quarta-feira, março 01, 2006

AMBIENTE: Cabo Mondego


Câmara fala em "desastre ambiental" no Cabo Mondego

O presidente da Câmara da Figueira da Foz, Duarte Silva, quer que o Instituto de Conversação da Natureza (ICN) passe das palavras "aos actos" e, "de uma vez por todas", acabe com o "desastre ambiental" a que tem sido votado o Cabo Mondego, na serra da Boa Viagem.

"O importante é passar das intenções e das boas vontades aos actos e pôr termo àquele atentado ambiental. Este processo já leva tantos anos que já estou como S. Tomé quero ver para acreditar", disse, ao JN, o autarca, reagindo às recentes declarações de responsáveis do ICN que asseguraram que o processos de classificação do Jurássico do Cabo Mondego como monumento natural estará "em fase conclusiva".

De acordo com responsáveis do ICN, o processo, que há muito se arrasta pelos gabinetes daquele Instituto, está "em fase conclusiva", devendo, em breve, ser enviado para a tutela, a fim de ser aprovado. "Lamento que o processo ainda não esteja concluído porque a delapidação daquele património é irreversível", protestou o autarca figueirense.

A demora do Instituto de Conservação da Natureza merece duras críticas da Câmara Municipal da Figueira da Foz, que, em 2002, moveu um processo judicial que visava a "urgente condenação do ICN por não desencadear todos os procedimentos necessários para a classificação do Cabo Mondego". Aquele Instituto reconheceu os atrasos e justifica-os com as "sucessivas mudanças de ministros e secretários de Estado no Ministério do Ambiente e na própria presidência do ICN".

in Jornal de Notícias

EDUCAÇÃO: Doze escolas à beira do fim

A vereadora da Educação na Câmara da Figueira da Foz quer que a Direcção Regional de Educação do Centro (DREC) faça uma avaliação "caso a caso"das 12 escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico (CEB) que estão na iminência de encerrar no concelho, em virtude de terem menos de dez alunos inscritos.

"Enquanto docente, concordo com esta proposta da tutela, na intenção de combater o isolamento e o insucesso escolar", disse a autarca.

As escolas do 1º CEB no Negrote, Porto Godinho, Fontela, Cunhos, Cabecinhos, Carritos, Serra da Boa Viagem, Carvalhal, Boeiras, Esperança e Morros integram a lista dos estabelecimentos que, sob proposta da DREC, podem fechar as portas já no próximo ano lectivo.

Entretanto, os pais e encarregados de educação das escolas da Serra da Boa Viagem, em Quiaios, e Porto Godinho, na freguesia de Borda do Campo, fizeram chegar à autarquia as preocupações relativas à transferência das crianças para as escolas mais próximas.

"A escola de Cabecinhos, em Lavos, a da Boa Viagem e a de Porto Godinho vão poder receber matrículas condicionadas, já que, no próximo ano lectivo, está prevista a inscrição de um número de alunos que poderá não justificar o seu encerramento", adiantou a vereadora, explicando que "se não se verificar o número de alunos previstos, então as crianças serão deslocadas para as escolas mais próximas".

in Jornal de Notícias

“Figueirenses devem mobilizar-se a favor do Cabo Mondego”

O deputado Miguel Almeida defende uma mobilização popular em torno do Cabo Mondego. Entretanto, leva a efeito iniciativas parlamentares na defesa do geomonumento.

Miguel Almeida apresentou na Assembleia da República (AR) um projecto de resolução em defesa do Cabo Mondego. Em síntese, e de acordo com o documento que fez chegar às redacções, o deputado figueirense, eleito pelo PSD, no círculo de Coimbra, advoga a rápida classificação do geomonumento. O processo encontra–se há cerca de três anos e meio no Instituto da Conservação da Natureza (ICN), que teve a iniciativa de o desencadear.

O que está a acontecer no Cabo Mondego “é um crime ambiental”, afirma o parlamentar. Por isso, aduz, “é minha obrigação apresentar no Parlamento iniciativas que visem a sua preservação”. E para “que o Governo se aperceba da importância e urgência da sua classificação”, explica. Lembra, por outro lado, que a luta já se arrasta desde os tempos em que era vereador da Câmara da Figueira, entre 1997 e 2001.

Para Miguel Almeida, “há negligência por parte do INC”, no moroso processo de classificação. E adianta: “Se o projecto de resolução não for aprovado, vou fazer um requerimento ao ministro do Ambiente, para que este apresente explicações sobre o assunto e peça responsabilidades ao ICN”.

Explicar para sensibilizar

Helena Henriques, professora da Universidade de Coimbra, é quem mais tem feito pela defesa do Cabo Mondego, diz Miguel Almeida. Sem, no entanto, subestimar “o trabalho inexcedível” do presidente do edil da Figueira, Duarte Silva. Todavia, defende uma maior informação aos figueirenses, “porque muitos deles ainda não se aperceberam da importância deste geomonumento único no mundo”.

“Acho que os figueirenses devem mobilizar–se a favor do seu património, até porque o Cabo Mondego não pode continuar a ser destruído”, advoga o deputado do PSD. Por outro lado, não poupa nas críticas à Cimpor, que explora cal hidráulica no local. “Não deve estar muito preocupada com os postos de trabalho e com a própria fábrica, caso contrário não pedia em troca a aprovação de uma urbanização. De qualquer forma, [a cimenteira] faz o que lhe permitem fazer”, conclui.

in Diário As Beiras

LOCAL: Câmara quer privados para aeródromo

O município admite atribuir a concessão, construção e exploração do aeródromo da Figueira a privados. O modelo necessita, porém, de luz verde por parte do governo.
O tempo tem voado e com ele o prazo de conclusão do aeródromo da Figueira da Foz.

Desprovido de capacidade financeira, o município procura parcerias com privados que se predisponham a terminar as obras que faltam. “Estamos a ver se encontramos uma forma de fazer uma parceria em que a câmara continue envolvida”, afirmou ao DIÁRIO AS BEIRAS o presidente da câmara.

Duarte Silva adiantou que a solução poderá passar por “um modelo de concessão, construção e exploração que permita avançar com o projecto”. Apesar de admitir que “já existiram alguns contactos”, o autarca escusou–se a avançar com outros pormenores.

Refira–se que, para a concretização deste antigo anseio figueirense, foi cortado o coberto florestal de uma mancha de 20 hectares, tendo a madeira sido vendida pela empresa municipal Figueira Grande Turismo. Desde 2003 até ao momento, o município da Figueira investiu “186 mil euros” nos trabalhos de desflorestação, terraplanagem, nivelamento e compactação. Parte desta empreitada, recorde–se, foi realizada pelo Regimento de Engenharia N.º 3.

“Boa vontade do governo”

Para o vereador que tem seguido de perto este processo, “a solução passa por uma boa vontade do governo”. Lídio Lopes escusou–se, no entanto, a avançar com mais explicações, mas este dado não será alheio ao facto do aeródromo municipal, localizado na freguesia de Lavos, estar em terrenos do Estado.

A pista de aviação, com 800 metros de comprimento, encontra–se neste momento em terra batida. Conforme o tempo vai passando a pista começa a deteriora–se, sobretudo, por causa das chuvas.

A primeira fase da obra está concluída, ou seja, “a terraplanagem às cotas necessárias para se iniciarem os trabalhos de construção da pista”, adiantou Lídio Lopes. Terá agora de ser feita uma caixa que permita receber o peso das aeronaves, bem como as infra–estruturas, como sejam, uma pequena torre de controle, um hangar e uma estrutura de restauração.

“Um perigo visto do céu”

Pedro Macedo é o presidente do Aeroclube da Figueira da Foz e chama a atenção para o perigo que representa, para a aviação, a existência de uma pista não terminada. O Aeroclube tem solicitado - até agora sem êxito - encontros com a câmara, fundamentalmente para “alertar sobre o perigo que constitui para a aviação. Dos céus, a visão que se tem é de um espaço livre e que pode induzir os pilotos a aterrarem”, sublinhou.

Solicitado a comentar a solução que a câmara aponta, Pedro Macedo começou por dizer que soube desta pretensão “por mera casualidade” e confessou ter ficado “estupefacto” pelo facto do município não ter contactado com o Aeroclube.

“Não queremos dinheiro, não queremos nada, só queremos participar com o nosso conhecimento”, que, frisou, é grande, quer a nível nacional quer internacional.

Pedro Macedo concretizou: “Dos contactos que já estabelecemos, haveria a possibilidade de colocar uma bomba de combustível para aviões, que poderia tornar esta pista num local de passagem e paragem”.

O mesmo interesse, garantiu, foi recolhido ao nível da “indústria de aeronaves, na construção de hangares, e até, na área da restauração”. Por tudo isto Pedro Macedo lamenta que o município não encare o Aeroclube como “um parceiro estratégico” nesta matéria.

in Diário As Beiras

LOCAL: Lavos conquistou Carnaval de Buarcos

A única freguesia rural do concelho ganhou o prémio de melhor grupo e melhor carro. O sol brilhou e, segundo a organização, esteve mais gente do que no passado domingo.

Com o atraso de uma hora, o corso carnavalesco de Buarcos aproveitou o sol e brilhou na Avenida do Brasil. No que diz respeito às presenças, Tavarede foi a rainha deste ano, uma vez que se apresentou com três carros e outros tantos grupos, num total de 150 elementos. A sede do concelho esteve representada por dois conjuntos alegóricos e Buarcos com um.

Lavos salvou a honra das freguesias não urbanas e fez mais: chamou a si os primeiros lugares dos grupos e dos carros. Aquela freguesia do sul do concelho conseguiu ainda o terceiro lugar no “melhor traje”, o segundo no requisito “criatividade” e o primeiro na “alegria do grupo”.

Na classificação geral dos grupos, o segundo lugar foi para “Buarcos: Oásis de libelinhas” e o terceiro para “El Dourado”, de Tavarede. Nos carros, o segundo lugar foi conquistado por “El Dourado” e o terceiro por “Emergir Portugal”, de S. Julião. Estas foram as escolhas do júri constituído por Carlos Moço, presidente da Junta de Freguesia de Buarcos, por Lina Cação, estilista e pelo vereador José Elísio.

Mais gente do que no domingo

A concurso inscreveram-se sete grupos e sete carros. Curiosamente todos eles se ficaram pelos 50 participantes, o número mínimo exigido pela organização. As duas escolas de samba do concelho da Figueira da Foz assumiram o lado mais brasileiro deste Carnaval, já por si, muito carioca.

No final do corso de ontem, o presidente da câmara classificou a edição deste ano de “animada” e a tarde de “gloriosa”. Duarte Silva sublinhou a presença de “muita gente” a assistir ao Carnaval de Buarcos. O autarca expressou a “vontade de manter” esta iniciativa e questionado sobre a existência de algumas – poucas – “bocas” políticas e sociais, Duarte Silva foi igual a si próprio: “quanto mais bocas melhor”, defendeu.

À frente da organização do Carnaval de Buarcos está Nuno Encarnação. O administrador delegado da empresa municipal Figueira Grande Turismo considerou que este evento registou “uma evolução positiva de domingo para terça (ontem)”, referindo-se ao número de público. Assim sendo, prosseguiu, “provou-se que vale a pena manter este cartaz turístico, que resulta de um esforço da câmara e da FGT”, vincou.

Ao contrário do passado domingo, o calor fez-se sentir na Avenida do Brasil, com o sol forte e o vento quase inexistente.

in Diário As Beiras

POLICIA: Cadáver dá à praia da Orbitur

Ao princípio da tarde de ontem [segunda-feira] o cadáver de uma mulher, aparentando os 30 anos de idade, apareceu no areal na praia da Orbitur, freguesia de S. Pedro.
Não mostrava sinais exteriores de ferimentos ou agressões, e estava sem qualquer tipo de identificação.

O cadáver, em avançado estado de decomposição, foi removido para o Gabinete de Medicina Legal da Figueira da Foz para feitura da necessária autópsia.
A Polícia Judiciária de Coimbra tomou conta da ocorrência.

in O Figueirense

LOCAL: Milhares de pessoas na Avenida

Muitos milhares de pessoas estiveram ontem à tarde na Avenida do Brasil, a ver o corso de Carnaval. Uma tarde quente e soalheira, muita música e alegria, foram os ingredientes para o certame deste ano, que teve como grandes vencedores os participantes de Lavos.

Com uma tarde esplêndida de sol, ninguém se importou com o atraso no início do cortejo, até porque, depois de começar, tudo correu da melhor forma, num ritmo certo e alegre, que os muitos milhares de pessoas (ainda não há número estimado, mas as presenças superaram as de domingo) apreciavam, sem contudo, participarem.

A abrir e a encerrar o cortejo (antes do carro dos reis), a beleza e ritmos fortes do Brasil imprimidos pelas escolas de samba “Unidos do Mato Grosso” com o tema “Jesus de Nazaré” e “A Rainha” com “As 1001 noites”, e pelo meio, sete carros e igual número de grupos, além do carro da junta de Buarcos e vários “espontâneos” em grupo ou isolados, arrancavam alegres gargalhadas a quem estava a assistir, como o grupo da “Gripe das Aves”, com dicas bastante “picantes”, mas como era Carnaval, «ninguém leva a mal».

No final do desfile, que teve este ano como reis os actores da novela “Morangos com açúcar” Joana Duarte e Tiago Almeida, que deixavam transparecer algum cansaço, pois os autógrafos foram aos milhares, o presidente da câmara manifestava-se satisfeito, porque o Carnaval esteve «animado, com muita gente, numa tarde gloriosa». Duarte Silva enalteceu ainda o facto de se manter «a participação e a vontade de manter vivo o Carnaval» e garantiu que não se importou com as (poucas) críticas que lhe fizeram, afirmando que «quanto mais bocas, melhor».

Também o administrador da Figueira Grande Turismo (FGT) enalteceu a «evolução positiva de domingo para terça- feira, com muita gente e tempo convidativo». Nuno Encarnação considerou ainda que assim, «provou-se que vale a pena continuar, o Carnaval é um cartaz turístico, apesar do esforço da câmara e FGT, mas tem a adesão popular que é o que se pretende». De facto, já noite dentro, a Figueira da Foz ainda tinha um movimento intenso, de pessoas e viaturas, o que contribuiu também para animar o sector da restauração.

in Diário de Coimbra

DESPORTO: Rogério Gonçalves regressa à Naval


Rogério Gonçalves [na foto] regressa ao comando técnico da Naval nove meses depois de ter deixado a equipa na liga profissional de futebol

Confirmaram-se as previsões que tínhamos avançado e Rogério Gonçalves, o treinador que levou a equipa figueirense ao principal escalão do futebol nacional, regressa ao comando da equipa após ter rescindido com o Leixões, e já orienta os “verde-e-brancos” no treino marcado para esta manhã (10h00) no Centro de Estágio Rosa Náutica, na Praia de Quiaios.


A notícia foi confirmada ao nosso jornal pelo director desportivo do clube, Pedro Falcão, adiantando que Rogério vem acompanhado do seu adjunto, Manuel José.

A equipa navalista que, provisoriamente, após a saída de Álvaro Magalhães, foi orientada pelo técnico-adjunto Fernando Mira, deu, no domingo, um passo importante na luta para a fuga à despromoção, vencendo o Belenenses fora de portas e recebe, no próximo sábado, no Bento Pessoa, o Marítimo, onde vai procurar inverter o resultado da primeira volta, que se saldou por uma derrota por 1-2 (foi a primeira vitória do Marítimo no campeonato).

A formação figueirense já pode contar com Gilmar (autor do tento solitário nos Barreiros) e com o reforço de Inverno, o central Franco, já que ambos, no desafio com o Belenenses, cumpriram um jogo de castigo. Em contrapartida, volta a estar de fora o capitão Fernando. O central foi duplamente amarelado no Restelo, quando decorria o minuto 88, provocando uma grande penalidade que resultou no segundo golo dos anfitriões.

in Diário de Coimbra

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

DESPORTO: Naval com a Mira afinada


Os figueirenses triunfaram com todo o merecimento na estreia de Fernando Mira à frente da equipa. Muita personalidade, muito sofrimento e três pontos importantes para a formação navalista.

A Naval disputava neste encontro mais uma das 11 finais que a separam na permanência no campeonato onde esta época se estreou. A precisar de pontos como de pão para a boca, este confronto com os azuis de Belém, apresentava-se, à partida, como etapa extremamente difícil para a decisiva caminhada da equipa figueirense.

Os navalistas vinham de uma derrota doméstica, frente ao Sporting de Braga, e faziam o seu primeiro jogo após a “chicotada” que afastou Álvaro Magalhães do comando da equipa, regressando ao banco o eterno substituto, Fernando Mira, agora a estrear-se na principal Liga. Por seu turno, os homens do Restelo vinham de um precioso triunfo no difícil campo da Reboleira, onde defrontaram a formação do Estrela, orientada por um antigo treinador da turma navalista.

Assim, ingredientes q.b. para se assistir a um desafio com largos motivos de interesse num dos mais bonitos estádios do país.

Poucas alterações na equipa figueirense, senão as forçadas devido aos castigos de Gilmar e Franco, e, como novidade, o regresso de Taborda à baliza, recuperado da lesão que o afastara.

A Naval começou o jogo com o sistema de 4x1x4x1, um tanto cauteloso, e os azuis, que entraram melhor, desperdiçaram a sua primeira e única oportunidade na primeira parte, quando Meyong, a cruzamento de Rui Jorge, obrigou Taborda a uma defesa extraordinária, para canto. O camaronês era o jogador mais perigoso na linha dianteira dos locais, bem secundado por Djurdjevic.

Naval marca dois

O jogo, contudo, apresentava características de equilíbrio, embora com alguma tendência ofensiva dos anfitriões.

Num dos primeiros contra-ataques da equipa de Mira, esta esteve, igualmente, muito próxima do golo. Saulo cruzou, do flanco esquerdo, para Fogaça, mas este teve uma perdida incrível, atirando ao lado do poste esquerdo da baliza de Pedro Alves.

Os figueirenses começavam a surgir com frequência na zona defensiva dos homens do Restelo e, aos 26 minutos, Lito assistiu Tiago Fraga, e este estreou-se a marcar. O Belenenses jogava muito adiantado no terreno e a Naval aproveitava. Os locais acusaram nitidamente o tento e dez minutos volvidos, Fajardo cruzou para Saulo e este, na cara de Pedro Alves, não hesitou. Alguma surpresa no Restelo e Fernando Mira a dar bons indícios no comando da equipa. A partir daí os figueirenses controlaram, mas viriam ainda a apanhar um forte susto, já que o Belenenses reduziu, aos 74 minutos, através de um auto-golo de Nelson Veiga.

Durou pouco tempo a euforia dos visitados, porque, três minutos transcorridos, Lito, na sequência de um livre cobrado por Fajardo, voltou a dilatar a vantagem.
O final foi, de algum modo, dramático, já que o árbitro assinalou uma grande penalidade contra os figueirenses, por alegada mão de Fernando (absolutamente involuntária), e o golo, de Meyong voltou a animar as hostes dos da casa. A Naval ficou reduzida a dez, por expulsão do capitão Fernando, mas o jogo acabaria pouco depois com o justo triunfo dos visitantes.

A arbitragem pareceu-nos ter errado na grande penalidade e consequente expulsão de Fernando.

Cabo Mondego tem de ser respeitado como Monumento Nacional

O deputado da Assembleia da República do PSD Miguel Almeida apresentou uma “recomendação” ao Governo para que este determine que o ICN (Instituto da Conservação da Natureza) proceda ao envio do processo de classificação do Cabo Mondego «aos órgãos competentes, como Monumento Nacional». Mas aconselha igualmente a que, através do Ministério da Economia, «seja reavaliado o licenciamento das actividades extractivas em vigor, atribuído à empresa CIMPOR».

No documento a que o nosso Jornal teve acesso, o deputado figueirense recorda que o Cabo Mondego «constitui um dos mais representativos “ex libris” geológicos, ambientais e paisagísticos», a nível nacional e internacional, focando os diversos estudos efectuados, pela comunidade científica portuguesa e estrangeira.

Miguel Almeida salienta que o Cabo Mondego «permite identificar alguns dos principais acontecimentos da História da Terra, num intervalo de tempo entre os 185 e os 140 milhões de anos», e evoca a classificação dada pela UNESCO ao Cabo Mondego em 1994, como Padrão Internacional de Evolução.

Sustentando que o PDM (Plano Director Municipal) classifica a «quase totalidade da Serra da Boa Viagem» como Espaço Natural de Protecção I e II, integrando a Reserva Ecológica Nacional e a Rede Natura 2000, o deputado fala na fabricação de cal e cimento, uma actividade que, ao longo dos anos «resultou na destruição do solo e da paisagem locais, colocando hoje em risco de desaparecimento total este Património Geológico e Natural reconhecidamente único a nível mundial».

Além disso, sustenta que o PDM de 1994 determinava, já nessa altura, que «toda esta zona afecta à actividade industrial deveria ser objecto de reconversão, mediante a elaboração e aprovação de um Plano de Pormenor».

Evocando os estudos científicos efectuados, que contribuíram para que, a Câmara e Assembleia Municipal classificassem o sítio como “Monumento Natural”, e a Universidade de Coimbra que «tem vindo a afirmar a sua voz avalizada em defesa deste inestimável património», o deputado considera que as actividades industriais tornam «irreversíveis, ao longo do tempo, alguns danos graves que vão sendo provocados neste acidente natural».

Miguel Almeida recorda ainda que foi o próprio ICN que propôs ao Governo a classificação do Cabo Mondego como Monumento Natural, através de Decreto Regulamentar, mas que, para tornar possível a publicação e a entrada em vigor desse diploma, que estabelece condicionamentos e interdições, o Instituto tem de remeter todo o processo ao Ministério do Ambiente, o que se aguarda «há três anos e meio».

Pede ainda a intervenção urgente do Ministério da Economia, «no sentido de ser reavaliado o licenciamento em vigor para essa actividade, relativamente à delimitação das áreas afectas aos planos de lavra».

in Diário de Coimbra

LOCAL: Sol, muito frio e algum Carnaval…

A Avenida do Brasil encheu-se de público para assistir ao desfile de Carnaval na Figueira da Foz. Sol radiante, muito frio, vento e algum Carnaval… animaram os milhares de pessoas que presenciavam o corso.

A anunciada chuva felizmente não apareceu para estragar o Carnaval da Figueira e o público compareceu em número bastante satisfatório. Com ligeiros minutos de atraso, o desfile arrancou mas progrediu com muita lentidão, o que quase fez desesperar o público.

A primeira Escola de Samba “A Rainha”, que abria o desfile, demorou hora e meia para percorrer os primeiros 300 metros até chegar à tribuna, com a particularidade de irem muito dispersos e sem o apoio da “bateria”. Valeu-lhes o colorido dos fatos, das plumas e das penas, dos corpos esbeltos e belos das jovens, para tornar menos monótono o desfile.

No final do corso, a escola de samba “Unidos do Mato Grosso” apresentava-se muito mais compacta, com um efeito visual muito agradável, só pecou por manter uma distância enorme (mais de 250 metros do grupo da frente) e como estava frio, muita gente abandonou o recinto e já não esperou pela escola nem pelos “reis”.

A partir do grupo “El Dorado” até ao carro da Junta de Freguesia de Buarcos, o corso decorreu com regularidade, sem grandes espaços, muita simplicidade, alegria e criatividade. Crítica social era visível no carro “Emergir Portugal”, com o conhecido Alexandrino “Firme e Hirto” à cabeça do grupo.

Dos recados deixados destacamos um: A ponte dos Arcos/Cumpriu a sua missa/Agora é o entrave/Prá sua circulação. Depois mais um outro apontamento num ou noutro carro, mas os tons “abrasileirados” dominavam o desfile.

Estiveram envolvidos mais de 700 foliões distribuídos por 11 carros e 7 grupos que, a exemplo duas últimas edições, o desfile faz-se no sentido nascente-ponte (Ponte Galante-Buarcos), na faixa do lado do mar, abrindo com a escola de Samba “A Rainha”, com o tema “as 1001 noites”, seguindo-se os grupos/carros “El Dorado, Feitiços/Os Feiticeiros do Samba, Emergir Portugal, Periferiaactiva, Cabaret, Os Loucos Anos Vinte, A Vida na Idade da Pedra/Lavos na Idade da Pedra, O Lago das Libelinhas, O Berço das Promessas, Quando for grande… vou ser ministro, Junta de Freguesia de Buarcos, Escola de Samba Unidos do Mato Grosso, com o tema “Jesus de Nazaré”, Foliões e o carro dos reis”.

Não há prémios monetários, apenas troféus, para os melhores carros e grupos, cujos resultados só são divulgados pelo júri (Lina Cação, José Elísio e Carlos Moço) no final do desfile de amanhã, que é igual excepto, no começo que abre com a Escola de Samba “Unidos do Mato Grosso” com o tema “Jesus de Nazaré” e fecha com a Escola de Samba A Rainha.

in Diário de Coimbra

DESPORTO: Salvé Naval... por onde tens andado?

Tal como outrora os Reis Magos se dirigiram a Belém à procura da sua estrela, desta feita foram os navalistas que vieram à procura da vitória. E, no mínimo, o que se pode dizer é que foi justa. Os instantes finais foram de arrasar mas quem lutou tão abnegadamente merecia sem dúvida a ventura de sair vencedor.

Após uma semana plena de atribulações, cujo expoente foi a mudança de comando técnico na equipa, a partida frente ao histórico Belenenses era encarada com alguma expectativa. Primeiro, questionava-se como reagiria a equipa navalista a toda esta situação. Depois, o aproximar do final do campeonato, obriga a que os figueirenses procurem os 40 pontos na tabela classificativa, numero que em princípio poderá significar a manutenção.

Por outro lado, o Belenenses, mesmo posicionado no 9.º lugar, não pode descansar sobre os 28 pontos alcançados, já que, no deve e haver das diferenças, a formação azul apenas tem vantagem no confronto directo sobre o Paços de Ferreira. Face a tais condimentos, a vitória era o único resultado que servia ao interesse dos dois conjuntos.

Fernando Mira não efectuou alterações profundas na equipa. O regresso de Taborda à baliza foi uma das mudanças. Na linha média, e face à ausência do castigado Gilmar, o técnico lançou uma linha de quatro médios de tendência ofensiva, deixando nas suas costas apenas um “trinco”: Solimar.

Dois golos nos primeiros 45 minutos foram o símbolo de qualidade do melhor futebol praticado no Restelo. Salvé Naval, por onde tens andado? Esta era a questão que se colocava no recinto lisboeta. De facto, os navalistas foram sem qualquer dúvida a melhor equipa no terreno de jogo apostando num futebol muito apoiado e com excelente transição defesa-ataque. A evolução ofensiva, através dos corredores laterais e com sistemáticas mudanças de flanco, confundiram completamente os lisboetas.

A primeira ocasião de perigo – aos oito minutos – pertenceu ao Belenenses. Meyong quis surpreender Taborda, mas este respondeu com grande defesa. A partir daí, a partida entrou em sentido único e foi o Belenenses que se viu em grandes dificuldades para travar o fluxo ofensivo da turma navalista.

Tanto domínio tinha de dar frutos. Primeiro, uma mudança de flanco de Lito permitiu uma execução perfeita a Tiago que não enjeitou a inauguração do marcador. Aos 36 minutos, e após uma jogada ao primeiro toque, a defensiva azul foi apanhada em contra-pé. Estes ainda pediram o fora-de-jogo mas Fajardo atento fez o passe de morte e Saulo, à boca da baliza, encostou para o segundo golo.

Já com cheiro a intervalo, o terceiro golo só não aconteceu porque o guardião da casa negou esse objectivo a Fogaça.

Marcar e sofrer

Com dois golos de vantagem, a formação navalista apresentou-se mais cautelosa. Afinal, era ao Belenenses que competia assumir as despesas do jogo. A turma figueirense fez da concentração e do colectivo a sua principal arma. Diga-se, entretanto, que para que tal acontecesse não foi necessário colocar nenhum autocarro diante da baliza de Taborda. Obviamente, a iniciativa de jogo passou para os donos da casa, contudo diga-se, foi um domínio mais consentido do que conseguido.

Só que esta estratégia oferecia perigo e, de facto, o perigo saiu de um lance de infortúnio de Nelson Veiga que apontou um auto-golo. Pensou-se o pior. Mas, quatro minutos volvidos, a verdade do jogo foi reposta com uma grande jogada entre Fajardo e Lito onde o internacional cabo-verdiano marcou e sentenciou a partida.

Com muita gente já fora do estádio, Cosme Machado quis dar um interesse extra à partida e, numa jogada confusa no interior da área navalista, a bola foi à mão de Fernando. O “Collina” de Braga assim não entendeu e apontou a marca de grande-penalidade. Meyong cobrou e marcou.

O minuto que faltava, mais os seis que o juíz concedeu, foram impróprios para cardíacos. No entanto estava escrito esta vitória ninguém a tiraria aos figueirenses.

in Diário As Beiras

Doze escolas poderão encerrar no concelho

Se a lista enviada à DREC for cumprida, no próximo ano lectivo encerram doze escolas do 1.º ciclo. Três pertencem a Alhadas.

Por solicitação da Direcção Regional de Educação do Centro (DREC), os agrupamentos escolares elaboraram a lista de escolas do 1.º ciclo com menos de 10 alunos. O resultado do levantamento ditou que uma dúzia de escolas do concelho poderão ser encerradas no próximo ano lectivo.

A lista em causa poderá fazer com que a freguesia de Alhadas perca três escolas: Carvalhal, Broeiras e Esperança. Mas a esperança é a última coisa a morrer. “Até ao último momento antes da decisão ser tomada, vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para evitar essa possibilidade”, promete o presidente da junta, Jorge Oliveira.

As escolas do 1.º ciclo do ensino básico da Serra da Boa Viagem, Quiaios; de Fontela, Vila Verde; de Carritos, Tavarede, de Cunhos, Moinhos da Gândara; de Negrote, Alqueidão; de Porto Godinho, Borda do Campo; de Cabecinhos, Lavos; e de Morros, Bom Sucesso, também estão na lista “negra”. Os alunos serão transferidos para as escolas mais próximas.

No concelho existem 55 escolas e 2.400 alunos do 1.º ciclo. Entretanto, os pais e encarregados de educação de Porto Godinho e Serra da Boa Viagem já fizeram pré-matrículas suficientes para evitar o encerramento. A DREC, por sua vez, indicou aos agrupamentos para as aceitarem até à sua concretização.

Acelerar processos

A Carta Educativa do município prevê a construção de três centros escolares, em S. Julião, Tavarede e S. Pedro. O último contempla ensino integrado, do pré-escolar ao 3.º ciclo. A vereadora da Educação admite adiantar o processo de S. Julião, “uma vez que as escolas do Viso e das Abadias se encontram sobrelotadas”.

Teresa Machado também não descarta a possibilidade que as escolas com 2.º e 3.º ciclos de Buarcos e Alhada possam vir a receber, no próximo ano lectivo, crianças do 1.º ciclo. Nestes casos, o ensino integrado acelera-se porque o número de alunos daqueles estabelecimentos encontra-se “muito aquém da sua capacidade”.

in Diário As Beiras

POLITICA: Cidade de luto pela morte de Natércia Crisanto

Natércia Crisanto faleceu durante a manhã de sábado, vítima de doença prolongada. O concelho perdeu um dos seus mais respeitados e admirados munícipes.

Vítima de doença prolongada e que se agravou nas últimas semanas, Natércia Crisanto faleceu cerca das 08H00 de sábado, aos 58 anos de idade, no Hospital Distrital da Figueira da Foz, onde se encontrava internada há cerca de um mês. A antiga vereadora e deputada municipal do PS lutou contra a doença que lhe provocou a morte durante um ano e meio.

Apesar do seu estado de saúde, Natércia Crisanto não abandonou a actividade política. E não desistiu de prosseguir o seu trabalho a favor dos mais carenciados e de prestar apoio a imigrantes, através da associação Viver em Alegria, entrega que encarava como missão. Humanista por excelência e profundamente ligada à família, era uma pessoa de fortes convicções e dotada de invulgar sensibilidade para a solidariedade social, causas públicas, associativismo e cultura.

A morte de Natércia Crisanto deixou o concelho consternado. E muitos figueirenses perderam a vontade de se juntar ao corso carnavalesco. A autarquia, por seu turno, decretou dois dias de luto municipal, sábado e domingo. O funeral realizou–se ontem da igreja de Santo António para o cemitério Oriental.

Um exemplo a seguir

Para Duarte Silva, presidente da câmara, Natércia Crisanto foi “um exemplo para todos nós, pela sua postura a favor da democracia, preocupação com os mais carenciados e trabalho a favor da comunidade”. Destaca, ainda, a “coragem, fé e esperança” que investiu na luta contra a doença que acabaria por lhe retirar a vida. “Foi uma grande perda para os figueirenses”, concluiu.

O presidente da Assembleia Municipal, Victor Pais, eleito nas listas do PSD, bem como Silvina Queirós, deputada municipal da CDU, também destacam as qualidades humanas, a amizade, a honestidade, a capacidade de trabalho e o exercício de cidadania de Natércia Crisanto. Que, de resto, fazem eco nas palavras de João Carlos Paulo, deputado municipal independente eleito pelo Bloco de Esquerda, e da vereadora do PSD, Teresa Machado.

As declarações de Victor Cunha, presidente da Concelhia do PS; de Victor Sarmento, vereador socialista; e de João Portugal, deputado do PS à Assembleia da República, mantêm o registo. Que é subscrito, aliás, por Carlos Monteiro, presidente do conselho executivo da Escola Secundária Joaquim de Carvalho. Natércia Crisanto leccionou nesta escola, tendo–se aposentado há dois anos.

UMA VIDA PREENSHIDA

Laurinda Natércia de Albergaria Pereira Crisanto, nasceu em Luanda a 8 de Setembro de 1947. Vivia na Figueira há 39 anos. Era professora de História com pós–graduação em Ciências da Educação. Leccionou nos 1º, 2º e 3º Ciclos e no Secundário. E foi formadora dos professores do 1º Ciclo e orientadora de estágio da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Fez parte do conselho executivo da Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho.

Dinamizou diversos projectos pedagógicos e foi co–autora de vários manuais de História. Em 1999 fundou a Associação Viver em Alegria, foi presidente da assembleia geral da Sociedade Filarmónica Figueirense, vice–presidente do Lions Clube da Figueira da Foz e coordenadora da Universidade Sénior da Figueira da Foz.

Colaborou com vários jornais locais. Na sua actividade política, foi mandatária concelhia nas duas candidaturas de Jorge Sampaio e vereadora entre 1998 e 2005. Foi, também, candidata a deputada pelo círculo de Coimbra, nas últimas legislativas, e liderou a lista do PS à Assembleia Municipal, órgão onde ocupava o lugar de deputada.

in Diário As Beiras

Chuva deu tréguas e o Carnaval brilhou na Avenida do Brasil

A chuva não se juntou ao corso, dando lugar ao sol, que espalhou momentos de brilho e alegria entre o público e os foliões.

Não passou de uma ameaça, confirmando que as previsões meteorológicas não são uma ciência certa. Apesar disso, por ter sido dada como certa, a chuva, embora ausente, poderá ter afastado visitantes. É que a moldura humana era menor que em 2005. Mesmo assim, milhares de pessoas celebraram o Carnaval na Avenida do Brasil.

Quando a escola de Samba "A Rainha" - inaugurou o desfile - se aproximava do júri, um elemento do público, que ouvia o relato no rádio portátil, anunciava o primeiro golo da Naval. Pouco tempo depois, a aproximação do carro "El Dourado" do mesmo local anunciava a segunda entrada da bola na baliza do Belenenses. Infelizmente para os adeptos da figueirenses o número de golos da sua equipa não coincidiu com o número de carros e grupos que desfilaram na tarde ontem.

Os dez carros, os sete grupos e as dezenas de foliões não defraudaram a suas "claques", que torciam pela festa no "sambódromo" de Buarcos. E os reis do Carnaval (os actores Joana Duarte e Tiago Aldeia), fizeram as delícias do público, sobretudo dos mais novos, deixando no ar "sabor" a morangos com açúcar. Amanhã, a partir das 15H00, há mais.

Entre os melhores

"O principal objectivo foi cumprido, que era trazer mais pessoas à Figueira", afirma Nuno Encarnação, da Figueira Grande Turismo (FGT). Por outro lado, acrescenta, tivemos mais um carro e dezenas de foliões que no ano passado". E por menos 75 mil euros. "Mas a redução do orçamento não alterou a qualidade", ressalva.

Este ano, a empresa municipal de turismo investiu 150 mil euros na festa carnavalesca. Porém, para Nuno Encarnação, "o Carnaval da Figueira da Foz continua a ser um dos melhores do país". Isto "porque as pessoas que participam no desfile e o público querem que continue a ser um cartaz turístico do concelho".

in Diário As Beiras

"Morangos" arrastam milhares de pessoas

Milhares de pessoas assistiram ontem ao Carnaval da Figueira da Foz, na Avenida do Brasil, com os "reis" Joana Duarte e Tiago Aldeia, a "Matilde" e o "Rodas" da telenovela "Morangos com Açúcar", da TVI.

Muitos admitiram estar presentes pelos incansáveis "reis" que, ao longo da tarde, se desdobraram em beijos, fotografias e autógrafos. "São mais giros ao vivo do que na telenovela", dizia uma adolescente.

O bom tempo, com sol, que se fez sentir durante a tarde ajudou à festa, mas não ao negócio. "Estamos no fim do mês e as pessoas", lamentou Henrique Ribeiro, vendedor de fogaças de Santa Maria da Feira.

in Jornal de Notícias

sábado, fevereiro 25, 2006

POLÍCIA: Dois homens atingidos com tiros de caçadeira

Dois homens que se encontravam numa viatura sofreram ferimentos ao serem atingidos por um tiro de caçadeira sexta-feira à noite, cerca das 20 horas, na Vila Robim, em Tavarede.

Segundo a fonte da PSP da Figueira da Foz, o agressor terá partido o vidro da viatura e disparou para o seu interior, atingindo um dos homens numa perna e causando ferimentos ligeiros no outro ocupante.

Motivos passionais terão estado na origem do acto. Um morador daquela zona disse, à FOZ DO MONDEGO, que o alegado agressor “anda desconfiado que a mulher o traira com outro individuo”.

O presumível agressor, um motorista de 46 anos, foi ouvido este sábado no Tribunal da Figueira da Foz, que decretou como medida de coação a prisão domiciliária.

Ao que a FOZ DO MONDEGO apurou, o ferido mais grave continua internado nos Serviços de Ortopedia, do Hospital Distrital da Figueira da Foz. Segundo fonte hospitalar o estado de saúde da vítima “está estabilizado, não oferecendo cuidados de maior”. O ferido ligeiro já teve entretanto alta.

in FOZ DO MONDEGO RÁDIO

LOCAL:Paranova adquire e recupera casas devolutas na baixa da cidade

O governo pretende dar novo fôlego à questão das casas devolutas espalhadas pelo país e que, em muitos casos, colocam em risco a saúde pública.
Anunciou ainda o governo liderado por José Sócrates que as casas desocupadas que não ultrapassem determinado consumo de água e luz durante mais de um ano, vão passar a pagar o dobro da taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI).
Isto numa altura em que a Figueira Paranova já adquiriu quatro imóveis devolutos, abandonados, para recuperação, e posterior venda.

A empresa municipal Figueira Paranova já adquiriu quatro prédios “em avançado estado de degradação”, todos eles na chamada zona velha da cidade, caso das ruas Dr. Santos Rocha, Combatentes da Grande Guerra, entre outros.
Teresa Machado, responsável pela Paranova, disse a O Figueirense que neste processo de reabilitação de casas devolutas foram já contactados cerca de 200 proprietários, estando uns receptivos à medida. Outros, nem as querem reabilitar, nem fazer obras. E neste caso, segundo apurou o nosso jornal, o departamento de Urbanismo, atendendo ao perigo de colapso evidente, poderá accionar meios coersivos obrigando os proprietários dos imóveis a realizar obras de benfeitorias.

ler mais em O Figueirense

Faleceu a antiga vereadora do PS Natércia Crisanto

A antiga vereadora do PS na Câmara da Figueira Natércia Crisanto faleceu, este sábado, aos 58 anos, vítima de doença prolongada, indicou fonte do partido socialista à FOZ DO MONDEGO.

Natércia Crisanto[na foto], que nasceu em 1947, licenciou-se pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, tendo um longo historial como professora de história, autarca e dirigente associativa.

Foi mandatária concelhia nas duas candidaturas do Presidente Jorge Sampaio à Presidência da República e vereadora da Câmara Municipal da Figueira da Foz entre 1998 – 2005.

Desenvolveu um trabalho notável nas áreas cultural, social e Associativa. Actualmente, Deputada Municipal pelo Partido Socialista, tendo sido candidata a Presidente da Assembleia.

Natércia Crisanto é tida como uma “mulher exemplar e de coragem”.

O funeral da antiga vereadora realiza-se este domingo, às 15h00, no Convento de Santo António, na Figueira, para o Cemitério Oriental da cidade.

DESPORTO: Naval - Dar a volta por cima

Após a saída de Álvaro Magalhães do comando técnico, os figueirenses pretendem mostrar que a manutenção ainda é possível. A resposta será dada amanhã, em Belém.

Belenenses e Naval defrontam–se amanhã no Estádio do Restelo. O encontro, inserido na 24.ª jornada da Liga, tem início às 16H00 e será dirigida pelo árbitro bracarense Cosme Machado.

Depois de uma semana de alguma turbulência interna, e que culminou com o despedimento de Álvaro Magalhães, questiona–se a forma como o grupo de trabalho irá resistir a todos estes acontecimentos.

Isto numa altura em que a concentração tem de ser total, pois há no mínimo 20 pontos para conquistar e ninguém pode ter a veleidade de pensar que eles terão de ser conquistados só nos jogos em casa.

O “central” e “capitão” Fernando já passou por algumas situações idênticas. Segundo o atleta, “o plantel, como profissional que é, tem mantido os problemas existentes fora do balneário.

Confesso que sentimos o problema e sentimos alguma tristeza, pois alguém deixou o grupo, mas temos de olhar para o nosso trabalho, para o clube e a vida tem de continuar já que temos um objectivo a atingir”, finalizou.

Quanto à partida com o Belenenses, o “capitão” navalista perspectiva uma partida de grandes dificuldades. “Vai ser contra uma equipa muito bem montada e muito bem orientada”, referiu e acrescentou: “Agora temos as nossas ideias e preocupações. Sabemos que necessitamos de chegar aos 40 pontos. Como os vamos conquistar ou onde não sabemos, não nos interessa. Sabemos é que tal objectivo tem de ser conseguido”, concluiu.

Aliás, união e motivação não faltam dentro do grupo de trabalho. “Fernando Mira é agora o técnico e todos juntos estamos na luta pelo objectivo. Não é o momento de grandes alterações, embora cada técnico tenha a sua metodologia de trabalho e nós tentamos assimilá–las o mais rapidamente possível.

Fernando Mira não chegou hoje à Naval. Conhecemos a sua forma de trabalhar e de pensar. Daí penso haver uma mímica positiva para que, em conjunto, possamos atingir os nossos objectivos”, referiu.

Pedido um prognóstico ao “capitão”, a resposta não tardou. “Espero que a Naval vença, nem que seja por meio a zero”, sorriu.

José Carlos regressou

José Carlos regressou ontem ao trabalho coadjuvando Fernando Mira no treino realizado.
O técnico–adjunto, afastado por Álvaro Magalhães, está de volta ao grupo de trabalho profissional navalista, pelo que a sua presença foi bastante saudada por todo o plantel.

Refira–se que José Carlos tinha sido afastado a seguir ao jogo realizado no Bessa, com o anterior técnico a declarar à comunicação social que José Carlos era apenas funcionário do clube e nunca fora adjunto da equipa técnica. A resposta foi ontem dada pelos responsáveis do clube figueirense.

À margem dessas questões, Pedro Santos integrou o treino, pelo que poderá ser uma das opções de Fernando Mira.

in Diário as Beiras