinda, mas estou convicto da vitória da minha lista para levar e preparar o PSD da Figueira rumo às eleições e à vitória em 2005” concluiu o líder do PSD.

Entretanto, o vereador do PS, Rui Carvalheiro, aproveitou a apresentação da lista de José Elísio à concelhia PSD, para “sugerir” ao candidato que se demita do cargo de assessor que ocupa na Câmara Municipal. “Em nome da transparência é uma óptima altura para José Elísio renunciar ao posto que ocupa na Câmara Municipal”. Os socialistas contestam as “ligações perigosas” existentes com as “incumbências” do presidente Duarte Silva a José Elísio nas Obras Municipais.

Por seu lado, o líder da concelhia PSD pede ao PS para que “apresente propostas concretas que ajudem ao progresso da Figueira em vez de andarem com piadas e anedotas”, numa clara alusão à possível moção de censura ao PSD e suspensão de mandatos anunciada pelo socialistas caso Duarte Silva não alterasse as incumbências que delegou em Elísio.

quarta-feira, dezembro 03, 2003

José Elísio e David Azenha. Quem vencerá a concelhia PSD?

Depois da apresentação, ontem, da recandidatura de José Elísio à comissão Política concelhia do PSD, há mais uma lista às próximas eleições internas dos sociais-democratas da Figueira da Foz. David Azenha, presidente da Junta de Freguesia do Bom sucesso, revelou esta manhã, aos microfones da Maiorca FM, que vai avançar com uma lista “alternativa” à liderança do PSD local afim de “oferecer estabilidade e serenidade à Câmara no tempo que ainda falta para terminar o actual mandato camarário", disse Azenha.

O candidato quer “dar uma volta ao partido” e revela que tem já “um número significativo de pessoas que não se revêm na candidatura do actual líder da concelhia”. "São militantes descontentes” e que não se revêm na candidatura de José Elísio" afirmou David Azenha.

José Elísio que não teme o surgimento desta segunda candidatura. Ontem, durante a apresentação da sua lista o líder concelhio do PSD, referiu que “qualquer lista que apareça será bem-vinda” e mostra-se confiante na vitória da sua lista e na condução e preparação do partido para as próximas autárquicas.

Horas antes da apresentação oficial da lista de José Elísio, o vereador socialista Rui Carvalheiro, durante a sessão do executivo, referiu que "esta é uma óptima altura para José Elísio renunciar ao posto que ocupa na Câmara Municipal". "Em nome da transparência" afirmou rui Carvalheiro.

Por seu lado, José Elísio pede ao PS que "apresente propostas concretas que ajudem ao progresso da Figueira em vez de contarem piadas e anedotas". "Não é a oposição que gere o PSD por isso apresentem propostas ao desenvolvimento da Figueira da Foz em vez de andarem com anedotas e piadas", concluiu Elísio.

Figueira adere à Área Metropolitana de Coimbra

A Câmara Municipal da Figueira da Foz (CMFF) deu, ontem, um passo importante para que a Área Metropolitana de Coimbra (AMC) seja uma realidade, ao aprovar por unanimidade a adesão do município a este projecto.

Catorze municípios do distrito de Coimbra e um de Aveiro serão “pioneiros” na AMC que, contudo, “não será uma área fechada”. “A AMC poderá englobar, no futuro, outros municípios vizinhos” afirmou Duarte Silva, presidente da Câmara Municipal.

Para o social-democrata a integração da Figueira da Foz neste projecto é vantajosa. “Esta área vai permitir ter uma presença colectiva e dará uma voz maior sobre assuntos que ultrapassam a área do município” justificou Duarte Silva que afirmou a “urgência” em constituir “o mais depressa possível” a AMC “afim de ainda concorrer fundos comunitários que apoiem o funcionamento desta Área Metropolitana”.

Os vereadores do PS, claramente defensores da regionalização, admitiram que a AMC “trará vantagens à região” mas consideraram que a constituição da AMC “não é alternativa à regionalização”. “Estas áreas metropolitanas não trazem medidas alternativas ao que eu desejava da regionalização para o desenvolvimento do país” disse José Iglésias.

Os socialistas questionam se “existirá uma fatia do Orçamento de Estado destinada a esta área” e Rui Carvalheiro deixou um recado. “Não podemos tratar de uma Área Metropolitana como uma mera forma de ir buscar verbas comunitárias” defendeu o socialista.

426 mil lâmpadas iluminam Natal figueirense

426 mil lâmpadas iluminam desde ontem à noite a cidade da Figueira da Foz onde já se sente o espirito de natalício. As iluminações de Natal foram inauguradas, ao início da noite, pelo presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Duarte Silva acompanhado da vereação e também de elementos da Administração da FGT.

Nuno Encarnação desta empresa municipal referiu, à Maiorca FM, que esta aposta da FGT "vem também ajudar o comércio tradicional da Figueira da Foz". "Vem ajudar o comércio e acredito que seja uma das melhores iluminações de Natal a nível nacional" sustentou Nuno Encarnação.

E apesar dos cortes orçamentais, a área abrangida, este ano pela iluminação de Natal aumentou. "É um fruto da nossa gestão conseguirmos mais área iluminada com menos verbas" disse o administrador delegado da FGT.

Ao todo são 426 mil lâmpadas de Natal, como diria Duarte Silva: "Uma por cada metro de Lisboa da Viana do Castelo".

Encontro Figueira Sénior vai ser alargado

O Encontro Figueira Sénior 2003 vai ser alargada a dois dias. A possibilidade foi, ontem, anunciada pela vereadora da Acção Social, Anabela Gaspar, uma vez que o Centro de Artes e Espectáculos foi pequeno, ontem, para receber os idosos do concelho na festa anual promovida pela autarquia.

"O Encontro Figueira Sénior será alargado não só aos portadores do cartão Figueira Sénior como ao resto da população mais idosa do concelho "disse, à Maiorca FM, a vereadora.

No momento em que a solidão é dos maiores flagelos da sociedade actual e em particular junto da terceira idade, esta "é a contribuição da autarquia para minimizar esse sofrimento" aos idosos do concelho.

A festa, ontem, foi rija com o CAE completamente cheio para assistir à peça “Ó pá, vai dar banho ao cão”, uma revista à portuguesa, com o actor Óscar Branco.

Crianças em Festa de Natal

A Câmara Municipal deu início esta manhã ao Espectáculo de Natal destinado a todas as crianças do Ensino Pré-Escolar e do 1º Ciclo do Ensino Básico, da rede oficial e privada, do município, num total de 4200 crianças.
este ano a festa é feita com a apresentação de um espectáculo circense com palhaços, música, malabarismo e animais amestrados que vai concerteza, até sexta-feira, animar a pequenada. "Este ano o espectáciulo é mais apelativo para as crianças" garantiu a vereadora da Educação Teresa Machado



segunda-feira, dezembro 01, 2003

Colégio de Quiaios inaugura pavilhão

O Colégio de Quiaios inaugurou, no sábado, o novo pavilhão gimnodesportivo daquele estabelecimento de ensino. Orçado em 750 mil euros e comparticipado em 50% com verbas comunitárias, o pavilhão multi-usos é composto por um campo desportivo, bar e laboratórios de forma a “cativar os alunos e para que estes se sintam em casa”.

No discurso de inauguração, João Lopes, Director Pedagógico do Colégio afirmou que o novo pavilhão é mais um instrumento daqueles estabelecimento “rumo à excelência”.

João Lopes referiu ainda que o Colégio tem uma grande preocupação com o corpo docente e com as instalações afim de proporcionar uma melhor qualidade de ensino.
O pavilhão agora inaugurado “irá servir aquela comunidade escolar mas também a população” ao abrigo de um protocolo a assinar entre o Colégio e a CMFF e que deverá entrar em vigor no próximo mês de Janeiro.

Agora, está quase tudo feito no Colégio de Quiaios mas, João Lopes tem uma nova pretensão: a construção de uma piscina.
Questionado sobre se a autarquia poderia ajudar financeiramente esse projecto, o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Duarte Silva, não se quis comprometer e admitiu analisar a possibilidade.

Naval empata na Madeira, desce ao 4º lugar da Liga de Honra

A Naval conquistou um ponto ao empatar a duas bolas, ontem, frente à União da Madeira, em partida da 12ª jornada da Liga de Honra. Os pupilos de Tony Oliveira com um futebol pouco criativo foram-se limitando ao contra-ataque e no final da primeira metade o resultado era de 1-1.

Nos segundos 45 minutos de jogos, os figueirenses entraram diferentes e tomaram as rédeas ao jogo. Fajardo com colocaria os navalistas em vantagem na marcação de um livre.
Ao minuto 83, uma falha de marcação da defesa navalista, resultou em golo para a equipa da casa com Rómulo a marcar para os da Madeira.

Em declarações, esta manhã à Maiorca FM, o treinador navalista, Tony, considerou que “o colectivo não funcionou”. “Estivemos sem consistência defensiva e o colectivo não funcionou” admitiu Tony.

No entanto, o técnico sustenta que o jogo de ontem “não influenciará o resto do campeonato”. Tony diz que a equipa continuará a trabalhar “com concentração, humildade e dedicação”.

Os navalistas encontram-se no quarto posto da tabela classificativa com 21 pontos. Na próxima jornada a Naval recebe, no municipal Bento Pessoa a equipa do Leixões.

Ingleses e franceses jogam em Coimbra

Espanha, Rússia e Grécia, são as selecções que com Portugal completam o grupo A para o Euro 2004, que acontecerá em Portugal entre 12 de junho e 04 de Julho.

A selecção nacional estreia-se a 12 Junho, no Estádio do Dragão, no Porto, frente aos gregos, deslocando-se depois para Lisboa, onde, irá defrontar os russos, a 16 de Junho, na Luz.
A 20 de Junho, Portugal vai encontrar a equipa de Espanha, em Lisboa, no Alvalade XXI.

Quanto à cidade de Coimbra, vai receber o Inglaterra–Suiça e França-Suíça. Segundo o sorteio, a Inglaterra faria dois jogos em Coimbra, com Croácia e Suíça, mas por razões de segurança e capacidade do estádio, a UEFA decidiu transferir a partida com os croatas para o Estádio da Luz, em Lisboa, remetendo para Coimbra o França-Suíça.

Em declarações à Maiorca FM, o presidente da Câmara municipal de Coimbra, Carlos Encarnação, afirmou “não temer a presença dos ingleses” e de possíveis actos de hooliganismo na cidade.

O autarca referiu que estão a ser acauteladas todas as condições para receber os fãs do futebol na cidade dos estudantes e já este domingo arrancou a campanha “Go! Coimbra” que pretende mostrar e dar a conhecer a cidade a todos os potenciais visitantes durante o Euro.

Carlos Encarnação acredita que o Europeu e os jogos da Inglaterra e França em Coimbra “vão trazer mais valias turísticas e económicas para a cidade”. “preveem-se dias bons para Coimbra” disse Carlos Encarnação.
O autarca confessou “ter pena” de que a Selecção não jogue na cidade dos estudantes mas garantiu “Coimbra contribuirá para a festa do Euro´2004”.

Sporting Figueirense faz 85 anos

O Sporting Clube Figueirense está hoje de parabéns ao celebrar 85 anos de vida. Fundado a 1 de Dezembro de 1918, o clube continua à espera de uma “prendinha” chamada sede.

Ontem, no programa da Maiorca FM, “Grande Área”, a presidente sportinguista Graça Nelas, salientou os “condicionalismos” provocados “pela falta de infra-estruturas condignas”.
Segundo Graça Nelas, o Sporting gostaria de alargar a outras modalidades que não somente a prática do basquetebol feminino.

Em jeito de balanço, a dirigente mostrou-se contente por, durante o seu mandato, ter “equilibrado as contas do clube e liquidado algumas dívidas existentes de direcções anteriores”.
Graça Nelas revelou-se ainda satisfeita por ter aumentado o “património humano” do clube.

PJ vence Brigada Fiscal

A Polícia Judiciária venceu a Brigada Fiscal por 4-3, na final do “Torneio Sintonia”, onde diversas forças de segurança da Figueira da Foz e do distrito jogaram entre si com o objectivo de “reforçar o convívio e os laços de amizade” entre todos os intervenientes.

No Colégio de Quiaios, PSP, Brigada Fiscal, Polícia Judiciária, IGAE, Escola Prática de Serviços e Transportes, GNR e Bombeiros Municipais e Voluntários mediram forças ao chuto na bola.
Segundo o comandante da Brigada Fiscal da Figueira, Vítor Rodrigues, os objectivos do torneio “foram conseguidos”, pelo que o torneio deverá regressar já no próximo ano.