sexta-feira, outubro 31, 2003

Bombeiros com noite agitada

Com o Serviço Municipal de Protecção Civil em alerta azul, as chuvas intensas e os fortes ventos que se fizeram sentir, ontem de madrugada, na Figueira da Foz não deram tréguas aos corpos de bombeiros e à Protecção Civil da cidade. “Árvores tombadas, várias inundações registadas por todo o concelho, queda de andaimes de várias obras” foi o resultado de uma noite “onde ninguém pregou olho”. “Tivemos muitas solicitações a ocorrências, que começaram logo a partir das 22h00 de quinta-feira e terminaram, hoje cerca das 05h00” disse fonte dos Bombeiros Municipais.

Para além dos locais já habituais onde são registadas inundações (baixa da cidade, freguesia Buarcos e na Rotunda do parque de campismo), as águas da chuva “invadiram” ainda algumas casas e estabelecimentos comerciais, no entanto “sem que se tivessem registado prejuízos significativos”.
Pior ficou um veículo ligeiro que, na Rua Dr. Santos Rocha, foi autenticamente “abalroado” por um andaime de uma obra de construção. “Devido ao forte vento o andaime caiu e atingiu uma viatura que estava estacionada” contou fonte dos bombeiros.

No mar, a barra marítima da Figueira da Foz encontra-se encerrada a toda a navegação devido à ondulação do mar. Contudo, e apesar da madrugada “complicada”, não há registo de vítimas a lamentar.

Criadores preocupados com tráfico de aves

Os criadores nacionais estão preocupados com o aumento do tráfico de aves que, cada vez mais, acontece no país. Provenientes, sobretudo do continente sul-americano, pássaros raros e exóticos são facilmente comercializados em Portugal, fruto da “facilidade com que os traficantes conseguem concretizar os seus negócios nas alfândegas, aeroportos e portos comerciais nacionais”.

Para alguns criadores tudo não passa de uma questão económica. “Hoje em dia já não há espécie que seja rara, basta que haja dinheiro”, afirmou, ao JN, Carlos Pedro, do Clube Ornitófilo da Figueira da Foz (COFF) que, contudo, afirma que “ainda é difícil combater o tráfico de aves existente”.
Para este jovem, de 28 anos, criador de psitacídeos (vulgos papagaios), o que está a falhar “é o controlo e fiscalização por parte das autoridades nacionais”. “Conheço casos em que nos aeroportos há indivíduos que trazem pássaros do Brasil, por exemplo, e deixam ficar alguns para que os responsáveis do local deixem passar os restantes que depois serão vendidos pelo país”, acusou Carlos Pedro.

Segundo este criador, o Estado terá aqui um papel de “extrema importância”, elaborando uma legislação “mais eficaz no apoio aos criadores”, bem como com uma fiscalização “mais rígida” nas fronteira terrestres e marítimas do país. “O que não pode acontecer é alguns responsáveis, em vez de devolverem as aves capturadas aos locais de origem, acabam por ficar com elas (as aves) para si” frisou o jovem criador.

Entre Canários, Exóticos, Híbridos, Psitacídeos, Agapornis, e outras espécies, são 700 as aves que, até domingo, estão em exposição no pavilhão da Associação Marinhense, na freguesia da Marinha das Ondas, no decorrer da “VI Expo-Aves” do COFF.
A ornitologia tem cada vez mais adeptos no país e apesar de não ser um passatempo dispendioso monetariamente sempre requer algum tempo. “Chego a passar horas depois do trabalho para cuidar deles” revelou Carlos Pedro que, actualmente, possuí 150 aves.
“Boas condições de higiene, de alimentação, de medicação e uma gaiola espaçosa” são “condimentos” para ser dono de um pássaro “vencedor”.

quinta-feira, outubro 30, 2003

Naval defronta Leixões na Taça

A Naval 1º de Maio já conhece o próximo adversário na Taça de Portugal.
O Leixões, equipa militante da Liga de Honra, será o novo "obstáculo" para os verde e brancos da Figueira da Foz que, recentemente, derrotaram o Desportivo de Chaves, na ronda anterior da competição.
O sorteio realizado ontem, em Lisboa, ditou a viagem da turma orientada por Tony Oliveira ao terreno do Leixões.
A partida está agendada para 23 de Novembro.

Marçal Grilo exortou estudantes do Superior a "mudar a agulha" das contestações

O ex-ministro da Educação Marçal Grilo afirmou ontem, na Figueira da Foz, estar a encarar a contestação dos estudantes do Ensino Superior com “normalidade”. Contudo, o ex-ministro de António Guterres disse, em exclusivo à Maiorca FM, que os estudantes poderiam "mudar a agulha" e aproximarem-se dos problemas "de modo construtivo".

"É preciso fazer progressos na forma de governar as instituições e a educação é um ponto onde o país terá que fazer grandes progressos", afirmou o ex-tutelar da pasta da Educação.

Convidado a tecer um comentário ao incitamento de Victor Hugo Salgado, presidente da Associação Académica de Coimbra, para que os estudantes partam para a “desobediência civil”, o ex-ministro da Educação não quis opiniar. "Sou amigo de Victor Hugo Salgado e não gostaria de entrar por uma matéria que não conheço bem" disse Marçal Grilo.

Hospital reage a denuncias, António Guardado promete reunião com sindicato da Função Pública

O Sindicato da Função Pública do Centro (SFPC) denunciou através de comunicado que a entrada para as consultas externas no Hospital Distrital da Figueira da Foz (HDFF), está a ser, alegadamente, objecto de “triagem”, não por um trabalhador da instituição, mas, “por trabalhadores de uma empresa de segurança”.
O sindicato diz ainda que “há correspondência destinada aos médicos que está a ser, alegadamente, violada por esses elementos da segurança”.

Confrontado com esta situação o presidente do Conselho de Administração do HDFF pretende “apurar a verdade dos factos”. António Guardado disse, à Maiorca FM, que a confirmar-se essa situação é “inusual e fora dos parâmetros” estipulados pela unidade hospitalar.
O responsável quer reunir com o sindicato e indagar sobre os, alegados, acontecimentos que considerou “pouco lógicos e pouco racionais”.

O sindicato aponta ainda para as más condições em que laboram os trabalhadores do Arquivo Clínico do hospital, salientando que “não foram asseguradas as condições mínimas de Saúde, Higiene e Segurança. O presidente do Conselho de Administração do Hospital reconhece que “aquele não é o local ideal” para o Arquivo, mas pede um esforço aos trabalhadores. “A situação é transitória e em breve será resolvida” garantiu António Guardado que, pede mais “um sacrifício aos trabalhadores”.
Aquele responsável adiantou ainda que o Arquivo Clínico vai ser informatizado e, muito provavelmente, entregue a uma empresa que se assegurará da sua gestão e armazenamento.

Plano protege Serra da Boa Viagem

A Câmara Municipal da Figueira da Foz e a Protecção Civil tem desde ontem uma nova “ferramenta” onde se integra toda a informação relevante do perímetro da Serra da Boa Viagem, permitindo-se a sua consulta de modo “rápido e eficaz”.
A zona abrangida ronda uma área terrestre de 28 hectares, incluindo o Prazo de Stª Marinha.
A partir de uma cartografia 1:5000 digital, o novo Sistema de Informação Geográfica (SIG) da Serra contem diversas temáticas como fisiografia, cobertura vegetal, edificado, rede viária e outras informações sobre o planeamento e ordenamento da área em causa. “É um programa importante do ponto de vista do planeamento da Protecção Civil pois permite de forma rápida e eficiente consultar as diversas temáticas mencionadas”, afirmou Lídio Lopes, coordenador do Serviço Municipal de Protecção Civil adiantando que “o SIG funcionará em estreita relação com todas as forças de segurança da cidade”.

Desde o incêndio de 1993 que a Serra da Boa viagem é uma constante preocupação da autarquia e este novo serviço poderá ser uma ajuda “preciosa” para evitar cenários trágicos como os do verão passado quando parte da floresta nacional foi consumida pelas chamas.

O presidente da autarquia, Duarte Silva revelou-se “satisfeito” com este novo instrumento colocado ao dispor do munícipe. “Com estes programas modernizamos os serviços da autarquia e os munícipes ganham com isso, podendo fazer usufruto desse mesmo trabalho”, disse o autarca.
Para já, o SIG da Serra está apenas disponível nos serviços camarários mas “em breve” vai estar à mercê de todos os cidadãos através do site institucional da autarquia em Figueiradigital.com.

A edilidade apresentou ainda um levantamento das vias rodoviárias, do mobiliário urbano e da sinalização da cidade com o objectivo de gerir o trânsito citadino “em termos modernos”. O levantamento informático demorou quatro meses a ser elaborado e abrange 272 quilómetros de via, correspondendo à rede viária das freguesias de São Julião, Tavarede, São Pedro e Buarcos.

A autarquia passa a ter um conhecimento de como gerir o trânsito da área urbana com “maior rigor” através do sistema informático, com uma verificação periódica do sistema. “É um instrumento que nos vem possibilitar mais rapidez na forma de gerir o trânsito da cidade” afirmou Martins Oliveira, vereador do Trânsito, frisando que “este levantamento ainda está incompleto”. O autarca revelou que numa segunda fase, a ter início em 2004, as freguesias rurais serão alvo de semelhante levantamento.

quarta-feira, outubro 29, 2003

Casa do Pessoal do Hospital mostra Artes

Termina esta quarta-feira a "I Mostra de Artes", iniciativa da Casa do Pessoal do Hospital Distrital da Figueira da Foz (CPHDFF), patente na Assembleia Figueirense.
No total são 300 os trabalhos que ali poderão ser vistos, entre arraiolos, barro, bordados, pintura, porcelanas e outros, peças de 26 artistas todos funcionários no activo ou aposentados do hospital figueirense.

O presidente da Casa do Pessoal, Celso Morais disse, à Maiorca FM, que esta iniciativa "revela que na saúde também existe arte e que o pessoal da saúde também trata de si". "Não tratamos só dos outros, nos nossos tempos livres dedicamo-nos também a cuidar de nós e esta é uma forma de o fazer" frisou.

Esta primeira mostra coincide com o lançamento do segundo exemplar da revista da CPHDFF, uma publicação que pretende "aproximar a comunidade hospitalar à comunidade figueirense".

Fundada em 1976, a CPHDFF tem desenvolvido, ao longo dos anos, várias iniciativas de caracter desportivo e cultural sempre visando o entretenimento e o bem-estar dos seus associados. Já no próximo dia 15 de novembro vai realizar, na sede da Sociedade Filarmónica Figueirense, uma noite de fados com alguns artistas de renome.

Pescador espanhol assistido no Hospital Distrital

O arrastão espanhol “Madroa” foi anteontem de madrugada conduzido até ao porto comercial da Figueira da Foz depois da capitania local ter recebido um pedido de auxílio de uma embarcação que navegava a sessenta milhas oeste ao largo da costa figueirense.

O comandante do “Madroa” pediu ajuda a Madrid, Espanha, que logo contactou o Centro de Busca e Salvamento de Lisboa, cerca das 23h15 de domingo. O pedido de ajuda surgiu, não que estivesse a embarcação em perigo mas, porque o chefe da sala de máquinas do arrastão teve uma “crise emocional”. “A embarcação teve uma avaria numa máquina auxiliar e após uma actividade intensa o pescador teve um desequilíbrio emocional, entrando numa situação de crise de ansiedade” contou, ao JN, Fidalgo de Oliveira, Comandante da Capitania local.

A vítima Rodrigo Carballo, de 36 anos, foi socorrido por uma equipa do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) sendo transportado para o Hospital Distrital da cidade.
Segundo fonte hospitalar, ao JN, o espanhol “não corre perigo de vida”, permanecendo, contudo, na unidade hospitalar para observação.

Segundo o comandante da Capitania, Fidalgo de Oliveira, os trabalhos de resgate de Rodrigo Carballo foram dificultados pelo estado do mar sendo que a evacuação do doente aconteceu já no porto da Figueira da Foz, onde o aguardava uma equipa do INEM.

A situação “inédita” na cidade da praia da Claridade é “cada vez mais frequente pelo país”. “Na Figueira foi a primeira vez que registámos um caso destes mas os portos nacionais são cada vez mais solicitados para este tipo de situações” referiu Fidalgo de Oliveira.
O “Madroa” já largou o porto local a caminho da Mauritânia, onde irá permanecer dez meses. O pescador espanhol vai regressar a casa quando receber alta hospitalar.

Muro cai e deixa casas em risco

A queda de um muro junto à rotunda da Rua Dr.ª Cristina Torres, na passada sexta-feira, está a causar "preocupação" e "medo" junto dos residentes de duas habitações no Bairro Monsenhor Palrinhas, Figueira da Foz. Tudo porque o referido muro suporta as terras onde estão alicerçadas as duas casas.

A derrocada aconteceu devido às fortes chuvas que se abateram na última sexta-feira. A autarquia foi mesmo obrigada a encerrar aquela rua ao trânsito, situação que ainda se verifica.

Os trabalhos de remoção do antigo muro e construção de um novo começaram ontem, pela mão da autarquia, contudo persiste o "medo" de que novas chuvas possam cair e provocar um novo aluimento das terras. Um dos residentes, João Oliveira, de 53 anos, reformado por invalidez, divide a pequena casa com a sua esposa, Maria Rodrigues, empregada doméstica, e não esconde "o receio de novos desabamentos". "Tenho medo que isto (a casa) possa ir por aí abaixo, se regressarem as chuvas" disse ao JN.

Na noite da derrocada o casal foi obrigado a passar a dormir num hotel da cidade por "precaução", embora os técnicos camarários considerassem que não existia perigo da habitação ruir. Os populares não partilham da mesma ideia e mesmo depois do início dos trabalhos de recuperação do muro o cepticismo persiste.

João Oliveira tem medo de viver na sua casa. "Queremos que nos sejam dadas todas as garantias de segurança".
Por seu lado, o delegado municipal de Protecção Civil, Lídio Lopes, garantiu, ao Jornal de Notícias, que todas as condições de segurança "estão acauteladas". "Vamos executar a obra o mais rápido possível e as condições de segurança da habitação estão garantidas", disse Lídio Lopes.

segunda-feira, outubro 27, 2003

Rita Marques segue em frente na Operação Triunfo

Rita Marques, a jovem figueirense que participa no programa da RTP1, Operação Triunfo 2 (OT), vai continuar na escola de música da OT. A noite era de gala e acabou por se transformar de festa, quando algumas dezenas de familiares, amigos e apoiantes, celebraram, este domingo, a continuidade da jovem figueirense naquele programa televisivo.

A Assembleia figueirense foi o local escolhido para assistir à transmissão, em directo, do programa da RTP e desde cedo o optimismo reinava. “Estamos confiantes” dizia João Marques, irmão de Rita.

Carlos Ruivo era um tio “babado” e com o seu chapéu original apoiava como podia a sua sobrinha. Para a avó, Maria Lucília a jovem Rita “já é uma vencedora”, independentemente do futuro.

Confiante, Rita Marques interpretou “Bom Prazer”, de Sérgio Godinho, arrebatando a preferência do público com 54,7% dos votos de cerca de 70 mil votantes, garantindo assim a continuação no programa, pelo menos, por mais quinze dias.
A festa estava a começar com os “Forró de Cá” (banda onde é vocalista) e alguns elementos do “Orfeon de Coimbra” a darem o mote para uma longa noite de festa, onde não faltaram os comes e bebes.

Os amigos, vieram de todo o lado e não esconderam o orgulho na “vitória” da Rita. “Ela é espectacular” disse uma amiga de Rita Marques, recém licenciada em Engenharia.


Ginásio vai Antas "sacar" vitória frente ao FC Porto

No basquetebol, o Ginásio soma e segue na Liga Profissional de Basquetebol depois de, ontem, nas Antas, ter vencido o FC Porto por 83-88. Os pupilos de Orlando Simões mostram toda a garra frente aos Dragões e estiveram imparáveis na concretização.

O técnico ginasista disse, esta manhã, à Maiorca FM que foi uma “vitória difícil”. “Foi uma vitória difícil frente a um candidato ao título, mas o Ginásio foi a melhor equipa e venceu”, afirmou Orlando Simões.

Em cinco partidas, os ginasistas apenas registaram duas derrotas estando agora no grupo dos segundos na Liga com 60% de vitórias.
A equipa já pensa no próximo encontro com a Oliveirense, mas uma deslocação “difícil” a Oliveira de Azeméis.

Naval vence Penafiel e continua na linha de subida

A Naval 1º de Maio venceu o Penafiel por 1-0 e mantém-se no segundo posto da Liga de Honra, na presente temporada. Perante cerca de 800 espectadores, a turma orientada por Tony Oliveira recebeu no municipal Bento Pessoa, a equipa nortenha em jogo da jornada 9 do campeonato. Um golo bastou para que os navalistas conquistassem os três pontos com Bahá a marcar, de cabeça, aos 84 minutos.

Na sala de imprensa as opiniões diferentes. Em substituição de Tony, o capitão Fernando considerou o resultado justo para os figueirenses, apesar da “vitória suada”. Os três pontos foram obtidos nos minutos finais da partida, num terreno em péssimo estado, devido à forte chuva que se abateu ao longo da tarde na Figueira da Foz.
A Naval conserva a segunda posição da Liga de Honra, Fernando diz que “a equipa pensa domingo a domingo e que as contas são para fazer no fim”.

O treinador do Penafiel, o brasileiro, Guto Ferreira referiu que “perder assim é doloroso”, tendo-se queixado das condições do relvado. “A Naval acabou por ter a sorte que falhou ao Penafiel” afirmou o técnico.
Os navalistas somam agora 18 pontos e mantém o segundo lugar. Na liderança continua o Estoril, agora, com 21 pontos. Na próxima jornada, a 10ª, a turma verde e branca da Figueira da Foz viaja até ao terreno do Varzim que actualmente tem os mesmos pontos que os navalistas.

Casa do Pessoal do Hospital mostra artes

Até à próxima quarta-feira a Casa do Pessoal do Hospital Distrital da Figueira da Foz (CPHDFF) tem patente na Assembleia Figueirense a “I mostra de Artes” daquela associação. No total são 300 os trabalhos que ali poderão ser vistos, entre arraiolos, barro, bordados, pintura, porcelanas e outros, peças de 26 artistas todos funcionários no activo ou aposentados do hospital figueirense.

O presidente da Casa do Pessoal, Celso Morais disse, à Maiorca FM, que esta iniciativa “revela que na saúde também existe arte e que o pessoal da saúde também trata de si”. “Não tratamos só dos outros, nos nossos tempos livres dedicamo-nos também a cuidar de nós e esta é uma forma de o fazer” frisou.

Esta primeira mostra coincide com o lançamento do segundo exemplar da revista da CPHDFF, uma publicação que pretende “aproximar a comunidade hospitalar à comunidade figueirense”.

Fundada em 1976, a CPHDFF tem desenvolvido, ao longo dos anos, várias iniciativas de caracter desportivo e cultural sempre visando o entretenimento e o bem-estar dos seus associados. Já no próximo dia 15 de novembro vai realizar, na sede da Sociedade Filarmónica Figueirense, uma noite de fados com alguns artistas de renome.

sábado, outubro 25, 2003

PJ deteve traficantes

A Directoria de Coimbra da Polícia Judiciária (PJ), deteve esta sexta-feira três homens e duas mulheres indiciados pela prática do crime de tráfico de estupefacientes. Os presumíveis traficantes, com idades compreendidas entre os 25 e os 43 anos, residiam nos concelhos de Coimbra e Figueira da Foz, sendo a área entre as duas cidades o “cenário” de operações.

A PJ apreendeu heroína suficiente quatro mil doses individuais, haxixe, diversos automóveis e uma moto de alta cilindrada.Os cinco detidos foram presentes a um primeiro interrogatório judicial tendo sido aplicadas medidas de coacção de prisão preventiva a três dos elementos do grupo.
Os outros dois vão aguardar julgamento, um em prisão domiciliária, estando o cinco elemento obrigado a apresentações periódicas no Tribunal.

Comissão anti-aterro de Maiorca irritada com ministro

A Comissão Anti-aterro de Maiorca pondera apresentar uma queixa contra o Estado português junto do Tribunal Europeu (TE) "se permanecer o silêncio" do ministro do Ambiente, Amílcar Theias, sobre o caso do depósito ilegal de pneus no local onde está prevista a instalação do aterro de resíduos industriais banais em Maiorca.

Num encontro, em Junho, com o tutelar da pasta do Ambiente, a Comissão entregou ao governante o "dossiê Maiorca", no qual alertavam para "centenas de pneus enterrados" na área do aterro. "O silêncio do ministro revela que não está preocupado com o assunto" disse, irritado, José Ligeiro, presidente da Comissão e da Junta de Freguesia local.

Sustentando que "o povo só avança com formas de luta quando é obrigado", o autarca parece dar a entender que "este poderá ser o caso". "A decisão de apresentarmos a queixa está por dias, já que o ministro do Ambiente não está a corresponder às nossas expectativas", frisou, ao JN, José Ligeiro, relembrando "o interesse manifestado anteriormente" por Amílcar Theias em resolver a questão que já levou diversas entidades com responsabilidades ambientais a visitar o local.

Recentemente, técnicos da Direcção Regional do Ambiente e Ordenamento do Território (DRAOT), elementos do Departamento de Poder Local e Ambiente da Assembleia da República (AR), deputados e diversos autarcas estiveram em Maiorca e comprovaram o depósito de pneus. "Há fotos que comprovam esse depósito ilegal de pneus. O Estado não está a zelar pelo cumprimento da legislação comunitária relativa ao depósito de pneus em aterros", sustentou o autarca de Maiorca, que promete que "a população do Baixo Mondego não baixará os braços até ver definitivamente esta questão resolvida".

Entretanto, o Tribunal Judicial da Figueira da Foz não deu provimento à providência cautelar interposta pela Comissão contra o consórcio "TratoFoz", empresa que trabalhava na construção do aterro de Maiorca.

sexta-feira, outubro 24, 2003

Socialistas querem saber "o ponto de situação" do PDM

Os vereadores do Partido Socialista (PS) na Câmara Municipal da Figueira da Foz querem saber em que estado está a revisão do Plano Director Municipal (PDM). Durante a última sessão do executivo camarário, a vereadora Natércia Crisanto mostrou alguma “preocupação” quanto ao assunto e afirmou que “gostaria saber o ponto da situação”.

“Sugiro que faça uma reunião com toda a vereação para que divulgue o ponto da situação em relação à revisão do PDM”, disse a socialista a Duarte Silva.

Segundo o presidente a autarquia “está à espera de uma resposta” da Direcção Regional Ambiente e Ordenamento do Território (DRAOT) sobre quem são as entidades que irão reunir com a edilidade figueirense.

“Essas entidades deverão reunir com a comissão de acompanhamento do PDM e, posteriormente, será realizada uma apresentação ao executivo municipal”, respondeu o autarca da maioria PSD.

Protocolo prevê recuperação do salgado figueirense

A Câmara Municipal da Figueira da Foz (CMFF) e a Universidade de Coimbra vão assinar um protocolo com o objectivo de realizar um estudo de ordenamento da zona do salgado afim de fazer um aproveitamento turístico e cultural do salgado figueirense.

O presidente da autarquia, Duarte Silva revelou que o estudo irá abranger a zona das salinas, o Moinho das Marés e ainda a casa onde permaneceu o duque de Wellington aquando da estada na Figueira da Foz.

Segundo o autarca para pôr em marcha as acções previstas no protocolo será feita uma candidatura a fundos comunitários, sendo que os trabalhos só deverá começar quando for aprovada a candidatura aos fundos comunitários. O estudo de ordenamento daquela área poderá “custar 45 mil euros”, segundo adiantou Duarte Silva.

O autarca revelou também que a Câmara Municipal analisar a possibilidade de fazer parte da associação que há mandou fazer uma réplica de um batel de sal em Aveiro, mas para já Duarte Silva relembra que as prioridades da autarquia passam por concluir os projectos em marchas casos do Museu do Sal e a recuperação da Salina do Corredor da Cobra, obras que através do programa ALAS receberam dinheiro da Comunidade Europeia.

Entretanto na próxima semana a Figueira da Foz, mais concretamente o Cabo Mondego, receberá a visita de dois docentes da área da Geologia da Universidade de Coimbra. O objectivo passa pela, eventual, instalação de um pólo de investigação nas instalações do farol do Cabo Mondego. A iniciativa tem o consentimento da Armada portuguesa, uma vez que esta “não tem dinheiro para manter” aquele tipo de equipamentos.

Duarte Silva "insatisfeito" com PIDDAC

“O distrito de Coimbra foi bastante penalizado com a diminuição na atribuição de verbas do Plano de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC)”. A afirmação de presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Duarte Silva, revela o “descontentamento” do autarca face à verba destinada ao Distrito e à Figueira da Foz.

As verbas do PIDDAC emagreceram em 20% face a 2003 no distrito de Coimbra e num total de mais 170 milhões de euros para o distrito, a Figueira da Foz acaba por ser o segundo concelho que mais verbas recebe, perto de 6 milhões de euros.

O edil figueirense não quis tecer comentários sobre a reunião de ontem, em Lisboa, dos autarcas PSD da região centro com o Grupo Parlamentar dos sociais-democratas sobre o PIDDAC para o distrito de Coimbra, no entanto, de uma coisa Duarte Silva tem a certeza: “As verbas para a Figueira da Foz não são satisfatórias”. Contudo, Duarte Silva disse compreender os “constrangimentos” orçamentais a que as autarquias estão sujeitas.

Uma das obras que poderá ser afectada com a redução orçamental do PIDDAC é o prolongamento do molhe norte, uma obra “indispensável para o melhoramento da acessibilidade marítima” ao porto figueirense. Duarte Silva, confiante, acredita que a obra possa ser lançada em 2005, uma vez que “devido aos sucessivos atrasos, inexplicáveis, dos anteriores Governos, ainda não é desta que a obra avança”.

Quanto à tão desejada Variante do Galo d´Ouro, em Tavarede, contemplada com apenas 50 mil euros, Duarte Silva acredita que a obra “comece ainda em 2004”. “A obra vai ser lançada no próximo ano, sem dúvida” garantiu Duarte Silva.
De fora do PIDDAC deste ano ficam as obras na Ponte dos Arcos e o novo pavilhão do Hospital Distrital da Figueira da Foz.

Bonecas desmistificam tratamentos hospitalares

Numa iniciativa pioneira no país, o Kiwanis Clube da Figueira da Foz (KCFF) vai distribuir, dentro de pouco tempo e gratuitamente, diversas bonecas pelos hospitais e centros de saúde da região, com o objectivo "facilitar o diálogo clínico entre as crianças emédicos". A ideia é desmistificar o medo que alguns petizes ainda guardam ao homem de bata branca. E de alguns tratamentos.

O método é simples. A "Boneca Kiwanis", que não é mais do que uma "velha" boneca de trapos em algodão, servirá como veículo de "transferência" da dor da criança para o brinquedo, bem como para a exemplificação do tratamento a fazer pelo médico", explicou, ao JN, Jorge Lopes, presidente do Kiwanis Clube da Figueira da Foz.

"Esta nova forma de chegar às crianças doentes e carenciadas tem obtido excelentes resultados clínicos pelo mundo" argumentou aquele responsáve, acrescentando que "o brinquedo pretende ajudar a passar o tempo de internamento hospitalar".
Segundo o JN conseguiu apurar, numa primeira fase, serão entregues cerca de 500 bonecas por todos os hospitais e centros de saúde da região.

quinta-feira, outubro 23, 2003

Administração hospitalar acusada de “narcisista”

O Sindicato da Função Pública do Centro (SFPC) condenou, ontem, a falta de diálogo por parte da Administração do Hospital Distrital da Figueira da Foz S.A. (HDFF) com a estrutura sindical. Depois de “cerca de seis meses” a aguardar para serem recebidos por elementos do Conselho de Administração do HDFF, o sindicato “ficou farto de esperar” e promoveu uma acção junto do portão principal da unidade de saúde afim de manifestar o “repudio total” perante tal posição hospitalar. “È uma atitude e uma postura narcisista por parte da Administração do hospital” acusou, ao JN, Marly Antunes do SFPC garantindo que “não houve resposta a todos os ofícios enviados nos últimos seis meses”.

A sindicalista lembra que quando a nova administração do HDFF tomou posse “recebeu prontamente o sindicato”, mas que agora “para falar de problemas dos trabalhadores não encontram disponibilidade para o diálogo”. “Lamentamos estar aqui à porta e não lá dentro a defender questões para o melhor funcionamento da instituição tanto para os trabalhadores como para os utentes” referiu a sindicalista.

Vítor Morais, vogal executivo da Administração do HDFF, admitiu ter conhecimento do pedido reuniões pelo sindicato, contudo, justifica a falta de diálogo pela “indisponibilidade de tempo” por parte da Administração. “Logo que possível iremos reunir com os elementos do sindicato” garantiu, ao JN, Vítor Morais que não quis comentar a acusação do sindicato de narcisismo.

Golfe volta à estaca zero

O Instituto de Conservação da Natureza (ICN) poderá rever todas as decisões anteriores tomadas relacionadas com o “chumbo” do campo de golfe previsto para a Lagoa da Vela, na freguesia do Bom Sucesso, Figueira da Foz. A revelação foi feita ontem, no decorrer da reunião do executivo camarário, pelo presidente Duarte Silva que adiantou que “a autarquia solicitou ao ICN a reapreciação de todo o projecto”. “O ICN entendeu que as decisões anteriores poderiam ser revistas. Quase diria que o processo está de novo a reiniciar-se” disse o autarca.

Na base desta decisão poderá estar a “falta de um estudo de impacte ambiental”. “Na altura alguém entendeu que não era necessário esse estudo” afirmou Duarte Silva garantindo que neste momento “o estudo está a ser feito pelo promotor que depois será analisado pelas autoridades competentes”.

Os vereadores socialistas mostraram alguma “preocupação” face a um processo “já com barbas” e que é considerado como uma importante “infra-estrutura turística para o concelho”. “Gostaria que este processo fosse o mais transparente e participado possível” apelou o socialista Rui Carvalheiro, questionando se aquela “é a única localização” para o Golfe, uma vez que aquele local foi chumbado pelo Ministério do Ambiente por fazer parte da Rede Natura 2000.

Os socialistas não querem que a decisão do ICN possa “esbarrar em mais uma luta dos ambientalistas na praça pública”. “Não estou a ver os ambientalistas a mudar de opinião em relação às posições tomadas anteriormente” disse Rui Carvalheiro.

Considerando que este é projecto essencial para o desenvolvimento sustentado da Figueira ao nível turístico e económico, Duarte Silva sustenta que o golfe “é um projecto amigo do ambiente” e que trará benefícios também na “requalificação da zona envolvente”. Quanto à localização, o autarca frisou que o promotor apenas está disponível para o projecto se o mesmo for realizado naquele local.

Em declarações, ontem, à Maiorca FM, José Luís Ribeiro, vice-presidente da associação ambientalista Pró-Fauna, afirmou que o ICN terá que "ser transparente em todo o processo e ter em conta que aquela área está inserida na Rede Natura 2000, protegida por directivas da Comunidade Europeia". "É preciso transparência para que sejam evitadas mais queixas contra o Estado português, tanto nos tribunais nacionais como internacionais", disse o ambientalista.

Na altura o projecto do golfe previsto para a Lagoa da Vela, freguesia do Bom Sucesso, foi chumbado pelo, então, Ministro do Ambiente, José Sócrates, devido à sua localização, em terrenos inseridos na Rede Natura 2000.
Recentemente numa visita à Figueira da Foz o ex-governante “estranhou” a possibilidade, agora confirmada, de que o ICN pudesse mudar de opinião. “Bati-me politicamente para defender um parecer do ICN e agora pretendem mudar de opinião. Isso é estranho” disse na altura, aos jornalistas, o ex-ministro do Ambiente, de António Guterres.

terça-feira, outubro 21, 2003

Filarmónica Dez de Agosto continua “Teimosa”

Fundada a 10 de Agosto de 1880, a Sociedade Filarmónica Dez de Agosto, começou por ser conhecida como “Filarmónica Dez de Agosto de 1880”. Em 1908, numa actuação da banda no Convento da Batalha, El-Rei D. Carlos I atribuiu à colectividade o título honorífico de “Real Filarmónica Dez de Agosto”, mas um das mais emblemáticas agremiações só conheceria o nome “final” anos depois.

Pela sua postura e trabalho em prol da preservação da cultura figueirense, a Dez de Agosto é “carinhosamente” conhecida como “A Teimosa”. Porquê? “A teimosia de alguns associados e dirigentes em ultrapassar os obstáculos foi maior do que qualquer crise no percurso da colectividade” contou, ao JN, Susana Sousa, a presidente da Dez de Agosto.

A história desta centenária colectividade está intimamente liga à vida da cidade e do concelho figueirense. Nos anais da história da associação contam-se centenas de concertos, touradas e procissões por todo o país. Um dos momentos importante, na vida da “Teimosa” foi na inauguração do Grande Hotel da Figueira.

A banda filarmónica, a escola de música e o teatro fazem parte da “intimidade” dos “teimosos” (entenda-se sócios) da Dez de Agosto. Ainda hoje a cultura popular está “bem viva” na colectividade com a realização dos Autos Pastoris, do Auto dos Reis Magos, o Enterro do Bacalhau e a Serração da Velha.

Pelo palco da “teimosa” passaram nomes que marcaram o panorama cinematográfico e teatral do país. A figueirense Maria Olguim foi um desses nomes. Quem não se lembra de filmes como "Ala Arriba", "O Costa do Castelo", em 1943; "O Leão da Estrela", "O Grande Elias", ou "A Menina da Rádio"? estes, foram alguns dos cerca de 50 filmes em que a actriz participou.
Maria Olguim pisou o primeiro palco na “Teimosa”. “É um grande motivo de orgulho para nós”, afirmou Susana Sousa lamentando, no entanto, “o esquecimento” a que foi, entretanto, vetada a actriz figueirense.

Como a maioria das colectividades do país, a Dez de Agosto também sofre com a falta de juventude. “É um facto que qualquer colectividade urbana tem falta de jovens”, sustenta Susana Sousa que atribuiu esse factor à “variada oferta de diversão nas cidade”. Fazendo jus ao nome, a “Teimosa” prepara-se para encarar o futuro com alguns projecto “ambiciosos”. “Vamos assinar protocolos de ligação à Internet e aderimos à onda do Karaoke. São formas de cativar os jovens”, justifica a presidente da colectividade, revelando ainda que “é uma prioridade” obter o estatuto de utilidade pública.

Também os subsídios oficiais são “insuficientes” para encarar o futuro com mais optimismo. “Há uma injustiça terrível na atribuição de subsídios. Existem colectividades que não passam de meros locais para jogos de cartas”, afirma Susana Sousa defendendo “uma fiscalização da autarquia antes de atribuírem os apoios às colectividades”.

Para a presidente da Dez de Agosto é “essencial” que os apoios sejam maiores, uma vez que “na maior parte das situações, as colectividades substituem o Estado na educação e na formação dos jovens”.



Perfil presidente:

Susana Sousa
Organizadora de programas de lazer

Susana Sousa, 30 anos, organizadora de programas de lazer, é a actual presidente da Dez de Agosto. Entrou para o mundo do associativismo com apenas 6 anos de idade e desde então a “paixão e o bichinho” nunca mais a largaram.
Em 2001 chegou à presidente da “Teimosa” cargo que ocupa há dois mandatos, embora não tencione candidatar-se a mais nenhum sufrágio. Nasceu no seio de uma família de associativistas e “por arrasto” esteve sempre ligada à Dez de Agosto. “Como bairrista que sou, fiquei pela colectividade do meu bairro”, afirma.

PIDDAC dá apenas 50 mil euros à variante do Galo d´Ouro

Em 2004 o Plano de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) ficou mais magro para o Distrito de Coimbra em cerca de 20%, face a 2003. Num total de mais 170 milhões de euros para o distrito, a Figueira da Foz é o segundo concelho que mais verbas recebe, obtendo perto de 6 milhões.

Contudo, as verbas deste PIDDAC são contestado pelos socialistas da região centro. O presidente da Federação Distrital do PS, Victor Baptista mostrou-se “surpreso” com a verba atríbuida à Variante do Galo d´Ouro, em Tavarede (50 mil euros). “Essa verba não dá para o projecto, nem sequer para as expropriações” afirmou Victor Baptista.

O responsável socialista acusou ainda o PSD de “nada ter feito nada na Variante de Tavarede”, um ano depois da proposta social-democrata na Assembleia da República. “É o reflexo do que estão (PSD) a fazer no concelho, na região e no país” disse o socialista.

Ginásio abre Sala museu ao público

A partir da próxima quinta-feira a sala museu do Ginásio Clube Figueirense vai estar aberta à comunidade, especialmente à escolar que “diariamente e a qualquer hora” pode visitar o espaço desde que previamente marcado. Inaugurado no passado mês de Maio pelo presidente da República, Jorge Sampaio, o arquivo histórico e a sala-museu Pedro Augusto Ferreira representam um investimento na ordem dos 150 mil euros, 60% dos quais pagos pelo clube.

Para Joaquim de Sousa, o coordenador do projecto, o espólio do Ginásio serve como “complemento” ao arquivo municipal. A criação da sala-museu foi, segundo Joaquim de Sousa, “o fruto de um árduo trabalho do clube” com Elísio Godinho a ser o “principal alimentador” de todo o espólio que hoje é possível encontrar na sala museu do ginásio.
Agora é intenção do clube aumentar as instalações numa varanda contígua à sala-museu, onde poderá nascer a sala José Cordeiro de Matos que servirá para expor algum do material desportivo afim de dar ideia da evolução dos equipamentos e materiais usados há 70/ 80 anos.

A riqueza do espólio do Ginásio já foi objecto de estudos académicos e de uma tese de doutoramento e serviu à elaboração do livro dos CTT sobre o ciclismo em Portugal. O vereador do Desporto e Colectividades, Martins de Oliveira considera que se está perante "uma espólio riquíssimo” válido para os figueirenses e para quem visita a Figueira da Foz.
Entretanto, José Sopas foi, agora, nomeado para coordenar a sala-museu. Aquele responsável refere que entre taças, documentos e fotografias existem cerca de 6 mil peças. “É um espólio que representa a história do ginásio e da cidade da Figueira da Foz” disse o responsável.
Para os alunos, a visita é gratuita. Já os sócios do clube tem de pagar um euro. Dois euros é quanto custa a entrada caso não seja sócio do Ginásio.

segunda-feira, outubro 20, 2003

Discurso causa polémica no PS local

A tomada de posse de Vítor Cunha como presidente da Comissão Política Concelhia do PS gerou polémica e mal-estar junto de alguns militantes que fizeram parte das outras duas listas que se apresentaram ao sufrágio do passado dia 11. Quando se pensava que Vítor Cunha iria seguir a linha de união, aliás repto lançado pelo presidente da Federação Distrital do PS Victor Baptista, heis que o líder concelhio lançou uma série de questões que irritaram até os mais calmos.

Vítor Cunha perante uma sala cheia perguntou aos presentes: “O presidente não é o mesmo? A CPC não seria igual ou idêntica à que tomou hoje posse? Os programas não são semelhantes?” questionou o líder concelhio.
Vítor Cunha perguntou ainda se “Os vereadores teriam necessidade de passar por uma situação que em nada os dignificou externamente? Não foram todos convidados por mim para integrarem uma lista unitária?”. Face às questões que levantou Vítor Cunha acabou por considerar que “O aparecimento de três listas foi mais favorável ao PSD do que ao PS”.

A polémica e a discórdia estavam instaladas com António Paredes e Carlos Monteiro a revelaram a sua indignação perante o discurso de tomada de posse. Em declarações à Maiorca FM, António Paredes considerou o discurso de Vítor Cunha como “um desastre político”. “Espera que este seja um caso isolado e pontual do presidente da concelhia” disse António Paredes.

Por seu lado Carlos Monteiro, em tom irónico, referiu que “provavelmente Vítor Cunha não queria dizer o que disse”. “O presidente deveria era elogiar os vereadores socialistas em vez de os atacar” disse Carlos Monteiro defendendo que perante a Comunicação social “as pessoas não devem dizer aquilo que pensam, mas sim aquilo que deve ser dito”.

O presidente da concelhia desvalorizou o tom crítico com que foi encarado o seu discurso e voltou a reafirmar que por vezes “foram ultrapassados alguns limites”. Vítor Cunha desvalorizou as críticas e garantiu, aos jornalistas que e não irá ter problemas na gestão da Comissão Política Concelhia do PS.
A nova concelhia socialista é composta por 21 elementos da lista de Vítor Cunha, 17 da de António Paredes e cinco da de Carlos Monteiro.

Sede da Assembleia Figueirense "imóvel de interesse municipal"

O IPPAR anunciou recentemente a classificação de vários edifícios da Figueira da Foz como “Imóveis de Interesse Municipal”. Um desses edifícios foi a sede da Assembleia Figueirense (AF) o que deixou “satisfeita” a Direcção de uma das mais antigas colectividades do concelho figueirense. “Esta classificação permite olhar para o futuro com mais optimismo e pensar na realização de novas iniciativas para o local” afirmou Mota Cardoso, presidente da AF.

A sede da Assembleia Figueirense foi alvo de intervenção entre 1981 e 1985, uma vez que o edifício se encontrava “extremamente degradado e ameaçando ruir”. “Com muito esforço, persistência e imaginação as diferentes direcções da Assembleia foram restaurando a sede da associação”, obras que ascendem aos 750 mil euros, 9% comparticipados pelo Estado e 2% pela autarquia municipal.

Com esta classificação, Mota Cardoso acredita que a Câmara Municipal possa dar mais apoios financeiros que “permitam completar e consolidar o restauro do edifício”.

SIT comemora centenário ao longo de 2004

A partir do próximo mês de Janeiro, a Sociedade Instrução Tavaredense (SIT) vai começar a comemorar o centenário da colectividade com iniciativas que vão desde ao teatro, palestras, exposições, música, o lançamento do livro do centenário, actividades que se irão prolongar durante todo o ano de 2004.
O programa do centenário começou a ser preparado há dois anos e segundo Ilda Simões, da SIT é “rico culturalmente” e acima de tudo “ambicioso”. “Esperamos que a cidade saiba responder“ afirmou Ilda Simões da SIT.

Para já os apoios financeiros são a grande dor de cabeça para a comissão que prepara o programa do centenário que, contudo, se mostra “confiante” na ajuda de empresas e da autarquia. Confrontada com um cenário de “apertar o cinto”, a SIT promete “não comprometer” as celebrações do Centenário da colectividade, pelo que tem realizado iniciativas para angariação de fundos junto da comunidade tavaredense e não só.

Dos primeiros dois meses de celebrações o destaque recai no espectáculo de gala “Marcha do Centenário”, a realizar no dia 17 e que envolve mais de 40 pessoas. “Marcha do Centenário” é uma forma de homenagear José Ribeiro, num espectáculo baseado em textos de algumas peças representadas na colectividade.
Para além deste espectáculo, a SIT irá estrear uma outra peça, no mês de Março e durante Maio e Junho está prevista a representação de teatro de rua. Para finalizar o ano de comemorações a colectividade prepara já para Dezembro teatro infantil, um espectáculo “de crianças para crianças”.

Já em Janeiro, no dia 18, a colectividade fará o lançamento do livro do centenário, coordenado por José Bernardes e que conta com cerca de 250 páginas e 180 fotografias.


sexta-feira, outubro 17, 2003

Sociedade Filarmónica Figueirense: Escola de virtudes

Fundada em 5 de Julho de 1842, a Sociedade Filarmónica Figueirense nasceu com o intuito de ensinar a música, o teatro, mas também a ler e a escrever. Inspirado por D. Maria II, conhecida como “a educadora”, o fundador João José da Costa deu início à “humanização e alfabetização” de muitos figueirenses. “Como nesse tempo não haviam locais de convívio aqui nasceu um espaço de reunião e uma escola de virtudes. Aqui praticava-se a alfabetização e a humanização das pessoas”, explicou, ao JN, o presidente da Direcção da Figueirense, Eugénio Ferreira.

É uma das colectividades musicais mais antigas do país, e conta com cerca de 400 sócios, estando a sua filarmónica ligada a inaugurações importantes da cidade. A sua ligação à arte dos sons faz com que a colectividade guarde um dos mais importantes espólios musicais locais - o arquivo do maestro Herculano Rocha, patente na sua sala-museu.
Para além da música, o teatro pagão sempre foi “a menina dos olhos” da colectividade. A tradição dos Autos Pastoris e Reis Magos servem de fundo à história teatral da colectividade.

A vida da colectividade esteve ligada às lutas progressistas, no século XIX. Quanto, entre 1850 e 1900, regeneradores e progressistas provocaram a “cisão” entre os elementos da Figueirense temeu-se pelo fim da mais velha associação do concelho da Figueira da Foz. “Nessa altura a existência da Figueirense esteve em causa, mas um grupo de homens e o aparecimento de novos músicos e actores devolveu a colectividade aos tempos de fulgor”, conta Eugénio Ferreira.

Ultrapassadas as questões políticas, a colectividade voltou a passar por tempo de crise com um incêndio da década de 80 e que praticamente devastou toda a sede da Figueirense. “A lareira do restaurante que existia nos rés do chão pôs fogo ao nosso palco e a tragédia foi inevitável”, revela o presidente da colectividade.
Os estragos “volumosos” e o “desinteresse” por parte de alguns sócios fez com que o teatro acabasse, tendo a Figueirense vivido novos dias “de vazio cultural”.

Quando se fala no futuro, um sorriso é esboçado pelo presidente da Figueirense. “O futuro prevê-se risonho, apesar de algumas contrariedades”, desabafa Eugénio Ferreira.
E tem razões para tanto optimismo. Após 20 anos, de interregno o grupo cénico de teatro foi reactivado pelas mãos de Emílio Andrade, a escola de música “vai de vento em pompa” com 12 alunos, a Banda da Filarmónica conta com 40 elementos e o grupo cénico conta com 35 elementos, “todos amadores”. “Trabalhamos com um grupo de pessoas todas actores amadores, mas muito responsáveis no seu trabalho”, contou, ao JN, Emílio Andrade.

No entanto, um factor há que preocupa a actual Direcção: a falta de juventude. “Hoje em dia há outros divertimentos que afastam os jovens do associativismo”, disse, com tristeza, Eugénio Ferreira.
Também a nível financeiro existem algumas “reservas”, uma vez que o apoio da autarquia figueirense foi reduzido, em 25%, a todas as colectividades em 2003. “Lamento esse corte, porque deveríamos ser mais reconhecidos, já que em muitos aspectos substituímos o papel do Estado, na educação e socialização das crianças e de adultos”, sustenta o dirigente associativo.


Perfil presidente da associação:

Nome : Eugénio Ferreira
Idade: 67 anos
Profissão: Capitão Força Área na reforma
Natural: Lisboa
Hobbies: teatro, leitura, música

Nasceu em Lisboa “por acaso” e desde cedo revelou interesse pelo associativismo. Aos 12 anos de idade, Eugénio Ferreira ingressou no Sporting Clube Figueirense como atleta, tendo em 1984 assumido o primeiro cargo de dirigente associativo. Chegou à Sociedade Filarmónica Figueirense em 1997, integrando o núcleo duro que “devolveu a colectividade à vida”. “Abracei este projecto que considero arrojado e ambicioso”, contou, ao JN.

Há seis meses à frente dos destinos da Figueirense, Eugénio Ferreira elege como prioridade para o seu mandato as obras no chão e no palco da colectividade. “São obras necessárias de serem feitas, pois corremos o risco de dentro de dois anos não termos chão e o palco em péssimas condições”, afirma o dirigente.
Outro dos objectivos da colectividade é continuar a dar “o rumo certo” à escola de música, à banda filarmónica e o grupo cénico da colectividade.

Santos Rocha e João Bagão homenageados por antigos estudantes de Coimbra

A Associação dos Antigos Estudantes de Coimbra no Porto (AAEC) vai realizar este domingo, no auditório do Museu Municipal da Figueira, um sarau de homenagem, a título póstumo, a dois figueirenses e antigos estudantes de Coimbra. António dos Santos Rocha, arqueólogo e fundador do Museu Municipal e ainda João Bagão, compositor e guitarrista, autor das conhecidas toadas coimbrãs.

Em conversa com a Maiorca FM, Henrique Viana, presidente da AAEC salientou o papel importante de Santos Rocha no levantamento arqueológico, “até então ignorado na Figueira da Foz”.
Santos Rocha que viveu entre 1853 e 1910, foi “o motor de todo o processo de levantamento arqueológico da Figueira da Foz”, vendo reconhecido o seu empenho com a atribuição do seu nome ao Museu Municipal, que o próprio fundou.

João Bagão destacou-se como compositor e guitarrista, autor das conhecidas toadas coimbrãs. “Este figueirense foi determinante na canção de Coimbra, notável pela originalidade e inovação que trouxe à canção coimbrã” disse Henrique Viana.
O Sarau de homenagem vai contar com as presenças de Luís Goes e Augusto Camacho Vieira que, em Lisboa, participaram com João Bagão, na fase mais criativa de compositor.

O encontro anual de antigos estudantes de Coimbra é uma forma de “rever velhos amigos e companheiros”.
Do programa de domingo, com início para as 16h00, destaque para as actuações do Grupo de Coros Dramáticos e do Grupo de Fados “Coimbra Eterna”, ambos da Associação dos Antigos Estudantes de Coimbra.

Octogenário morre atropelado por amigo

Manuel Delgadinho de 83 anos de idade, faleceu na sequência de um atropelamento, ontem cerca das 19h00, na Rua Rancho das Cantarinhas, em Buarcos.

Tudo se terá passado quando o condutor do veículo ligeiro, um septuagenário com deficiência motora se encontrava “a estacionar o carro na garagem da sua casa” e atropelou mortalmente o amigo, Manuel Delgadinho, que o ajudava a efectuar a manobra. “Uma manobra desgovernada poderá ser a causa do acidente” disse, à Maiorca FM, fonte dos Bombeiros Municipais da cidade.

A Maiorca FM apurou ainda que o condutor do veículo em vez de meter a primeira mudança entrou a marcha-atrás. A vítima, Manuel Delgadinho, foi arrastada e ficou debaixo da viatura, tendo morte imediata.

quarta-feira, outubro 15, 2003

O afinador de pianos

Aos 71 anos de idade, Manuel dos Reis é um dos últimos afinadores de pianos do país. Nasceu na freguesia piscatória da Cova- Gala, na Figueira da Foz, corria o longínquo ano de 1932. Oriundo de uma família de pescadores do bacalhau, de parcos recursos económicos, cedo soube que a música era aquilo que desejada para a vida.

Aos cinco anos de idade, Manuel dos Reis já frequentava os bailes e arraias da freguesia, onde se mostrava interessado pelos instrumentos musicais. “Só queria estar ao pé das filarmónicas para observar e ouvir com atenção os instrumentos”, recorda, ao JN, o músico.
Mas tudo começou realmente quando, aos 10 anos de idade e através de um familiar, ingressou num colégio em Espinho, dando aqui os primeiros passos na música. “Comecei como toda a gente por aprender o solfejo, imprescindível para quem quer seguir a vida musical”, contou.

A “força” que sentia em perseguir o seu sonho não desmotivou, nem mesmo em 1944 com a II Guerra Mundial ou com a crise que se sentia em Portugal. “A música era o meu sonho e tinha que o levar até ao fim”, sustentou Manuel dos Reis.
Depois do exame de conservatório, aos 17 anos, o pianista regressa à cidade da praia da Claridade, ocupando-se a tocar piano nos restaurantes e cafés existentes na zona nobre. “Dantes todos os estabelecimentos em volta do Casino tinham música privada e eu tocava nesses sítios como forma de me sustentar”, relembra, com saudosismo.

Invisual de nascença, Manuel dos Reis vê apenas a 20%, mas nem assim deixou de lutar pelo seu desejo de tocar piano. Um sorriso natural é esboçado quando os seus dedos deslizam sobre as teclas de um piano. “Sinto a liberdade quando estou a tocar. É um sentimento indiscritível”, sustentou o septuagenário.

Em 1951, com apenas 19 anos de idade, tornou-se afinador, tendo sido contratado pelo Casino da Figueira onde prestou os seus serviços ao longo de três décadas. A partir dos anos 50 a fama de bom afinador espalhou-se pelo país e logo os melhores pianistas portugueses, e não só, bem como os conservatórios regionais o solicitaram para prestar assistência aos seus pianos.
Entre os nomes conhecidos para quem Manuel dos Reis trabalhou consta o malogrado pianista espanhol Chegundo Galarza, um dos mais conceituados tocadores de piano da altura. Hoje, aos 71 anos, o figueirense ainda trabalha com nomes sonantes do panorama nacional como Maria João Pires, António Vitorino de Almeida e José de Atalaia, colaborando ainda com os conservatórios de Castelo Branco e Covilhã.

Entre histórias engraçadas e períodos “menos bons”, Manuel dos Reis olha para o futuro da profissão com “bastante preocupação”. “Já não há muitos afinadores. Podem-se contar pelos dedos das duas mãos”, desabafa.
Os motivos para a extinção de afinadores do país prende-se, entre outros, com as novas tecnologias que “colocam em risco esta profissão”. “Os instrumentos electrónicos substituíram os tradicionais, uma vez que são mais transportáveis e baratos”, reflecte Manuel dos Reis.
Também a juventude aprece “andar arredada” da profissão de afinador de piano. “Estão mais preocupados com outros divertimentos” condena o pianista.
Manuel dos Reis ainda hoje continua a alegrar bailes e convívios. Nasceu com a música e quer morrer com ela. “Serei sempre fiel até ao fim ao sonho que toda a vida persegui”, afirma entre um sorriso.





Objectos indispensáveis na sua profissão:

1-Afinador

“Este é o utensílio mais importante em todo o processo de afinação”. De facto, o afinador tem como finalidade “testar” os sons pela afinação universal.
Tal como o Quilo, o Litro e o Metro, também a música tem uma medida padrão. “A afinação não deve ser feita de qualquer maneira” diz Manuel dos Reis, frisando que é um trabalho que necessita de “muita concentração e silêncio” para ser bem executada.

2-Diapasão

Este pequeno “instrumento” dá apenas uma nota (Lá) considerada o ponto padrão para a afinação de todo o piano. Um diapasão é composto por um total de 440 ciclos (vibrações). Nas décadas de 40 e 50, o diapasão antecedia o afinador.

3–Corda de Piano

Uma corda de piano poder ser de cobre ou de aço, sendo que o último é o material mais usual. O arame de cobre serve para enrolar em espiral à volta do arame de aço que é colocado na parte esquerda do piano, tornando as cordas mais grossas, denominadas bordões. “A corda de piano é a essência da música”, afirma Manuel dos Reis.

4- Chave de Afinar

A chave de afinar é introduzida na cravelha (peça em ferro). Com um boca octógona (8 lados), a chave depois de introduzida na cravelha permite enrolar a corda de piano esticando-a até dar o som desejado pelo afinador.

5– Separador de Cordas

Este objecto é, entre todos, o que mais destaque merece uma vez que cada afinador “cria” o seu próprio separador de cordas. Estes utensílios à afinação não se vendem em lojas mas são “fundamentais” na ajuda ao afinador.
O separador de Manuel dos Reis é construído com madeira e borracha (utilizada nas ponta e em forma de cunha).
Medidas: Largura: 1 cm quadrado. Comprimento: 15 cm de comprimento.
“É imprescindível pois cada tecla tem três cordas iguais e com este instrumento conseguimos abafar o som de duas das cordas e assim ter apenas obter o som da corda que queremos afinar”, explicou Manuel dos Reis.

Escolhas de Paiva Monteiro deixam bombeiros "descontentes"

O ministro da Administração Interna apresenta hoje, no Parlamento, o “Livro Branco” sobre a época dos fogos florestais, que este ano destruíram mais de 410 mil hectares, provocaram 20 mortos e levaram à detenção de 92 suspeitos.
Hoje, ainda, Figueiredo Lopes deverá dar posse aos novos dirigentes do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) e anuncia o substituto do coordenador operacional, Gil Martins, demitido esta segunda-feira.

No entanto a tomada de posse deverá ficar marcada pela polémica já que Duarte Caldeira, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), será o único representante da instituição na tomada de posse da nova Direcção do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC).

Os bombeiros mostram-se “descontentes” pelo facto de o major-general Paiva Monteiro ter escolhido três militares para o coadjuvarem.
Também o coordenador do Serviço Municipal de Protecção Civil da Figueira da Foz levanta “reservas” a esta decisão de Paiva Monteiro. Lídio Lopes diz que o aparelho militar “não deve prioritariamente resolver os problemas da Protecção Civil”. “Uma organização de Protecção Civil deve reflectir o empenhamento civil na protecção da sociedade” referiu, à Maiorca FM, Lídio Lopes.


Séniores voltam à escola

A Universidade Sénior da Figueira da Foz (USFF) dá esta quarta-feira o pontapé de saída para o novo ano lectivo. Sem contestação às propinas, sem cunhas de acesso ao ensino superior, a Universidade Sénior está pelo terceiro ano consecutivo, nas instalações da Universidade Católica – Pólo da Figueira, onde serão cerca de 100 alunos que este ano vão frequentar as várias áreas.

A organização da USFF é da responsabilidade da Associação Viver em Alegria (AVA), em parceira com o Lions Clube da Figueira e a Universidade Católica.

No novo ano, os cursos a leccionar serão das áreas das Ciências Sociais, nas Artes e na Área de Línguas e segundo Natércia Crisanto, presidente da AVA, a novidade prende-se com o alargamento dos cursos a dois anos da duração. “As inscrições são semestrais, mas quem quiser ficar com o curso completo terá que concluir os dois anos” referiu aquela responsável.

Para além dos cursos, a Universidade Sénior terá muitas actividades extracurriculares, como viagens de estudo, conferências, jantares- debate, entre outras com o objectivo de proporcionar uma “aprendizagem continuada”, bem como pelo “combate à solidão”. “Nos tempos que correm a solidão é um flagelo da nossa sociedade, por isso a universidade pretende também de alguma forma preencher o tempo livre das pessoas mais idosas e não só” afirmou Natércia Crisanto.

terça-feira, outubro 14, 2003

Tasquinhas são sucesso em Borda do Campo

A “IV Feira Gastronómica e Cultural de Borda do Campo” voltou a coroar-se de êxito apesar das condições climatéricas adversas que se fizeram sentir na noite de Sábado. Mas, nem só de petiscos viveu a festa. A organização, a cargo da Juventude Bordacampense, preparou também uma mostra das potencialidades económicas da freguesia e convidou um leque de artistas como por exemplo Quinzinho de Portugal, Mário Gil, entre outros.

Para o presidente da Juventude, José Carvalho, o balanço da edição 2003 foi “bastante positivo”, com muitas pessoas “de outras freguesias limítrofes” a responderem à chamada das já típicas tasquinhas, cada vez mais em voga pela região e pelo país.
Com um gastronomia rica, Borda do Campo levou ao lume alguns pratos tradicionais da região. Enguias de Caldeirada, Ensopado de Enguias, Arroz de Carneiro, Arroz de Cabidela, Peixe de Água Doce e Bacalhau à Lagareiro fizeram as delícias da várias centenas que acorreram a Borda do Campo.

Na gíria futebolística costuma-se dizer que em equipa que ganha não se mexe e a quinta edição das tasquinhas será uma realidade. “Ainda não sabemos em que altura será, mas vai certamente ser uma realidade” garantiu José Carvalho.

A iniciativa contou ainda com o trabalho e empenho da Associação de Torneira/Serrião e da Associação do Alqueidão.

Ginásio vence Ovarense

O Ginásio Clube Figueirense some e segue na Liga de Clubes de Basquetebol. A turma da Figueira da Foz venceu, este sábado, a Ovarense por 90-89, num jogo “emotivo e de grande qualidade técnica”.

Orlando Simões em declarações, à Maiorca FM, salientou que o jogo foi discutido “até aos instantes finais” e considerou mesmo que “há muito não se via, na Figueira da Foz, uma partida de tanta qualidade”.

A equipa da Figueira da Foz está na 6ª posição da LIGA com 66,6% de vitórias.
Na próxima jornada, a 4ª, o Ginásio recebe, no pavilhão Galamba Marques a equipa da Lusitânia.

Orlando Simões que é também acessor do vereador do Desporto, na Câmara Municipal da Figueira da Foz revelou que o projecto da pista de atletismo para Buarcos poderá “estar para breve” e revelou que com a construção daquela pista poderá nascer um protocolo entre a Câmara Municipal e o SUO Vais. “Será uma forma de rentabilizar o forte investimento da será feito pela autarquia figueirense” frisou Orlando Simões.


Planos de Emergência Interna preparam escolas para os acidentes

A totalidade das escolas do Ensino Básico da Figueira da Foz vão passar a estar cobertos por Planos de Emergência Interna (PEI) com a apresentação, esta tarde, dos 59 PEI das escolas EB 1 do concelho.

Os novos Planos, elaborados pelo Serviço Municipal de Protecção Civil, juntam-se aos sete já existentes, cobrindo a 100% todos os níveis do Ensino Básico e secundário do concelho, num total de 66 estabelecimentos. "A segurança nas escolas é uma preocupação permanente" justificou, ao JN, Lídio Lopes da Protecção Civil, considerando que "genericamente as escolas locais reúnem condições de elevado grau de segurança".

Os Planos de Emergência das EB1 demoraram cerca de quatro meses a elaborar, uma vez que "cada escola representa uma realidade diferente". Os PEI pretendem acima de tudo "ajudar a melhorar a actuação em caso de acidente". "São essencialmente um conjunto de regras, informações e explicações sobre os mecanismos e metodologias a seguir em caso de acidente" explicou, defendendo que "é preciso que as pessoas que estão nas escolas estejam preparadas para, por exemplo, conduzir os alunos a um sítio seguro".

segunda-feira, outubro 13, 2003

Naval ganha na lotaria dos pénaltis

A Naval 1º de Maio segue em frente na Taça de Portugal depois de, ontem, ter vencido o Desportivo de Chaves após a marcação de grandes penalidades. Depois de 120 minutos de jogo e com o resultado em 2-2, os navalistas foram felizes na lotaria dos pénaltis, onde acabariam por vencer por 5-4, depois do espanhol do Chaves, Arrieta ter falhado o quinto e derradeiro pénalti da partida.

Na sala de imprensa, o treinador do Chaves, Alberto Costa referiu que “esperava outro desfecho para o encontro”. “A minha equipa poderia ter resolvido o encontro nos 90 minutos regulamentares, mas fomos pouco eficazes na finalização” disse o técnico da turma flaviense.

O treinador navalista, Tony considerou o resultado “justo” mas salientou que a sua equipa “não esteve bem ao nível técnico”. “Não estivemos iguais a nós próprios e não encontro motivo para a intranquilidade da equipa” afirmou o treinador dos verde e brancos da Figueira da Foz.

O jogo ficou marcado pela expulsão, aos 117 minutos de jogo, com vermelho directo ao capitão navalista Fernando que agrediu Arrieta, do Chaves. O capitão da equipa figueirense em declarações à Maiorca FM explicou o lance. “Não pretendi agredir o jogador do Chaves e não disse nada ao arbitro”, explicou o jogador que, contudo, admite que a sua atitude “não foi bonita para um jogador profissional”.

O presidente da Naval, Aprígio Santos sempre surpreendente nas suas palavras confessou que, agora, gostaria de defrontar “o outro clube da 2ª circular”, numa alusão ao S.L.Benfica.
Para já há que pensar no campeonato. No próximo fim-de-semana os navalistas defrontam o Portimonense.

Vítor Cunha reconduzido na concelhia socialista

Vítor Cunha continua à frente da liderança da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista da Figueira da Foz, tendo sido reconduzido no cargo nas eleições desta sexta-feira à noite com a lista A, de Vítor Cunha, a conquistar 236 votos, contra os 190 da lista C, de António Paredes e 68 da lista B, de Carlos Monteiro. A adesão às urnas cifrou-se na ordem dos 80%, o que é inquestionavelmente a maior adesão de sempre às eleições concelhias do PS.

Vítor Cunha, que conduzirá o PS por dois anos, prometeu abrir o partido “a todos os militantes, sem excepção”, e apelou à unidade para tornar de novo “o PS no partido vencedor do concelho”.
Criticado mesmo dentro do PS pelo modo de fazer oposição, Vítor Cunha diz que “agora é o timing certo para exigir obras e contas ao executivo municipal”. O socialista promete pedir explicações à maioria PSD na discussão do Orçamento e Plano para 2004. Quanto ao seu relacionamento com os vereadores socialistas, o líder concelhio do PS continuará com “um comportamento idêntico” ao tido até aqui.

O líder concelhio quer trabalhar com todos de uma forma “harmoniosa” afim de reconquistar a Figueira. Com a Juventude Socialista cujo líder, João Portugal apoiava a lista C, Vítor Cunha lembra que o 11 de Outubro já passou por isso conta também com a ajuda daquela estrutura interna do PS.

Um dos derrotados da noite, António Paredes mostrou-se aberto a participar no próximo secretariado “caso receba convite para tal”. “Sempre defendi um secretariado partilhado, por isso não fazia sentido se dissesse que não estaria disponível”.

Também Carlos Monteiro mostrou inteira disponibilidade para tal. O Socialista apesar dos poucos votos conquistados -68– afirmou que os resultados “foram interessantes”. “Acredito na união no PS para fazer uma oposição construtiva ao executivo municipal”, afirmou, aos jornalistas Carlos Monteiro.
A nova Comissão Política deverá tomar posse dentro de uma semana.

sábado, outubro 11, 2003

Figueira na moda digital

“Agora, a Figueira não só está na moda como aderiu à na moda digital”. A afirmação, ao JN, de Duarte Silva, presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz (CMFF) revela a “satisfação” do autarca com a nova imagem institucional do município na Internet. A CMFF tem desde este fim-de-semana um novo site ao dispor dos cibernautas.

Figueiradigital.com funciona como uma rede digital de sites englobando todos as moradas na Net ligados à autarquia como a Figueira Grande Turismo, a Figueira Dómus, o Centro de Artes e Espectáculos e a FigueiraParaindústria, entre outros.
A aposta da autarquia é clara e passa pela “qualidade e aproximação do município aos cidadãos”. “Este é um site moderno, atractivo, que permite aceder a um conjunto alargado de informação e serviços”, explicou Lídio Lopes, Chefe de Gabinete do presidente.

No site poderá encontrar informação diversa sobre o concelho, desde a caracterização, localização e acessos, dados estatísticos, oferta turística e cultural entre outras, sendo ainda colocado à disposição dos cibernautas um espaço aberto à opinião e à sugestão dos munícipes, bem como consultar e obter bilhetes para os espectáculos no Centro de Artes e Espectáculos, obter impressos e regulamentos sobre serviços e concursos públicos.

Este é um primeiro passo para que a autarquia local adira a um mega projecto ainda em estudo. “No futuro a Câmara Municipal vai enquadrar-se no projecto digital de uniformização dos procedimentos administrativos comuns a várias autarquias da região centro” revelou, ao JN, Lídio Lopes.

"Não há crise na autarquia", Duarte Silva deixa garantia

O presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz (CMFF), Duarte Silva reagiu às declarações do socialista António Paredes, candidato à Comissão Política Concelhia do PS, sufrágio que hoje se realiza. António Paredes afirmou, recentemente, temer que a edilidade “passe a ser comandada de Coimbra, via telemóvel”, numa clara alusão a Paulo Pereira Coelho, actual líder da CCDRC.

António Paredes lançou ainda o repto a Duarte Silva para que “reavalie se tem condições de continuar à frente da Câmara depois do clima instalado com a recente redistribuição de pelouros”. “Queremos saber quem manda, afinal, na Câmara municipal” disse o candidato à concelhia do PS.

Sem querer fazer grandes comentários a esta afirmação, Duarte Silva sustentou que na autarquia “não há nenhum clima de crise”. “Não há clima de crise na autarquia. A redistribuição de pelouros é da minha competência e não é assunto de jornais” disse o social-democrata. O autarca ficou irritado com o repto de António Paredes e foi peremptório ao afirmar que “quando ele (António Paredes) for presidente da Câmara então manda, não me diz a mim o que fazer na autarquia” afirmou, aos jornalistas, Duarte Silva.

Quanto à retirada do pelouro da Acção Social à vereadora Teresa Machado, António Paredes quis saber a razão para essa decisão. Em declarações, aos jornalistas, a vereadora social-democrata revelou que essa decisão foi “pacífica”, contudo, afirma “estar triste”. “Só na medida que damos muito de nós quando fazemos crescer um projecto” disse a autarca , sustentando que a pasta “está bem entregue” a Anabela Gaspar.
Teresa Machado diz não se rever numa “crónica anunciada de demissões” e promete continuar com “o mesmo empenho e procedimento”.

Quem continua sem querer comentar toda a polémica gerada em torno da redistribuição de pelouros é Victor Guedes, o único elemento da maioria PSD a quem não foi distribuída nenhuma pasta.


sexta-feira, outubro 10, 2003

Voluntariado e Solidariedade em reflexão no CAE

O Voluntariado e Solidariedade estiveram, ontem, em reflexão no Centro de Artes e Espectáculos (CAE), numa iniciativa da Câmara Municipal da Figueira da Foz, realizada no âmbito da "Bolsa de Voluntariado" que contou com a presença de duas centenas de pessoas e algumas instituições.
Estas jornadas de reflexão marcaram a despedida da vereadora Teresa Machado que tutelava a pasta da Acção Social que está agora nas mãos da vereadora Anabela Gaspar.

A "Bolsa de Voluntariado" foi lançada pela autarquia há cerca de um ano e, segundo Teresa Machado, tem tido uma forte adesão e continua de “vento em pompa”.
Actualmente com 100 voluntários e 19 instituições promotoras, a “Bolsa de Voluntariado” continua a crescer. “Teve uma boa receptividade e continuam a aparecer voluntários interessas” disse Teresa Machado.

Face a essa realidade, Duarte Silva, presidente da autarquia local considera que na Figueira da Foz a solidariedade e voluntariado “não são palavras vãs”, mas considera que “ainda há muito trabalho para fazer na Figueira”. “Era bom que os cidadãos participassem mais na vida da cidade”, disse o autarca.

Presente neste seminário, a ex-presidente da Cruz Vermelha, Maria Barroso gostou do modelo utilizado pela autarquia figueirense e referiu mesmo que o mesmo poderia “ser adoptado por outros munícipios do país”. “Neste campo está a ser desenvolvido um bom trabalho aqui, na Figueira da Foz” referiu.

À margem do seminário, Maria Barroso diz ter ficado magoada com o "modus faciendi" usado por Paulo Portas, Ministro da Defesa Nacional, e que levaram ao afastamento da ex-primeira dama da instituição. “Com diálogo este processo poderia ter um desfecho diferente” sustentou, aos jornalistas, a ex-primeira dama.

Maria Barroso diz “nunca ter recebido dinheiro da Cruz Vermelha” e considera que neste processo o comportamento de Paulo Portas “não foi o mais correcto”.

Recentemente, na Figueira da Foz, o actual presidente da instituição, Nogueira de Brito demostrou que gostaria de ver a Cruz Vermelha sob outra tutela que não a Defesa. Maria Barroso partilha da mesma ideia e considera que a acção da Cruz Vermelha Portuguesa “poderia ser melhorada se a instituição deixasse de estar sob a alçada da Defesa Nacional”.


Naval quer seguir em frente na Taça

A Naval 1º de Maio continua a preparar a “Operação Chaves” com vista ao jogo de Domingo frente ao Desportivo de Chaves, a contar para a terceira ronda da Taça de Portugal. Os navalistas recebem, no Municipal Bento Pessoa, a equipa transmontana naquele que é o único embate entre equipas do escalão secundário do futebol nacional.

Em declarações à Maiorca FM, Tony, treinador da Naval prometeu lutar pela vitória, confessando que “gostaria de continuar nesta competição”. “É uma competição prestigiosa e queremos ir o mais longe possível”, disse o técnico.

Com a noção de que não será um trabalho fácil, Tony pede aos seus jogadores “empenho, humildade e trabalho”. “Se formos iguais a nó próprios estou convencido que vamos ganhar” afirma Tony, confiante na passagem à próxima ronda da Taça de Portugal

Esta eliminatória da Taça está a suscitar grande interesse junto do meio futebolístico local. O presidente navalista, Aprígio Santos acredita que os figueirenses possam “causar surpresa”. “Acho que a Naval poderá causar surpresa e vencer o Chaves” frisou o dirigente.

A equipa não pode contar com Baha, Nelson e Fumo, convocados para as selecções de Marrocos, Cabo Verde e Moçambique, respectivamente.
O Naval- Chaves, este domingo, às 15h00, conta com transmissão em directo na Maiorca FM.

PJ detém estudante universitário por presumível abuso de menina

Um finalista de Direito da Universidade de Coimbra foi detido por suspeita de abuso sexual de uma menina, anunciou a Polícia Judiciária.

Em comunicado, a PJ revela que o homem, de 33 anos, residente na zona da Figueira da Foz, foi detido pela presumível prática de abuso sexual de crianças.

Fonte policial disse à Lusa que o presumível pedófilo e a criança abusada, de nove anos, não têm laços familiares, conhecendo-se por relações de vizinhança.

Presente a primeiro interrogatório judicial, foi aplicada ao arguido a medida de coacção de prisão preventiva.


quinta-feira, outubro 09, 2003

Câmara gere trânsito "em termos modernos"

A Câmara Municipal da Figueira da Foz efectuou um levantamento das vias rodoviárias, do mobiliário urbano e da sinalização da cidade com o objectivo de gerir o trânsito citadino “em termos modernos”.
O levantamento informático demorou quatro meses, e segundo Lídio Lopes, Chefe de Gabinete de Duarte Silva, abrange 272 kms de via na zona urbana.

A autarquia passa a ter um conhecimento de como gerir o trânsito da área urbana com “maior rigor” através do sistema informático, com uma verificação mensal do sistema. Lídio Lopes revelou também que este novo sistema de gestão de trânsito permite a indicação de uma série de factores na área da segurança e da Protecção Civil. “Este sistema vai dizer onde estão as bocas de incêndio, entre outros proporcionando mais segurança” referiu aquele responsável.

A Câmara com o novo método de gerir o trânsito “melhora os seus serviços nesta área” cujo pelouro está a cargo de Martins de Oliveira que herdou, na redistribuição dos pelouros, a pasta da Prevenção e Segurança Rodoviária, anteriormente tutelada pelo presidente Duarte Silva.
Depois da zona urbana seguem os trabalhos na zona rural já no inicio de 2004.

Ginásio derrotado em Aveiro

O Ginásio Clube Figueirense (GCF) somou a primeira derrota na Liga de Clubes de Basquetebol (LCB) na presente temporada ao perder, ontem, em Aveiro, frente ao Aveiro Basket, por 70-65.

Os pupilos de Orlando Simões, depois da excelente vitória arrancada ao Seixal na jornada inaugural, somam agora 50% de vitórias na LCB, descendo à nona posição da tabela classificativa.

Na próxima jornada, a terceira, a disputar este Sábado (11-10), o GCF recebe no pavilhão Galamba Marques, na Figueira da Foz, a equipa da Ovarense.


António Paredes quer saber "quem manda" na Câmara Municipal

O candidato à Comissão Política Concelhia (CPC) do Partido Socialista, António Paredes teceu duras críticas à actual situação por que passa o executivo municipal, com o cenário possível do pedido de demissão do social-democrata Víctor Guedes. À margem da apresentação do manifesto “Por um PS Vencedor”, o socialista mostrou-se “preocupado” com a redistribuição dos pelouros feita pelo presidente Duarte Silva.

Sustentando que se “assiste a uma crónica anunciada de demissão de vereadores”, António Paredes lançou o repto ao presidente Duarte Silva para que “reavalie se tem condições de continuidade na autarquia”. “O executivo vive em areias movediças por isso Duarte Silva deve fazer uma avaliação se tem condições de continuidade na autarquia com esta crónica anunciada de demissões” frisou António Paredes.

O socialista defende que “é necessário clarificar quem toma as decisões na Câmara Municipal”, temendo que essas mesmas decisões “passem a ser tomadas em Coimbra e não na Figueira da Foz”. “É uma subversão. Os figueirenses votaram num mas quem governa são outros” afirma António Paredes. Duarte Silva, Paulo Pereira Coelho ou José Elísio Oliveira? António Paredes quer saber “quem manda” afinal na Câmara Municipal da Figueira da Foz.

O candidato à concelhia socialista diz que é tempo de Duarte Silva, “por actos e objectivos”, esclarecer quem é quem na edilidade figueirense, receando que o actual panorama político-social que se vive na autarquia figueirense “contribua para um maior afastamento entre a política e os cidadãos”.


quarta-feira, outubro 08, 2003

Dança das "cadeiras" pode levar vereador a apresentar demissão

O executivo municipal da Figueira da Foz vive dias atribulados, numa verdadeira dança das cadeiras. Depois das saídas prematuras de Saraiva Santos (PSD), por incompatibilidades, de Vítor Jorge (PS), por motivos profissionais e do pedido de suspensão de mandato de Paulo Pereira Coelho (PSD), para liderar a CCDR Centro, o presidente da Câmara Municipal, Duarte Silva depara-se com uma nova dor de cabeça face à possibilidade do pedido de demissão do vereador Vítor Guedes (PSD).

Com a saída de Pereira Coelho e a entrada de Anabela Gaspar, o edil figueirense fez a “normal” redistribuição de pelouros, que não terá agradado ao social-democrata Vítor Guedes que, ontem, primou pela ausência na tomada de posse da nova vereadora.

Ao que o JN apurou, junto de fonte do município, Vítor Guedes mostrou-se “descontente” por lhe terem sido retirados os pelouros que detinha (Obras Municipais, Departamento Jurídico, Desporto e Recursos Humanos) não lhe tendo sido atribuído nenhum, ficando como “vereador sem tempo”. “O seu pedido de demissão do cargo de vereador pode estar por horas” adiantou, ao JN, a mesma fonte do município.

Confrontado com a situação Duarte Silva disse, aos jornalistas, no final da reunião do executivo, ter “total desconhecimento” dessa tomada de posição por parte de Vítor Guedes. “Não sei se ele se quer ou não demitir” referiu o autarca.
Durante a sessão do executivo, Duarte Silva foi confrontado pelos vereadores do PS que, “surpreendidos” com a retirada de pastas a Vítor Guedes, quiseram saber os motivos para tal decisão. “São assuntos que são para ser debatidos internamente e não na praça pública” respondeu Duarte Silva.
Ao longo da tarde o JN tentou obter declarações de Vítor Guedes mas todos os esforços, telefónicos, foram infrutíferos.

Face ao momento “crítico” por que passa o executivo liderado por Duarte Silva, os socialistas temem pela gestão do município. “Estes problemas internos da maioria tem prejudicado a gestão da autarquia” afirmou, ao JN, a socialista Natércia Crisanto.

Com a saída de Pereira Coelho e a redistribuição de pelouros, Duarte Silva chamou a si a maioria dos mesmos estando agora encarregue de doze pastas. Essa decisão não foi bem vista pelos socialistas que apelidaram o edil figueirense de “super-presidente”. “São funções de um super presidente e que exigem um super-homem , espero que o consiga ser para bem da Figueira” afirmou o socialista Rui Carvalheiro.
Em resposta, Duarte Silva prometeu uma “gestão equilibrada” de todos os pelouros que abraçou.


Autarquia solicita intervenção da IGAT

O presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Duarte Silva anunciou que a autarquia local solicitou, ontem, a intervenção da Inspecção Geral da Administração do Território (IGAT) em relação ao processo da alienação dos terrenos municipais da Ponte do Galante. Durante a sessão do executivo municipal, ontem, o autarca respondeu a algumas questões “técnico jurídicas” levantadas pelos vereadores do PS.

Duarte Silva quis esclarecer “o possível” e voltou a afirmar que a “Câmara Municipal não podia ter declarado nulo o acto de venda do terreno dado que, pura e simplesmente, não havia qualquer fundamento jurídico para tal”. “Agimos de forma clara e transparente em todo o processo” sublinhou o autarca.

O edil figueirense referiu ainda que o facto de constar da escritura de venda que o terreno se destina a revenda “não envolve qualquer renuncia da parte da autarquia ao direito de reversão” que, eventualmente, lhe venha a assistir em caso de incumprimento do disposto no número 23 das cláusulas especiais de hasta pública.
Garantindo que no local “irá nascer um hotel de quatro estrelas”, Duarte Silva fala no entanto em fogos. “Qualquer que venha a ser o número de fogos a construir no terreno, resultará, unicamente, das regras que venham a ser fixadas no plano de pormenor, a aprovar, pela Câmara, Assembleia Municipal e ratificação do Governo” disse.

Esta afirmação causou “estranheza” na deputada municipal da CDU, Silvina Queirós que questiona a afirmação de Duarte Silva. “A própria hipótese de construção de fogos causa estranheza” sustentou, ao JN, a comunista que quer saber, afinal, o que é que ali vai ser construído. “Um hotel de quatro estrelas” garante Duarte Silva.

Segundo o autarca figueirense, a Câmara “não podia ter impedido a venda ou acautelado o negócio entre terceiros”, uma vez que nos termos das mencionadas clausulas da hasta publica (23 e 24) “apenas dispunha do direito de preferência”. “Não exercemos esse direito porque não temos competências para a construção e exploração de equipamentos hoteleiros” disse o edil perante o executivo.
Sem contar com esta tomada de posição do social-democrata, os vereadores do PS mostraram-se “satisfeitos” com o pedido de inspecção solicitado pela autarquia. “Assim esclarece-se de vez a polémica em torno do assunto” afirmou a socialista Natércia Crisanto.

Mais reticentes estão os comunistas. Silvina Queirós remete comentários para depois dos resultados da intervenção inspectiva da IGAT afirmando, contudo, que esta “é a única decisão adequada, neste momento, para acabar com polémica em torno do negócio do Galante”.

Quanto à notícia avançada na última edição do jornal O Independente que refere que a Polícia Judiciária está a investigar o negócio, Duarte Silva revela não ter conhecimento que isso seja verdade. “Desconheço. Não fui abordado por ninguém, só sei o que diz a notícia do jornal” concluiu.


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Olá... É verdade, entrei no mundo dos blogs! Paulo Dâmaso

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